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Chorar de Rir: comédia ou drama?
CINÉFILOS
21 mar 2019 | Por Cinéfilos

Quando se vê um filme com Leandro Hassum logo se imagina uma comédia daquelas que deixam sua barriga doendo ao fim da sessão. Chorar de Rir (2019), no entanto, tenta fazer drama a partir de suas comédias, usando clichês e chavões. O resultado? Um desastre.

Nilo Perequê, interpretado por Hassum, é a estrela de um programa de TV chamado Chorar de Rir. Sua vida começa a mudar quando, ao receber o prêmio de melhor comediante do ano, descobre que as pessoas não o levam a sério. Para conquistar o respeito delas o personagem resolve se tornar um ator dramático.

No início do filme o que se imagina é que o roteiro apenas não consegue fazer o espectador rir por piadas sem graça e velhas, o que é estranho por ter um humorista atuando. O que se descobre no desenrolar da trama assusta ainda mais. O filme parece não ter a intenção de ser cheio de humor, mas sim um drama que pretende usar a comédia para emocionar.

O problema disso tudo? A história não faz chorar nem rir. Ao contrário, decepciona ao mostrar um roteiro fraco e mal desenvolvido. Sabe aqueles filmes que tentam misturar tudo para se  tornarem inovadores? De certa forma é isso que o longa tenta trazer, falhando miseravelmente ao juntar Hamlet, humor mal feito, um romance juvenil sem pé nem cabeça e um drama muito sem noção com um final sem sentido.

Os atores, pobres coitados, não tem culpa. Hassum brilhou em sua interpretação, sendo o mais caricato possível. Outros grandes nomes como Monique Alfradique, interpretando a grande paixão de Nilo, Bárbara, mostram os motivos de estarem nas telinhas e telonas a tanto tempo.

Contar piadas velhas, como o sapato desamarrado e o estereótipo de todo gordinho ser engraçado acabou com a lindíssima atuação. Sabemos que o Leandro emagreceu, não perdendo seu talento, e a piada não é engraçada, além de ser preconceituosa (@warnerbros).

Chorar de Rir tinha tudo para ser uma ótima comédia, mas ao tentar inovar perdeu o fio da meada e acabou não acertando seu propósito. O filme apenas joga várias ideias sem aprofundá-las, sendo raso e não criando laços com o telespectador.

O longo chega às telonas no dia 21 de março. Veja o trailer:

por Thaislane Xavier 
thaislanexavier@usp.br

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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