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Animais Fantásticos retorna sem muitas respostas, porém com muita magia
CINÉFILOS
14 nov 2018 | Por Jornalismo Júnior

 

Cena ambientada em Hogwarts (Imagem: Divulgação)

Animais Fantásticos: Os crimes de Grindelwald (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald, 2018) apresenta o mundo mágico fora de Hogwarts, fora da Inglaterra, em sua essência. Esse universo, pouco explorado em Harry Potter, causa encantamento, junto com os feitiços grandiosos realizados por bruxos que já se formaram, algo que colabora para elevar a qualidade das cenas de ação.

O filme já começa com a fuga de Grindelwald (Johnny Depp) da prisão, uma vez que ele havia sido preso por todo o estrago causado em Nova Iorque durante o primeiro filme.  O vilão continua, nesta sequência, a tentar aliciar o obscurial Credence (Ezra Miller) para o seu lado. E ainda temos um bônus: cenas na escola de bruxaria que foi cenário central na saga Harry Potter trazem um tom nostálgico ao público amante desse universo.

O longa mostra um Credence perdido em busca de uma identidade, um Dumbledore (Jude Law) ainda misterioso, um Newt (Eddie Redmayne) inocente e puro, mas principalmente um Grindelwald sábio e manipulador. Muitas coisas são postas em cena. Personagens novos aparecem e referências de outros filmes estão presentes. O público precisa estar atento e afiado se quiser entender tudo o que se passa. É uma pena que muito do que é apresentado não serve para explicar os mistérios do enredo e provavelmente será explorado apenas na continuação. O filme apresenta muitos problemas e dúvidas, e saímos do cinema esperando uma solução para eles.

Os protagonistas do filme anterior – Newt Scamander e Tina Goldstein (Katherine Waterstone) – agora dividem espaço com novos personagens e com o aprofundamento da figura de Grindelwald e de sua relação com Dumbledore. Grindelwald é um vilão carismático e ardiloso, que sabe muito bem como tornar suas palavras mais poderosas que qualquer feitiço. É através dessa manipulação que ele consegue conquistar mais e mais seguidores a cada dia, algo semelhante a episódios da história mundial, fazendo com que até mesmo bruxos bons se juntem a sua causa. O enredo do filme gira em torno do esforço do vilão para convencer Credence a ser um deles.

Grindelwald discursando (Imagem: Divulgação)

Os efeitos especiais são um show a parte. Bem diferentes daqueles observados nos primeiros filmes da franquia de Harry Potter, somos bombardeados com cores, movimentos e formas que deslumbram. A cada feitiço realizado nas cenas de ação, ou a cada animal incrivelmente detalhado que entra em cena, o público fica boquiaberto.

Newt lidando com Zouwu, uma criatura mágica (Imagem: Divulgação)

Apresentando um final surpreendente, o filme peca ao deixar várias pontas soltas. A relação entre Grindelwald e Dumbledore é tratada de forma superficial, o passado de Leta Lestrange (Zöe Kravitz) e Newt é pouco explorado e Jacob Kowalski (Dan Fogler) aparece em cena como se o feitiço do esquecimento não tivesse surtido efeito algum. Ao levantar mais e mais questionamentos, o filme deixa a dúvida (entre tantas) se será capaz de responder a todas perguntas que suscitou. A revelação final do filme faz o espectador levar as mãos à boca, mas também acompanha uma sensação de que foi colocada apenas para chocar, sem um propósito específico. Mesmo com um enredo cujo principal objetivo é ser um intermediário entre o começo e o final da história, ainda vale a pena ir ao cinema apenas para revisitar e conhecer cada vez mais do universo mágico que conquistou tantos fãs ao redor do mundo. Podemos não sair de lá com respostas, mas com certeza saímos com a saudade atenuada.

O longa tem a estreia no Brasil marcada para o dia 15 de novembro. Confira abaixo o trailer!

 

Por Fernanda Pinotti Mayumi Yamasaki
fsilvapinotti@usp.br
mayumiyamasaki@usp.br

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