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Estréia de American Horror Story “Freak Show” já promete muito terror
Controle Remoto
10 out 2014 | Por Jornalismo Júnior

Estreou na quarta feira, dia 8 de outubro, a nova temporada de American Horror Story lá nos EUA. Dessa vez, porém, com o nome de “Freak Show”, já que o tema da nova trama envolve justamente um show de aberrações. A história começou com um clima totalmente diferente da temporada passada (“Coven”), se passando nos anos 50 e nos mostrando pessoas que tiveram o azar de nascer deformadas demais para a sociedade conservadora da época sequer pensar em aceitá-los. Ao mesmo tempo, fomos apresentados ao mais novo serial killer da série: o Clown Killer, um palhaço com uma máscara assustadora que já no primeiro episódio promete competir com o outro assassino clássico de “AHS: Asylum”, Bloody Face, no quesito terrorismo psicológico. Prepare-se para mais um ano de terror, humor negro e surpresas.

A quarta temporada se inicia agora nos Estados Unidos, mas só chegrá ao Brasil em janeiro pela FOX. Nela temos Jessica Lange interpretando a alemã dona do circo de horrores em Júpiter, Florida, que tenta manter vivo seu estabelecimento trazendo uma nova “atração”: Bette e Dot Tattler, duas irmãs siamesas que nasceram com o mesmo corpo, apenas têm cabeças diferentes (as duas interpretadas por Sarah Paulson). Os outros componentes do show de aberrações contam com Kathy Bates como a mulher barbada, Evan Peters como um rapaz o qual chamam de “Menino Lagosta” pelo defeito que têm nas mãos (as quais usa para “prestar serviços” a algumas mulheres que pedem, em segredo), uma garotinha indiana que não cresceu, entre outras. Ryan Murphy, criador da série, já disse que essa temporada será parecida com Asylum, e já deu pra perceber que o nível de terror se iguala em muito com esta já no início.

Para você já sentir o que vai ser essa nova historinha, vai o trailer de Freak Show abaixo!

https://www.youtube.com/watch?v=Gw1aarm2DuU

American Horror Story foi criado por Ryan Murphy (também criador de “Glee”) e Brad Falchuk e começou a ser exibida em 2011. A ideia da série é ser uma coletânea de contos de terror e, por isso, a cada temporada uma nova trama se inicia, com personagens e temáticas novas. Apenas alguns atores permanecem constantes em todas temporadas, como Sarah Paulson, Evan Peters, Frances Conroy e Jessica Lange.

A cada nova história temos também uma nova abertura e um clima diferente. Na primeira de todas, chamada de “Murder House”, uma família se muda para uma casa em Los Angeles no ano de 2011, procurando um recomeço após um evento traumático que abalou as estruturas do casal. O único problema é que a casa na qual vão morar foi palco de inúmeros assassinatos, se tornando até objeto de tour turístico para a cidade. Com tanta morte envolvida no local, é claro que ele traria um detalhe obscuro. Todos que morrem dentro do terreno ficam para sempre amaldiçoados a permanecer ali como fantasmas. Assim, “Murder House” deu o tom para American Horror Story, com seus plot twists, suas dúvidas sobre quem era ou não fantasma, quem era ou não “do bem”, personagens perturbados e total imprevisibilidade.

ahs

A segunda temporada, porém, foi a que, até agora, se mostrou ser a mais assustadora. “Asylum” conta a história de um hospício administrado pela Igreja católica durante os anos 1960 em Massachusetts. Aqui temos várias temáticas que vão desde a possessão por demônios até abdução por OVNIS.

Mas o principal eixo da história fala da sanidade mental e sobre como ela pode ser questionada e quebrada. Apesar de apresentar coisas realmente medonhas, o que dá o clima de agonia aqui é justamente o fato de a maioria dos personagens permanecer constantemente presos em algum lugar ou situação, totalmente reféns e vulneráveis. Além disso, somos apresentados a um dos psicopatas mais medonhos da ficção, o “Bloody Face”, que ataca mulheres em seus 30 anos e cria uma máscara com a pele delas.

Apesar de todo o horror da trama, AHS tem uma ótima dose de humor negro, para aqueles que gostam. É nessa temporada que temos uma das cenas mais bizarras da série, quando Jessica Lange, a irmã Jude, tem uma miragem em que canta “The Name Game”.

A terceira temporada tem uma história mais calma, mas isso não quer dizer ruim. “Coven” é o nome em inglês que designa um grupo de bruxas – que é a história da vez. Em Nova Orleans, em 2013, as últimas descendentes das bruxas de Salém moram juntas numa espécie de “escola” para bruxas. Mas não pense que isso tem alguma coisa a ver com Hogwarts. Os poderes delas diferem um do outro, contando com uma bruxa que mais se parece com um “boneco de vodu humano” e outra que, ao fazer sexo, mata acidentalmente seu parceiro. Lá elas se colocam contra os praticantes de vodu, que são os descendentes de escravos negros americanos, e que apresentam uma magia mais poderosa e perigosa em relação a elas. Zumbis, minotauros e uma socialite psicopata interpretada por Kathy Bates percorrem essa temporada, que, apesar de não ser a mais assustadora, não deixa de ser muito legal.

Por Júlio Viana
julio.soaresv@gmail.com

Fotos: Divulgação

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