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CINÉFILOS
01 jul 2009 | Por Jornalismo Júnior

Victor Caputo 

Algumas coisas são inexplicáveis. Ainda não estou falando do filme em si, é mais sobre o comportamento misterioso das distribuidoras. Trama Internacional (The International) estava programado para ser lançado no Brasil em 13 de março, sim, março! O filme foi o responsável pela abertura do Festival de Berlim, no longínquo 5 de fevereiro. Foi-se atrasando, atrasando, até que a data de lançamento passa a ser 19 de junho.

Confusões de lançamento à parte, vamos ao filme. Trama Internacional, dirigido por Tom Tykwer, do exótico Corra, Lola, Corra, conta a jornada de Louis Salinger, um agente da Interpol, vivido por Clive Owen (que recentemente deu as caras por Duplicidade, em que também é agente, e que mesmo sendo gravado depois deste filme, foi lançado por aqui antes, ou então, você pode conhece-lo de Closer). Salinger tem como objetivo desvendar uma complicada, com o perdão do trocadilho, trama internacional, que envolve o fictício banco alemão IBBC, International Bank of Business and Credit. Salinger conta com a ajuda da agente nova iorquina, Eleanor Whitman, ou Ella para os mais chegados, Naomi Watts (O Chamado, O Chamado 2) vive a agente.

Como parece ser intrínseco a todos estes roteiros internacionais, que passam por diversos países e falam muitas línguas, a história de Trama Internacional, em alguns momentos aparenta correr um pouco demais e passar muitas informações de uma vez só, mas nada que deixe toda a situação incompreensível e impossível de ser acompanhada.

Apesar da pressa, o roteiro é certamente o grande ponto do filme, escrito pelo estreante Eric Singer. Uma história que por mais fictícia, não é, de forma nenhuma, absurda e soa totalmente plausível no decorrer do filme. O banco IBBC estaria envolvido com armamentos e financiamento de guerras no terceiro mundo, para assim gerar mais e mais dinheiro. É como eu disse, não me espantaria se algum destes grandes conglomerados tomassem atitudes parecidas com esta.

As cenas de ação e perseguição são boas, com destaque para o tiroteio no Museu Guggenheim, fora esta, não são nada demais como na trilogia Bourne, que parece ter sido o divisor de águas entre o passado dos filmes de agentes secretos, regidos por James Bond e suas pirotecnias fantasiosas e Jason Bourne com seu realismo, que alterou até os moldes dos novos filmes do 007.

Talvez se lançado na primeira data, nos meados de março, quando toda a crise econômica estava mais em alta, o filme causasse um pouco mais de impacto. Porém não é isso que o deixa fora de tempo, os tantos conflitos espalhados pelo mundo parecem ainda dar o clima ideal para o filme.

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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