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Ben-Hur: Entre Vingança e Redenção
CINÉFILOS
18 ago 2016 | Por Jornalismo Júnior

por Lucas Almeida
almeidalucas1206@gmail.com

É preciso muita coragem para criar mais uma versão da história de Ben-Hur. Quatro adaptações já haviam sido lançadas da história bíblica de Lew Wallace, publicada em 1880. No entanto, a produção mais marcante para o cinema foi a de 1959, que foi recordista de Oscars recebidos, com 11 estatuetas. Os únicos filmes que conseguiram o mesmo feito foram Titanic (Titanic, 1997) e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (The Lord of the Rings: The Return of the King, 2003).  

Ben-Hur (Ben-Hur, 2016) conta a história de Judah Ben-Hur, um nobre que é traído por Messala, seu irmão adotivo, e é condenado à escravidão. Após anos trabalhando em embarcações romanas, Judah volta para a sua cidade à procura de vingança.

Foto: Juliana Lima

O ator Jack Huston, que interpreta o protagonista no longa e Rodrigo Santoro, responsável pelo papel de Jesus Cristo, participaram de uma coletiva de imprensa no dia 2 de agosto. Os dois comentaram como havia uma responsabilidade em participar dessa nova adaptação, mas que o filme traz uma nova visão para a história. Jack já era fã da produção de 1959 e disse que o longa-metragem cumpre um novo papel, para se relacionar melhor com a sociedade atual. É passada uma mensagem mais positiva sobre gentileza e redenção, em um momento em que está ocorrendo muitas tragédias ao redor do mundo.

Ben-Hur 2

Foto: Juliana Lima

Rodrigo comentou como isso também se aplicou a sua própria vida. O ator já tinha vontade de interpretar Jesus desde um convite para uma encenação da Paixão de Cristo, mas não pôde por conflitos de agendas. Antes de aceitar o papel em Ben-Hur, Santoro contou que ficou muito indeciso, por conta da opinião do público e pelo papel representar uma das figuras mais icônicas no mundo todo. Por isso, teve que parar de pensar nessa responsabilidade e disse que aprendeu muito com isso. Rodrigo se emocionou bastante ao contar como encontrava uma grande paz interior enquanto gravava as cenas, em especial, a da sua crucificação.

O filme é recheado de cenas de ação muito bem feitas. A corrida de bigas, que Jack Huston garantiu que não possui computações gráficas em grande parte, emociona e deixa o espectador aflito. O ator ainda falou que não foi fácil conduzir quatro cavalos e atuar ao mesmo tempo. Foi necessário mais de três meses de preparação para isso.

Ben-Hur 3

As cenas mais emotivas também são bem construídas e fica clara a boa atuação do elenco. A câmera é capaz de captar a mensagem de compaixão na história, no meio de todo o caos da cidade dominada pelo exército romano e sem tornar em um clichê. Nesse ponto também é possível notar como Jesus Cristo é um homem acessível na obra, e serve realmente como um amigo que está pronto para ajudar Judah, quando o mesmo necessita. Jack ainda comentou que o filme mostra que não importa a religião, mas sim a atitude positiva e bondosa de cada um.

Para quem se interessou, Ben-Hur estreia no dia 18 de agosto no Brasil! Confira o Trailer:

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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