Home 42ª Mostra Internacional de SP: Isto É Um Lar: Uma História de Refugiados
42ª Mostra Internacional de SP: Isto É Um Lar: Uma História de Refugiados
CINÉFILOS
28 out 2018 | Por Jornalismo Júnior

Este filme faz parte da 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Para mais resenhas do festival, clique aqui.

Yasmen e Khaldoun são uma das famílias apresentadas. (Imagem: Reprodução)

Deixar seu país de origem, abdicar de sua antiga vida para adentrar a um universo completamente diferente de pessoas e cultura, se arriscar em viagens longas e perigosas, imaginar um ambiente perfeito e seguro, esperar fazer parte do “sonho americano”; chegar e desiludir-se. Assim é Isto É Um Lar: Uma História de Refugiados (This Is Home: A Refugee Story, 2018), um filme que consegue exibir parte da luta que é se refugiar nos Estados Unidos da América.

O documentário acompanha a história de quatro famílias sírias, que fugindo da guerra, são levadas à cidade de Baltimore. Chegando lá, são expostos a tudo que enfrentarão: possuem somente oito meses de assistência, com residência e contas pagas, para conseguirem aprender a língua inglesa, encontrar um primeiro emprego e começar a viver de maneira completamente diferente da que viviam antes.

Uma das famílias é a de Khaldoun e Yasmen. Juntos possuem quatro filhos. Ao longo da trajetória vemos o quanto é difícil a adaptação. O primeiro emprego deve ser aquilo que a assistência conseguir para eles, e os dois deveriam trabalhar para serem autossuficientes, mas Khaldoun não quer que sua esposa trabalhe. As crianças têm receio de ir para a escola e sofrerem algum tipo de preconceito. Na terapia escolar demonstram as lembranças que possuem da guerra: brincam que bombas estão caindo do céu, há tiroteio e incêndio. “Ela está com medo”, diz a filha de Yasmen segurando uma boneca.  

Outra família é a de Madiha, que saiu da Síria após ter sua casa bombardeada. Foram andando até a Jordânia, para depois chegarem ao país norte americano.  Madiha tem dificuldade com a língua, mas seus filhos, com maior facilidade, a ajudam. Ela usa hijab. Um dia no ônibus, um homem segurou e perguntou se ela era muçulmana. Madiha entendeu o recado: seu hijab agora é a bandeira dos Estados Unidos.

Madiha e seu hijab/bandeira. (Imagem: Reprodução)

Há ainda a história de outras duas famílias, que como as já mencionadas, passam por igual dificuldade: comunicar-se com os nativos, encontrar emprego, sentirem-se confortáveis no novo lar, superarem o medo da deportação, ainda mais próxima com o governo de Donald Trump. Não é tarefa fácil.

O documentário dirigido por Alexandra Shiva é um trabalho de empatia e respeito.

Confira o trailer original:

Por Crisley Santana
crisley.ss@usp.br

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
VOLTAR PARA HOME
DEIXE SEU COMENTÁRIO
Nome*
E-mail*
Facebook
Comentário*