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De Repente Uma Família: Construindo uma relação
CINÉFILOS
01 dez 2018 | Por Cinéfilos

Caso você esteja procurando por um filme divertido e queira fugir de comédias com enredos fracos, De Repente Uma Família (Instant Family, 2018) é a escolha certa para o seu tempo de lazer. Baseado em fatos reais, o longa conta a história de um casal que após discutir sobre a possibilidade de ter filhos, resolve entrar em um processo de adoção. No entanto, não acolhem apenas uma criança, nem mesmo duas, são três irmãos e, entre eles, uma adolescente.

A obra traz à tona diversas questões enfrentadas por pais adotantes. Procuram explorar como é lidar com crianças com a personalidade já formada e que passaram por diversos traumas, muitas vezes envolvendo drogas, abuso e violência. Além disso, aprofundam-se no mundo adolescente. Cuidar de uma garota de 15 anos é tarefa difícil para qualquer pai — época de escola, decepções com amigos, namorados —, lidar com uma que você acabou de conhecer é ainda mais difícil. Lizzy (Isabela Moner), a jovem, não facilita para os pais. Sempre que uma aproximação começa a acontecer, a menina volta a colocar empecilhos para a relação. Na realidade, seu desejo é voltar a morar com sua mãe biológica, a qual é viciada em drogas e não tem condições para cuidar das crianças.

No início, tanto os parentes de Ellie (Rose Byrne) e Pete (Mark Wahlberg) quanto o próprio casal, estão com medo de enfrentar essa jornada. Não sabem se vão sentir como se fossem seus próprios filhos e a mudança os amedronta. Porém, ao discutir com a família no dia de Ação de Graças, pensam sobre tudo que as crianças do abrigo podem estar passando, tudo que elas nunca tiveram e poderiam ter, e todo esse desejo de mudar vidas anima o casal a seguir em frente com o processo.

De Repente Uma Família mostra, principalmente, a construção de uma relação. Desde as primeiras crises, choros, idas ao hospital, até os primeiros “pai” e “mãe”, abraços, momentos de intimidade. A conexão não precisa ser imediata, mas pode ser desenvolvida, e o longa escancara isso. Em diversas cenas, como no momento em que o filho Juan (Gustavo Quiroz) é levado ao pronto-socorro, nota-se que os pequenos estão recebendo pela primeira vez um amor nunca antes proporcionado.

Com a história, é possível transitar entre lágrimas e risadas. Com tiradas simples, porém pontuais, o filme faz a sala toda cair na risada em diversas cenas. Logo depois, os olhos já enchem de lágrimas devido a uma fala marcante que lembra ao espectador que aquilo não é ficção. O objetivo do filme, como dito pelo diretor Sean Anders em um vídeo de bastidores, não é fazer com que as pessoas saiam do cinema e sigam para um local de adoção, mas, na verdade, que entendam todo o processo e pensem nas crianças.

O filme estreia no dia 29 de novembro. Confira o trailer:

por Carolina Fioratti
carolinafioratti@usp.br

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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