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Ação incessante em Missão: Impossível 5
CINÉFILOS
12 ago 2015 | Por Jornalismo Júnior

por Bianca Kirklewski
biancakirklewski@gmail.com

Para o desespero dos físicos de plantão e alegria dos telespectadores com déficit de atenção, Tom Cruise está de volta desafiando as Leis de Newton em mais um filme da série Missão Impossível!

Em Missão: Impossível- Nação Secreta (Mission: Impossible – Rogue Nation, 2015), o agente da IMF Ethan Hunt (interpretado por Cruise) se dá conta de que pode finalmente provar a existência de um grupo internacional de matadores profissionais. Chamada Sindicato, a facção nunca havia se revelado como tal e todos os episódios que poderiam ser ligados a ela eram desconexos e não possuíam razões claras: a queda de um avião, acidentes de carros, incêndios. Nem mesmo a CIA acreditava na existência do grupo, e desconfiava que tudo não passava de uma invenção de Hunt.

 

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Tudo muda quando Ethan recebe uma mensagem em vídeo transmitida por um disco de vinil tocado numa vitrola especial (uma das grandes maravilhas desse gênero de filmes são esses aparatos secretos sempre disfarçados de objetos cotidianos, mexendo com o imaginário do espectador mais sonhador). Era o líder do Sindicato, que tinha conhecimento de que Hunt sabia sobre o grupo.

O agente é então sequestrado (sabe-se lá a razão, visto que o Sindicato não desejava matá-lo nem aderi-lo ao grupo) e colocado em uma sala de tortura (mais uma vez, sem motivos claros, talvez seja só por causa da moda do sadomasoquismo). Lá, ele conhece a misteriosa Ilsa Faust, que o ajuda a escapar.

 

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A forma cujos roteiristas arranjaram para colocar um pouco de drama foi desenvolvendo um conflito entre o IMF e a CIA, que questiona seus métodos e deseja acabar com o grupo, absolvendo-o em sua própria agência. Tal drama nunca adquire caráter primário e só é retomado no final do filme.

O novo episódio da série apresenta todas as características básicas e necessárias para um bom filme do estilo e acerta em cheio a questão do humor, que é pontual e bem trabalhado, tanto em momentos meramente cômicos quanto em momentos em que há sátira dos clichês do gênero de ação (como, por exemplo, a cena onde um carro cai em câmera lenta, ou em discursos demasiadamente melodramáticos de Hunt e de seu amigo Benji).

 

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As cenas de lutas, explosões e perseguições vão se alternando, e não há sequer um momento de monotonia, levando o observador que perde facilmente a atenção ao delírio.

Tanto os efeitos sonoros quanto os visuais são muito bem desenvolvidos, fazendo com que o longa cumpra o seu papel com honras. Merece ser visto em salas de projeção Imax.

 

Assista ao trailer:

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