Home Lançamentos Apesar de roteiro simples, Bumblebee diverte e entretém
Apesar de roteiro simples, Bumblebee diverte e entretém
CINÉFILOS
20 dez 2018 | Por Jornalismo Júnior

Espelhando-se em grandes franquias como Star Wars, a saga dos Transformers decidiu voltar ao passado para explicar a história de um de seus personagens principais: Bumblebee. Pela primeira vez desde o lançamento do filme original, Transformers (2007), o Bumblebee (2018) não foi dirigido por Michael Bay, ainda que este tenha ajudado na produção.

Tudo começa com a guerra entre Autobots, facção rebelde comandada por Optimus Prime, e os Decepticons, com seu plano maligno de dominar o universo no planeta de Cybertron. O Autobot B-127 é enviado a Terra para estabelecer uma nova base dos Autobots.

Ao chegar, dá de cara com a equipe governamental Sector 7, responsável por monitorar atividade extraterrestre. Caçado pelo governo e pelo Decepticon Blitzwing, acaba perdendo sua voz e memória na batalha, pouco antes de observar um Fusca amarelo e apagar.

A narrativa se passa em 1987, e muitas das ações do governo ainda são norteadas pelo contexto da Guerra Fria. Apesar do robô ter desaparecido, o Sector 7 ainda o procura, a fim de utilizar sua tecnologia contra os russos. Naquela mesma época, Charlie Watson (Hailee Steinfield), adolescente de uma pequena cidade da Califórnia estava prestes a completar dezoito anos e à procura de seu primeiro carro.

Charlie é a personagem mais incomum em uma história recheada de estereótipos de filmes adolescentes. Traumatizada pela morte precoce de seu pai, ela não consegue seguir em frente, assim como fez sua mãe ao casar novamente. Sua melhor lembrança é o Corvette no qual ela e seu pai trabalhavam para consertar. Sem obter sucesso, ela encontra no ferro velho de seu tio um Fusca amarelo, que conserta facilmente. Quando chega em casa, descobre que na verdade tinha em mãos um Autobot.

Após o susto inicial, começa aí uma relação intensa entre máquina e mulher. Desamparada após a morte de seu pai, Charlie finalmente encontra o apoio emocional que necessitava. Em contrapartida, passa a ensinar um Bumblebee (nome dado por ela devido à semelhança do robô com uma abelha) que se mostra infantil e ingênuo, mas que proporciona os principais momentos de descontração do filme.

bumblebee 1

Bumblebee e Charlie criam um forte laço. Foto: Paramount Pictures

Além disso, a menina utiliza os seus conhecimentos sobre carros para reparar o Autobot, dando-lhe um rádio novo, pelo qual ele passa a se comunicar através das músicas das estações, algo já visto em outros filmes, como no longa de terror Christine – O Carro Assassino (1983). O problema é que, ao mexer em seu rádio, ela manda um sinal, rastreado por dois Decepticons, que vão à Terra atrás de Bumblebee.

A chegada dos vilões marca um aumento nas cenas de ação após um hiato em que se focava em Charlie e sua família. A partir daí, as cenas de ação e da história em si são muito bem mescladas, fornecendo ao espectador um tempo para se recuperar após as cenas de luta. O problema é que o roteiro em si, principalmente a história de fundo, envolvendo a menina, sua família e Memo, seu vizinho que é apaixonado por Charlie e vai dividir com ela o segredo de seu carro, é bem clichê e não traz nada muito empolgante. Já a história que envolve Bumblebee é mais chamativa, principalmente por se conectar com o roteiro original do primeiro filme.

bumblebee 2

Bumblebee é brincalhão e provoca risadas no público. Foto: Paramount Pictures.

As batalhas contudo são muito mais criativas, com cenas inesperadas e surpreendentes. Se o objetivo do filme era contar melhor a história de Bumblebee, com muita ação e uma pitada de humor, sem muito drama ou com um roteiro complexo, então podemos dizer que a nova saga da franquia corresponde às expectativas.

Bumblebee estreia no dia 3 de dezembro. Enquanto espera, confira o trailer!

por André Netto

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
VOLTAR PARA HOME
DEIXE SEU COMENTÁRIO
Nome*
E-mail*
Facebook
Comentário*