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Bom humor e agilidade garantem a qualidade do filme “Confissões de Adolescente”
CINÉFILOS
09 jan 2014 | Por Jornalismo Júnior

Por Thaís Matos
thais.matos.pinheiro@gmail.com

Você se lembra de quando jogava verdade ou desafio com a turma? Quando torcia pra que a garrafa caísse justamente naquela pessoa? Você lembra do primeiro beijo? De ir ao cinema só com a pessoa morrendo de vergonha? Do primeiro porre, a primeira transa, o primeiro ano da faculdade? Confissões de Adolescente (2014)  fala sobre as “primeirices” da vida com muito bom humor.

O filme, dirigido por Daniel Filho e Cris D’Amato, mostra as diferentes fases da adolescência através da história das irmãs Cristina (Sophia Abraão) Bianca (Bella Camero), Alice (Malu Rodrigues) e Karina (Clara Tiezzi), com idades entre 15 e 19 anos e vivendo experiências variadas.

Justamente por isso, públicos de diferentes faixas etárias se verão representados.  Quem for mais velho, vai se reconhecer na trajetória de cada uma das meninas e aquele sorrisinho de lembrança boa vai invadir o rosto involuntariamente. O saudosismo é um dos maiores trunfos da história. Recordar é viver como já diria o velho ditado.

Pra quem não sabe, Confissões de Adolescente foi uma série de muito sucesso em 1994 na TV Cultura, baseada nos diários de Maria Mariana, que também viraram livro (presente por um ano na lista dos mais vendidos) e peça de teatro.

Os fãs da série vão estranhar um pouco. As personagens não são as mesmas (nem os nomes) e a modernidade invadiu a história. Mas as alterações serviram para dar uma repaginada e atrair o público jovem.

O tom confessional foi mantido de forma criativa. As redes sociais tomam o lugar das páginas de um diário e as confissões são feitas através dos vlogs dos personagens. Facebook, status de relacionamento, aplicativos e visualizações estão muito presentes durante o filme.

O roteiro é ágil, com cenas bem agitadas, equilibrando o drama e a comédia. O filme não tem aquele momento #tédio, todos os minutos são bem preenchidos e mixados entre as histórias das quatro irmãs. Festas, brincadeiras, baladas, sexo e perrengues vão se alternando e conferindo dinamicidade ao longa.

O elenco também foi acertado. Cássio Gabus Mendes se encarrega de lidar com as quatro pivetas, ele é o pai das meninas e a relação com elas é bem entrosada. Tratada pela própria direção do filme como “participação afetiva”, as protagonistas da série original, Maria Mariana, Deborah Secco, Daniele Valente e Georgiana Góes, fazem pontinhas super divertidas, dessa vez como mães de alguns personagens.

Pra fechar a escalação, Thiago Lacerda e Caio Castro aparecem para uma cena hilária de sexo a seis. Numa pegada bem #trash, a cena envolve a garota, o garoto, Thiago, Caio, a mãe do garoto e até a professora de história. E nós adoramos trash <3

A trilha sonora vai da fofa da Clarice Falcão até clássicos da MPB como Caetano Veloso, passando pelo hit Malha Funk, e encerrando com um coral composto por todos os personagens do filme cantando Sina, de Djavan, a música do seriado. Aliás, um final mais que digno pra um filme de boa qualidade e um desfecho merecido para a saudosa série.

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