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Admirável mundo novo
CINÉFILOS
02 maio 2010 | Por Jornalismo Júnior

Junte os personagens mais surreais e malucos que você já encontrou na literatura e misture com um dos diretores mais surreais e malucos que você pode encontrar no cinema. Esta é a receita de Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton.

O diretor resgata elementos e personagens das duas histórias de Alice escritas por Lewis Carrol (No País das Maravilhas e Através do Espelho), para criar uma nova história e um novo universo, conforme sua imaginação permite. Ele traz uma Alice (Mia Wasikowska) mais velha, com 19 anos, que, sem lembrar que já esteve lá, retorna ao País das Maravilhas para ajudar velhos conhecidos a derrotarem a Rainha Vermelha (Helena Bonham-Carter) e devolverem a coroa à Rainha Branca (Anne Hathaway).

 

Apesar de Tim Burton colocar uma visão particular no País das Maravilhas, os personagens de Carrol continuam com suas características singulares. Alice se vê novamente questionada pela lagarta Absolem sobre quem ela realmente é; encontra-se com os confusos irmãos Tweedles; é guiada pelo evasivo Gato que Ri; e senta à mesa com a Lebre de Março e o Chapeleiro Louco (Johnny Depp). Todos continuam com suas falas estranhíssimas, mas que muitas vezes se mostram poéticas ou escondem ensinamentos Maquiavélicos.

Assim como em Avatar, o 3D acaba se tornando uma maneira de entrarmos nesse novo mundo que nos é apresentado. O mais interessante não é nos entusiasmarmos com tudo que voa em nossa direção (principalmente louças de chá), mas sim reparar nos detalhes que às vezes passam despercebidos. Como, por exemplo, o quão vivos são os móveis no castelo da Rainha Vermelha, ou como um tabuleiro de xadrez pode se tornar um local perfeito para uma batalha.

 

Através de cada detalhe nos sentimos cada vez mais dentro da toca do coelho, do sonho que Alice diz ser dela, mas que todos sabem ser de Tim Burton. E não nos surpreenderíamos se Johnny Depp fizesse a Alice, e se Helena Bonham-Carter fizesse o Coelho Branco, pois, como diz Alice, as melhores pessoas são loucas.

Por Rafael Aloi

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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