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A Família Addams volta às telonas em uma releitura simples, mas bem feita
CINÉFILOS
31 out 2019 | Por Arthur Nascimento (arthur.gm.nascimento@usp.br)

Os remakes de sucessos do cinema e de outros clássicos da cultura popular se tornaram algo extremamente recorrente no século 21. A Família Addams (The Addams Family, 2019) é mais uma dessas releituras, levando a família monstruosa para novas gerações.

A animação conta uma história inédita, nunca antes apresentada em outros filmes ou séries desse universo. Os personagens já consagrados, como Gomez (Oscar Isaac), Mortícia (Charlize Theron), Feioso (Finn Wolfhard), Vandinha (Chloë Grace Moretz), Mãozinha e Tropeço (Conrad Vernon), convivem com outros criados para a trama.

Desde que a Família Addams foi criada por Charles Addams em 1937, um dos diferenciais desses personagens é que, apesar de serem macabros e possuírem características de seres monstruosos, não são os vilões de suas histórias. Isso se repete no enredo do filme de 2019, já que a vilã da história é Margaux (Allison Janney), uma apresentadora de televisão que deseja expulsar os Addams do manicômio que eles tomaram como lar. 

Além do preconceito com os diferentes costumes e padrões estéticos da Família Addams, ela possui a ambição de tirá-los daquele local para facilitar a venda das casas que construiu, menos atrativas por terem vista direta para a mansão monstruosa.

Mortícia e Gomez Addams, os pais dessa família monstruosa. [Foto: Universal Pictures]

Mesmo que seja um filme simples e direcionado para a compreensão de todos os públicos, A Família Addams aborda questões importante utilizando a imagem caricata de seus protagonistas. Questões como o preconceito sofrido pelos Addams e a oposição entre as tradições e as características individuais dos mais novos aparecem no filme, e o desenrolar da obra faz o espectador desejar pela inclusão e aceitação, passando uma mensagem positiva e importante para o público.

Além da trama principal, o filme apresenta outros enredos pessoais que permeiam o desenvolvimento da obra e geram interesse no espectador. Os questionamentos da filha Vandinha, sedenta por conhecer o mundo além da mansão, afetam diretamente a participação da personagem. Já o outro filho, Feioso, tem que lidar com a pressão de se preparar para um ritual de família que marca a passagem para a vida adulta. Há também Parker (Elsie Fisher), filha de Margaux que é afetada pelo afastamento emocional da mãe e sua excessiva preocupação com a aparência.

Esteticamente, A Família Addams também satisfaz o público, apresentando uma animação bonita e dinâmica. Os famosos personagens foram adaptados para os traços digitais, mas suas principais características foram preservadas. E os cenários transmitem a atmosfera que mistura terror e diversão.

As piadas são algo recorrente no longa. Nem todas elas se mostram necessárias, já que só servem para demonstrar as características macabras dos Addams. Mas diversos contextos criados pelas peculiaridades de cada personagem são divertidos, ajudando a tornar a experiência do filme mais leve.

A Família Addams foi uma releitura que mostrou propósito. Levar esses personagens para o século XXI através desta animação foi um acerto, e a simplicidade com que trata assuntos importantes é um mérito. Os personagens cativaram como antes, mas o enredo trouxe coisas novas para esse universo, cumprindo bem o seu papel.

O longa chega às telonas brasileiras no dia 31 de outubro. Confira o trailer

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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