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Demi Lovato: Tell Me You Love Me, trajetória e soul
Eu Fui
21 fev 2018 | Por Jornalismo Júnior

No dia 15 de fevereiro, a cantora Demi Lovato anunciou em suas redes sociais a passagem da turnê Tell Me You Love Me por quatro cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza. Os shows serão baseados no mais recente álbum de estúdio de Demi, lançado em 29 de setembro de 2017, com o mesmo nome. A versão deluxe, disponibilizada juntamente com a original em todas as lojas e plataformas digitais, contém 15 músicas, das quais duas consistem em parcerias que já conhecemos: Instruction – com Jax Jones e Stefflon Don – e No Promises – com Cheat Codes.

Como um todo, o álbum difere um pouco do que vínhamos ouvindo de Lovato. Com menos influências pop e mais R&B, ela mostra mais uma vez sua grande potência vocal e sensibilidade romântica, com um adicional: o tom sensual. Seu predecessor, Confident (2015), mostrou o início de seu mergulho mais profundo no Rhythm and Blues – gênero característico pelas influências de blues, jazz e soul – mas com ainda muitas reminiscências de pop, ritmo pelo qual ela é mais conhecida. Entretanto, em Tell Me You Love Me, Demi aposta em poucas músicas animadas e mais baladas poderosas, que mostram sua voz sem forçá-la tanto como estávamos acostumados.

Don’t Forget, Here We Go Again e o rock

No ínicio de sua carreira como cantora, entre 2008 e 2009, Demi Lovato lançou os cds Don´t Forget (2008) e Here We Go Again (2009), ambos com ótima recepção do público. Em algumas de suas músicas principais, como Get Back e Trainwreck (de “Don’t Forget”) e Got Dynamite, Remember December e Here We Go Again (todas do álbum “Here We Go Again”)  podemos perceber a forte influência do rock, com ritmos mais agitados e uso de solos de guitarra.

Mesmo assim, o pop não ficou de lado. Músicas dos dois álbuns, como Catch Me e Believe In Me, por exemplo, trazem melodias mais lentas que se aproximam de baladas pop.

Unbroken, Demi e o pop

Como dito anteriormente, o pop nunca ficou de fora de nenhum dos discos da cantora, mas em Unbroken (2011) e Demi (2013) foi quando mais teve espaço nas músicas. Com isso, ela também conseguiu fama mundial e muito sucesso nas paradas, com singles inesquecíveis como Give You Heart a Break, Skyscraper, Fix a Heart (todas de “Unbroken”), Heart Attack, Made in The USA, Really Don’t Care (as três de “Demi”).

Nessas fases, Lovato fez músicas mais pessoais (como Skyscraper) que refletiam os problemas de saúde com os quais lutava na época. Sofreu de transtornos alimentares, automutilação e vício em bebida e drogas, fazendo com que ficasse internada em uma clínica de reabilitação. Isso refletiu fortemente em sua carreira, o que a fez colocar sua vida particular nas canções e compartilhar sua história, para ajudar outras pessoas que passam pelos mesmos problemas.

Confident e a transição

Em 2015, Demi lançou seu quinto álbum de estúdio que se consolidaria como uma miscelânea de pop, R&B e soul, além de ser o mais pessoal até então. Em Father, ela falou sobre sua relação conturbada com o pai e sua morte; sobre o bullying que sofreu em Waiting For You e sobre sua bissexualidade em Cool For The Summer.

As músicas For You e Stone Cold são exemplos básicos da influência soul da cantora, com melodias mais lentas e densas e um alcance vocal impressionante. Em contrapartida, Stars, Mr. Hughes e Kingdom Come mostram um lado bem pop, que Demi não consegue abandonar (e nem deve).

Tell Me You Love Me e o R&B

Apesar de ainda apresentar pop em Sorry Not Sorry, Sexy Dirty Love e Daddy Issues, Lovato se entregou às melodias profundas e românticas do R&B. Suas faixas mostram uma maturidade musical que ainda não havia sido vista nela, recebendo elogios de crítica e público.

Em batidas inovadoras para sua carreira, ela mostra um lado sensual, que já havia sido previsto desde Cool For The Summer e Body Say, sendo mais desenvolvido nesse último álbum. Com Tell Me You Love Me, Demi inova ao mergulhar cada vez mais no soul, principalmente, na música Cry Baby, com letra forte, além de melodia que lembra o teatro musical.

Por Maria Carolina Soares
mcarolinasoares@usp.br

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