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A Bailarina: dançando em Paris
CINÉFILOS
27 jan 2017 | Por Jornalismo Júnior

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Paris, século XIX. É nesse ambiente que a animação A Bailarina se desenvolve. Dirigida por Eric Summer e Eric Warin, ela conta a história de Felice, uma garotinha órfã que sonha em se tornar uma grande dançarina, e de Victor, seu melhor amigo, que também possui um sonho, se tornar um inventor. Para realizá-los, ambos fogem do orfanato onde vivem rumo à Cidade Luz francesa.

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O enredo mostra-se, nesse caso, previsível e comum: a jornada do herói em busca da realização de seus anseios mais íntimos. Para isso, contudo, ele passa por desafios que ao longo do filme o colocam em prova e o testam para que, no fim, o aprendizado seja concluído. Em A Bailarina esse é aparentemente o verdadeiro intuito dos roteiristas, apresentar ao público a jornada de Felice, que mesmo encontrando desafios dentro e fora de si tende a superá-los para se tornar uma dançarina.

Mas é nesse ponto, no roteiro, que o filme encontra seu deslize, muitas personagens e cenas não se justificam. A vilã, forçadamente caricata, é Malévola, sempre muito sombria e sem nenhuma justificativa (não fica muito claro no filme porque ela quer tanto que sua filha seja uma dançarina, por exemplo), enquanto o desfecho do pretendente bailarino de Felice é extremamente mal contado, dentre outros problemas.

Isso, no entanto, é camuflado em meio à belíssima animação que é apresentada e que, mesmo não se tratando de uma produção hollywoodiana (o filme foi filmado em um estúdio francês), traz gráficos muito bem construídos. As cenas de dança constroem movimentos impecáveis, enquanto o cenário apresentado mostra-se, também, grandioso em seus detalhes. O Grand Opera, escola onde Felice assiste ao balé pela primeira vez e onde sonha poder estudar dança, é magnífico das luzes aos detalhes das pinturas no teto. Além disso, a animação nos traz a construção da Torre Eiffel e da Estátua da Liberdade como atrativos do século da Belle Époque francesa.

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A surpresa mais agradável do filme, em meio a seus desvios e acertos, é o fato de que a personagem principal, mesmo sendo uma garota que sonha em se tornar dançarina e descobre a paixão pelo balé, não se enquadra em estereótipos que seriam comuns a esse gênero. Felice é uma garota comum, não se porta nem como heroína em todas as cenas do filme nem como a donzela que merece ser salva. Trata-se de uma menina como qualquer outra, que possui defeitos e aprende com eles a não desistir do que realmente é importante em sua vida.

Mesmo não fugindo de alguns clichês, as aventuras de Victor e Felice nos fazem rir e nos emocionar em momentos diversos. É um filme, acima de tudo, feito para entreter, principalmente as crianças, que não vão reparar em algumas incoerências que ele apresenta.

 

Trailer dublado:

por Camilla Freitas
camilla.freitasoares@gmail.com

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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COMENTÁRIOS
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Adoro animacoes nesse estilo de desenho e pela sua critica e uma bem divertida e leve, mas que traz boas mensagens. Oieeeeu sou louca por filmes sobre ballet pois meu sonho secreto e nao realizado e ser bailarina, entao quando vi o trailer desse, quis ver logo de cara, espero conseguir em breve pois parece ser uma graca.
09 ago 2017
 
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