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Cegonhas: Novos ares no mundo da animação
CINÉFILOS
21 set 2016 | Por Jornalismo Júnior

Antes de Uma Aventura Lego (The Lego Movie, 2014), a relação entre a Warner Bros Pictures e as animações se baseava na parceria do estúdio com a DC Comics. Apesar do relativo sucesso das adaptações das histórias em quadrinhos, a Warner ainda não conseguia se emplacar no mercado dominado pela Pixar, Dreamworks, etc. No entanto, perante ao sucesso do filme dos brinquedos e com Cegonhas – A História Que Não Te Contaram (Storks, 2016), a situação pode mudar.

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Estreando nas animações, Nicholas Stoller (Vizinhos, Ressaca de Amor) assina o roteiro e, ao lado de Doug Sweetland, dirige o longa, que acompanha a história de Júnior , uma cegonha que trabalha na entrega de mercadorias para a Lojadaesquina.com. Aos moldes de de Bee Movie: A História de uma Abelha (Bee Movie, 2008), o filme humaniza as aves as coloca em situações do cotidiano, como a rotina de trabalho a ter que lidar com um chefe assustador.

Logo no início do longa, Júnior recebe a notícia de que será promovido. No entanto, para conseguir tal feito, terá que mandar embora Tulipa (Katie Crown), a única humana que vive no local, e também a única lembrança da época em que as cegonhas levavam crianças para as famílias que desejassem ter um bebê. Órfã, Tulipa não foi entregue a seus pais.

A aventura começa quando, acidentalmente, a antiga Máquina de Bebês é ativada. Para salvar o seu emprego, Júnior é obrigado a se juntar a Tulipa para entregar a criança recém-nascida (no caso, recém-criada) aos seus pais. A partir de então, o filme segue a jornada dos dois protagonistas e a espera da família que irá receber seu mais novo membro.

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Stoller, conhecido por seu vasto trabalho com comédias, entrega uma animação bastante divertida, muito por conta da relação entre as personagens principais e secundárias, como a alcateia de lobos e o pombo Toady, cujas participações esporádicas funcionam como alívio cômico.

A dublagem brasileira também funciona. O ator Klebber Toledo empresta sua voz para Júnior, e percebemos todo um cuidado em utilizar expressões e gírias nacionais. Quanto ao 3D, não há momentos suficientes que justifiquem o seu uso. Contudo, como a técnica é praticamente unanimidade hoje em dia, resta apreciar as boas cenas nas alturas, em que o diretor se aproveita do fato de que grande parte do seu “elenco” sabe voar.

De roteiro simples e ritmo acelerado, o filme acaba por não desenvolver por completo as motivações de alguns personagens, e algumas relações estabelecidas no decorrer da história também carecem de aprofundamento, mas nada que atrapalhará a diversão das crianças, a quem a animação é dirigida. Para cada problema que pode incomodar os mais velhos, sobram piadas e personagens carismáticos para entreter a garotada.

Cegonhas ainda consegue transmitir uma bela mensagem ao fim, capaz de emocionar toda a família que for ao cinema. A boa trilha sonora contribui para isto, e é muito marcante na reta final da história. Dentre a acertada seleção de faixas, “Kiss the Sky”, interpretada por Jason Derulo, foi composta originalmente para o longa.

Ainda é cedo para dizer se a Warner Bros conseguirá um espaço de respeito no mercado das animações, mas o fator novidade está à seu favor: diferente de suas concorrentes, que vivem na constante luta de fazer jus ao nome construído. Em um época em que os estúdios do ramo estão em constante renovação, é a hora perfeita para arriscar e, aproveitando a temática do filme, alçar voos cada vez mais longos.

Cegonhas – A História Que Não Te Contaram estreia nesta quinta-feira, dia 22 de setembro. Confira o trailer!

por Rafael Battaglia
rafael.popp8ajm@gmail.com

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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