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Em São Paulo, começa a mostra “Mondo Tarantino”
CINÉFILOS
21 fev 2013 | Por Jornalismo Júnior

Atualizado

Quer ler as resenhas publicadas pelo Cinéfilos ao longo da Mostra? É só clicar no nome do filme!
Django LivrePulp Fiction |  À Prova de MorteCães de AluguelJackie BrownKill Bill vol 1Kill Bill vol 2 |Bastardos Inglórios

Para os fãs de Quentin Tarantino e de suas mais de duas décadas de produções icônicas (seja como roteirista, diretor, produtor ou ator), a mostra Mondo Tarantino trará uma apresentação completa de quem é e foi Tarantino do melhor jeito possível: por suas obras e influências cinematográficas. Além dos filmes e séries que o artista norte-americano dirigiu – deixando de fora o lançamento Django Unchained -, há a exibição de obras que são reconhecidamente suas inspirações, como Taxi Driver, de Scorsese, e The Killing, de Kubrick. Também há contribuições para trabalhos de outros diretores, como roteirista ou ator (True Romance, Natural Born Killers, From Dusk Till Dawn).

Em São Paulo, as sessões acontecem no CCBB, entre 20 de fevereiro e 17 de março, e no Cinusp, entre 25 de fevereiro e 15 de março. A programação completa da mostra pode ser acessada aqui. O Cinéfilos realizará a resenha completa de vários dos filmes reproduzidos durante as próximas semanas!

De uma locadora para o mundo

Passando os olhos pela prateleira: os clássicos americanos da década de 40 e 50; Jean-Luc Godard e o movimento do cinema independente do Nouvelle Vague; o C’era una volta il West de Sergio Leone e outros filmes do western spaghetti; os filmes de blaxploitation dos anos 70 e alguns filmes de artes marciais (Bruce Lee estampado na maioria deles). Esses são só alguns exemplos do que Tarantino teria visto enquanto trabalhava em uma locadora de vídeos, em sua juventude.

A profusão de referências em sua obra, em uma amálgama de cinema independente e pop culture, faz com que o estilo tarantinesco de ser seja automaticamente reconhecido pelos críticos, em uma relação de amor ou ódio: diálogos marcantes e intrincados coexistindo com as explosões de violência brutal e humor negro. O enredo envolvente de seus filmes é permeado por uma narrativa não-linear: uma série de mosaicos que se encaixam pouco a pouco no espectador, de forma que, no final, o retrato montado adquire um sentido mais completo: como uma tela de pintura pós-moderna a ser contemplada.

Seu conhecimento enciclopédico de filmes serviu de base para produções de caráter independente, fazendo com que Tarantino se tornasse um dos mais famosos jovens diretores desse tipo de produção nos anos 90. Saiu do anonimato com os roteiros de True Romance e Natural Born Killers. O filme Reservoir Dogs, que dirigiu em 1992, definiu o tom de seus filmes seguintes; o estilizado Pulp Fiction rendeu-lhe premiações e aclamação mundial. Em seguida vieram Jackie Brown, Kill Bill, Grind House, Inglorious Bestards e o ainda em cartaz nos cinemas Django Unchained.

Por Mariana Fonseca

fsc.mariana@gmail.com

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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