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A Garota do Livro – um fantasma do passado
CINÉFILOS
26 maio 2016 | Por Jornalismo Júnior

por Larissa Fernandes
lfernandesr05@gmail.com

Ao apostar em um enredo marcado por um tema conflituoso, o filme A Garota do Livro (The Girl in the Book, 2015) demonstra que alguns traumas se perpetuam de forma que indivíduos mantêm uma constante luta para superá-los.

É isso que ocorre com Alice Harvey (Emily VanCamp) uma jovem que desde a adolescência era reconhecida pela sua habilidade com a escrita, sendo considerada uma escritora em potencial. Entretanto, os anseios da garota de apenas 15 anos são barrados após o escritor Milan Daneker (Michael Nyqvist) entrar em sua vida.

O filme é composto por cenas com Alice adulta e adolescente, transmitindo como o passado alterou a personalidade da personagem. Através desses flashbacks, Milan nos provoca asco devido às suas más intenções e ao jogo de manipulação que inicia com a jovem, que, inocentemente, acreditava ter encontrado alguém que realmente a compreendia. Utilizando a justificativa de ser seu tutor, o escritor conquista a confiança da garota até conseguir se beneficiar com isso.

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O clima de suspense é gerado ao redor da revelação do que ocasionou os traumas de Alice, apesar de não ter tido tanto enfoque, pois o espectador pode estar ciente do ocorrido muito antes do desfecho. Ao invés disso, o enredo é voltado para que possamos entender como é a personagem, repleta de angústias e inseguranças.

Alice tem um passado sempre assombrando-a, ainda mais, quando o principal responsável por essa situação retorna à sua vida. Os efeitos desse choque pelo qual passou são vistos em suas relações casuais, que não a deixam satisfeita, mas tornam-se o seu refúgio. Outros reflexos são a falta de controle sobre o rumo que está levando e a permissão para que seja sempre bombardeada de vozes alheias, sobretudo masculinas, que lhe dizem o que fazer. “Por que você está sempre indo para lugares que não gostaria de estar, Alice?” A frase de sua melhor amiga Sadie (Ali Ahn) sintetiza a maneira como a protagonista lida com sua vida.

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O filme possui uma boa narrativa, as câmeras dão um destaque para as expressões dos personagens durante os diálogos e prende o espectador ao abordar um tema que envolve pressão psicológica, manipulação emocional e falta de apoio familiar. Acompanhamos a estória com a expectativa de saber como Alice irá superar (ou não) seus conflitos psicológicos.

O longa estreia nos cinemas dia 26 de maio. Confira o trailer:

<a href="https://www.youtube.com/watch?v=HF41OmdB3GE">https://www.youtube.com/watch?v=HF41OmdB3GE</a>

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