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A Escolha (Im)perfeita
CINÉFILOS
13 ago 2015 | Por Jornalismo Júnior

por Bianca Kirklewski
biancakirklewski@gmail.com

A Escolha Perfeita 2 (Pitch Perfect 2, 2015) é a continuação do sucesso mundial homônimo de 2012, e conta a história de um grupo feminino universitário de a capella chamado Barden Bellas.

Passaram-se alguns anos desde que as Bellas se tornaram campeãs regionais de a capella (diga-se de passagem, um campeonato emocionante, disputado e cheio de ‘reviravoltas imprevisíveis’). Agora elas são famosas e renomadas em tal nível que recebem convites para cantar, por exemplo, no aniversário do presidente Barack Obama.

Acreditando que uma apresentação simples focada na voz não cativava mais, o grupo resolve apostar em objetos circenses, e é aí que as coisas dão errado: durante uma performance de panos, Fat Amy (sim, esse é o nome da personagem) acaba por confiar demais no tecido do qual sua calça era composto, e esta rasga, revelando aquilo que nem Obama, nem sua esposa Michelle, e nem nenhum dos espectadores que acompanhavam a apresentação gostaria de ver.

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Depois do incidente, o grupo vira chacota mundial, sujando o nome da universidade que ele representava. O reitor resolve impedir a entrada de novas integrantes, o que implicaria no fim das Bellas, visto que todas as membras do grupo estavam prestes a se formar. A última oportunidade que elas teriam de se apresentar seria em um campeonato mundial de a capella. E, se por um acaso elas vencessem, talvez trouxessem honra ao nome de sua universidade novamente.

A simples introdução de dois parágrafos do filme já transparece a qualidade limitada que esse tende a alcançar. Possivelmente, a única competência verdadeira do longa seja as canções bem produzidas que soam interessantes ao ouvido que não está acostumado a essa modalidade musical, e talvez uma leve presença de humor ácido.

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A estrutura sequencial é inexistente, e o que se vê são apenas cenas desconexas que não constituem uma história. A diretora Elizabeth Banks não se deu ao trabalho de ao menos ligar os pontos e a grande maioria dos quadros presentes no filme não possuem correlação. Arrisque assistir ao filme a partir de momentos distintos, e verá que não fará a grande diferença.

Há cenas risórias que parecem estar lá unicamente porque os roteiristas não tiveram a capacidade de pensar em nenhuma forma realística de diversos grupos de canto a capella estarem reunidos. É o caso da festa de um careca que anda de patinetes que se considera o maior fã de a capella do mundo. Ele então resolve chamar todos os grupos que conhece para fazer um duelo musical no porão de sua mansão, com direito a um gongo e sorteio de temas em uma tela gigante.  Se o filme tivesse uma proposta non sense, faria sentido. Mas é provável que tenha sido só preguiça dos roteiristas, para nosso constrangimento.

Vale ressaltar (ou não) que o longa-metragem ainda conta com a presença exagerada de momentos em câmera lenta, nos quais as meninas se divertem, seja dançando, seja numa guerra de travesseiros, seja num acampamento para redescobrir o espírito do grupo.

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Os grandes inimigos da vez são um conjunto alemão extremamente intimidador e bem estruturado, que é visivelmente superior às Bellas. Apesar de não conhecerem os outros concorrentes do campeonato mundial, todas as integrantes têm a certeza de que esse será o único desafio para elas ganharem o prêmio. Seguindo a linha de raciocínio do filme, o resultado da competição se torna óbvio e desanimador.

Assista ao trailer:

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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