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Corrida Mulher-Maravilha: esporte, entretenimento e feminismo
ARQUIBANCADA
31 maio 2017 | Por Jornalismo Júnior

Por Jonas Santana

A Corrida Mulher-Maravilha ocorreu na manhã do último domingo, 28, no centro de São Paulo, com a realização e organização da Yescom, mesma organizadora da São Silvestre, e DC Comics and Warner Bros. Entertainment Inc. O evento trouxe a união do esporte, do entretenimento e do feminismo.

Essa foi a primeira edição da corrida que terá outra etapa, dia 27 de agosto, no Rio de Janeiro. As inscrições para participar da competição na capital paulista iniciaram no fim de 2016 e logo se esgotaram. Dessa forma, prometia ser um grande evento.

Divulgação oficial do evento (Imagem: Yescom)

Cerca de 10 mil mulheres abandonaram o sedentarismo, na manhã deste domingo, para caminhar, correr e se divertir no Vale do Anhangabaú. A largada e a chegada aconteceram na Rua Líbero de Badaró, na Sé. Além das corridas de 4km e 8km e da caminhada de 4km destinadas a elas, houve a “Corrida Trevor Army”, única categoria masculina, de 4km.

Um detalhe importante é que os homens só podiam participar se na hora da inscrição tivessem um ingresso de uma mulher participante. Nessa categoria, como a de caminhada, não teve premiação aos primeiros colocados.

Confira os resultados dos três melhores tempos nas corridas de 4km, 8km e Trevor Army, de 4km:

Corrida de 4km:

1º – Alice Fonseca, 23 anos | 14m42s

2º – Daniela Pancheri, 36 anos | 15m54s

3º – Mayra Nery, 29 anos | 16m29s

Corrida de 8km:

1º – Adriele Silva, 21 anos | 31m01s

2º – Maria Santos, 38 anos | 31m10s

3º – Nilzete Martins, 47 anos | 31m48s

Corrida Trevor Army de 4km:

1º – Clovis Bento, 43 anos | 15m33s

2º – Rodrigo Frare, 31 anos | 15m34s

3º – Andre Catel, 19 anos | 15m36s

Adriele de Jesus Silva, vencedora da corrida de 8km (Imagem: Jonas Santana)

 

Além do esporte

Alguns dos personagens do filme “Mulher-Maravilha” no evento (Imagem: Jonas Santana)

O evento, que levou o nome do filme que será lançado dia 1º de junho no Brasil, contou com painéis e vários personagens da produção cinematográfica, os quais foram inúmeras vezes acionados nas fotos e selfies.

Para relaxarem durante a competição, elas puderam desfrutar de um salão de beleza e outro de massagem. Além dos kits adquiridos antes do dia da corrida, quem esteve por lá pôde fazer uma tatuagem temporária do logotipo da competição.

“Uma festa para celebrar a força, a coragem e a beleza da mulher”

O evento deu sentido a essa frase promocional divulgada no período de inscrição. A competição, em que 95% dos participantes eram mulheres e os outros 5% só puderam participar pelos convites delas, foi, de certa forma, um grande evento feminista. Além de ter como ícone a Mulher-Maravilha que, nas histórias em quadrinhos, foi a primeira heroína a obter sucesso, ainda em um mundo machista, mostrando características que antes eram relacionadas unicamente aos homens, como a força e a coragem. Há um século, poucas eram as mulheres que tinham a liberdade de praticar algum esporte

As advogadas Natália, 25, e Andréa, 28, que participaram da corrida, questionadas sobre a Mulher-Maravilha ser um símbolo pela luta da igualdade de gênero, afirmaram que, no contexto das HQs, ela é sim uma representante do feminismo. Andréa, entretanto, critica a forma física que a personagem é representada: “Só não precisava ser tão magra”.

Já o administrador de empresas Miquéias, 27, um dos homens que participaram da “Corrida Trevor Army” convidado por sua esposa, sobre estar participando de uma corrida voltada às mulheres, disse: “É legal pra elas. Esse tipo de corrida é mais difícil de ter. Elas devem se sentir mais à vontade”.

Sem contar que, para animar esse grande evento, a banda escolhida foi a “New Girls”, composta apenas por mulheres, a qual conseguiu divertir milhares de mulheres-maravilhas ali presentes.

Banda New Girls animando as mulheres-maravilhas depois da corrida (Imagem: Jonas Santana)

Diversidade do público

Por ser mais que um evento esportivo, suas participantes variaram entre: as que participaram por gostarem de se exercitar; as que participaram por gostarem da Mulher-Maravilha; e as que participaram por ambos os motivos. Porém, houve casos que fugiram dessa generalização, como, por exemplo, o da administradora Márcia, 38, que confessou: “Na verdade, eu vim acompanhando uma amiga que gosta muito da Mulher-Maravilha. Para incentivar ela começar a correr, eu vim com ela”.

A competição abrigou mulheres de todas as idades, como a militar aposentada Gracilda, 55, que já corre há 5 anos. Por gostar de fazer esportes em geral, ela afirmou não ser competitiva: “Eu corro pra me divertir e fazer bem para saúde”.

O filme

A corrida foi um evento também de divulgação do filme “Mulher-Maravilha” que conta a história de Diana Prince, princesa das Amazonas, que vivia em uma ilha chamada Themyscira, de onde nunca havia saído até então. Após um acidente em um combate, o major Steve Trevor cai em uma praia próxima à ilha. Com esse contato externo, Diana fica sabendo que o mundo está em guerra e, para acabar com esse grande conflito, decide emigrar de sua terra. Já fora de Themyscra, Diana descobre sua missão na Terra e a intensidade de seus poderes.

O filme estreia na próxima quinta-feira (01/05).

Confira o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=KAUlfodU8ak

Importanteleia, em breve, a resenha do filme no Cinéfilos, o site de cinema da Jornalismo Júnior

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