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41ª Mostra Internacional de SP: Estrangulado
CINÉFILOS
28 out 2017 | Por Jornalismo Júnior

Este filme faz parte da 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Para mais resenhas do festival, clique aqui.

Hungria, 1957. Na pequena cidade de Martfüi, uma mulher é morta e estuprada. A justiça do governo socialista rapidamente encontra o culpado, o jovem Réti (Gábor Jászberényi), que além de ser o maior suspeito, confessa o crime, sendo condenado à morte na forca. Anos depois, um caso muito semelhante acontece no mesmo local, o que coloca a cidade em pânico e faz surgir dúvidas quanto ao verdadeiro assassino. Teria um homem inocente sido jogado na cadeia?

Estrangulado

Imagem: reprodução

A premissa sugere uma história cativante de tensão e suspense, e o espectador que assiste ao húngaro Estrangulado (A martfüi rém, 2016) não termina decepcionado. O filme é um dos deleites da 41ª Mostra de Cinema de São Paulo, principalmente por sua trama envolvente sustentada do início ao fim pela direção de Árpád Sopsits.

O enredo segue os dois detetives que estão investigando o novo assassinato, Bóta (Zsolt Angere) e Szirmai (Péter Bárnai). Enquanto o primeiro acredita fielmente que não há ligação nenhuma entre os casos, o segundo desconfia que o criminoso de anos atrás é o mesmo que continua a fazer vítimas. A partir do conflito entre ambos, são levantadas diversas questões sobre as consequências de se buscar um culpado a qualquer custo, tanto no nível pessoal quanto no geral, já que muitas das ações das personagens são reflexo da política soviética que tomava conta do país.

Estrangulado

Imagem: reprodução

Optando por cenas rápidas e intensas, o diretor dá ao filme um ritmo próprio de série de TV – o que de modo algum é um problema, e, inclusive, ajuda a prender a atenção do espectador. Ao mesmo tempo, não tem pudor para mostrar violência e crueldade, o que confere um tom ainda mais pesado à história ‒ e pode incomodar parte do público.

Estrangulado é uma ótima trama de detetive, digno de ser comparado às histórias de Sherlock Holmes. O roteiro bem intrincado soluciona o mistério sem deixar pontas soltas. No entanto, ainda que por vezes exagere em diálogos expositivos, principalmente na parte final, termina deixando questões o bastante para acompanhar o espectador até pelo menos após o final da projeção

Trailer:

por Matheus Souza
souzamatheusmss@gmail.com

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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