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Cantando de Galo, mesmo sem motivo
CINÉFILOS
10 ago 2016 | Por Jornalismo Júnior

por Luís Franco
luligot17@gmail.com

Na animação Cantando de Galo (Un Gallo con Muchos Huevos, 2015), o frango Totó, cujo sonho sempre foi entrar no ringue da luta de galos, vê a fazenda de seus donos ameaçada pela falência. Em uma tentativa desesperada de salvá-la, ele e seus amigos entram em uma aposta perigosa na arena e colocam Totó em uma luta contra o campeão do ringue, Bankivoide. Sem nenhuma experiência em luta, o frango parte em busca de um treinador, em uma jornada onde precisa encontrar a confiança e a coragem em si mesmo.

Com animais falantes, ovos vivos e a criação de um mundo paralelo regido pelos animais e completamente semelhante ao dos homens, a animação mexicana apresenta uma história mais do que comum em animações infantis, com quase nenhum ponto de originalidade e baseando-se na velha fórmula de que tudo é lindo e maravilhoso no final e de que só é preciso ter confiança em si mesmo para superar qualquer problema. Nada que qualquer criança já não tenha visto em qualquer outra animação.
cantando de galo

Os personagens também são estereotipados sob a mesma fórmula, o que torna as cenas engraçadas bem fracas e previsíveis. O filme até tenta colocar um humor mais ácido em alguns momentos, mas não consegue transformar essa tentativa em algo interessante, e a base do filme permanece em um humor muito bobinho e infantil demais.

Cantando de Galo é, em resumo, um filme bom para entreter crianças pequenas, mas quando comparada a outras animações recentes, apresenta-se como uma produção frágil em seu humor, que dificilmente arranca grandes risadas, não importa o público. Como animação, sustenta-se pelo fato de se basear em um enredo e roteiro bem conhecidos e que garantem confiança por sua falta e algo ousado e inovador, e é justamente esse o pior pecado desse filme.

A animação estreia no Brasil dia 11 de agosto. Assista ao trailer:

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