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Emma e as Cores da Vida: Um romance que não surpreende, mas encanta.
CINÉFILOS
24 dez 2018 | Por Cinéfilos

Será que um homem mulherengo é capaz de mudar seu comportamento quando encontra a pessoa amada? Em Emma e as Cores da Vida (Il Colore Nascosto Delle Cose, 2018), Teo (Adriano Giannini) terá que decidir entre permanecer com sua vida fria, livre de sentimentos sinceros, e amar verdadeiramente alguém que, apesar de não imaginar, será mais que somente uma aventura.

O longa começa com uma conversa no escuro. São várias vozes, mas não se sabe a quem pertence cada fala, pois nenhuma imagem é exibida. Até que as cortinas se abrem,  como em um espetáculo teatral, já que no mesmo momento a cena inicia. Teo logo é apresentado fazendo o que mais gosta: estar com mulheres. A primeira a aparecer junto a ele é a amante, e logo depois a namorada. Ambas pedem para que ele fique mais próximo a elas. A namorada chega a pedir e deixar bilhetes para que morassem na mesma residência, mas isso não parece estar nos planos de Teo.

Ele é um quarentão, publicitário e mora sozinho. Entre uma mentira e outra vai convencendo as mulheres que estão em sua volta a permanecerem com ele. Mas também possui problemas e estes estão relacionados a sua família,que aparentemente são pessoas  com as quais ele não possui muito contato, embora pareça se preocupar.

Em um dia qualquer, enquanto procurava uma blusa para sua namorada, reconhece a voz que escutou no jogo Diálogo no Escuro e então se apresenta à dona da voz “rouca e sexy”, como ele diz. A moça é Emma (Valeria Golino), uma osteopata cega extremamente divertida e interessante. Teo não perde tempo e promete ir a seu consultório. Após essa visita as coisas começam a mudar, para ambos;

O mais curioso no personagem é a naturalidade que ele apresenta ao se relacionar com mais de uma mulher enquanto elas não têm noção do que acontece. Não parece haver nada de errado em contar tantas mentiras para manter a vida que tem. O homem não sente remorso e nem culpa alguma, apenas vive dessa maneira.

Teo só experimenta o que as mulheres que se relacionam com ele sentem quando passa a se relacionar com Emma. Mesmo assim, há um momento, quando está no ápice da dúvida sobre a vida que possui e a que está diante dele, que chega a fingir que não está ouvindo Emma chamá-lo no interfone, após já estarem extremamente íntimos, e é aí que a sua frieza assusta.

Emma e sua aluna Nadia (Imagem: Reprodução)

Um ponto positivo do longa é a atuação de Valeria Golino e das discussões sobre o fato de ser cega. Ela leva a vida muito bem e sabe se virar, apesar das dificuldades. Diferentemente de sua aluna de francês também cega que se nega a viver normalmente por não aceitar sua condição, o que a torna extremamente desagradável com as outras pessoas. Emma terá que ensiná-la não só sobre francês, mas sobre a vida.

Emma e as Cores da Vida é, de maneira geral, um clichê romântico. Tem suas cenas encantadoras e inspira o espectador através da protagonista, mas fica longe de ser algo inovador, não foge dos padrões comédia romântica. Por isso é capaz de deixar quaisquer olhinhos apaixonados brilhando.

O filme estreia dia 27 de dezembro. Confira o trailer

Por Crisley Santana
crisley.ss@usp.br

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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