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Viagem no tempo e clichês adolescentes são temas centrais em Eu Sou Mais Eu
CINÉFILOS
22 jan 2019 | Por Cinéfilos

Produções voltadas para adolescentes estão compondo o cinema nacional, em sua maioria, como adaptações de tramas dos filmes estadunidenses ao público brasileiro. A presença de celebridades no elenco também acaba chamando a atenção e trazendo os fãs para as salas de cinema, mesmo que sejam produções ruins ou mal interpretadas. Eu Sou Mais Eu (2019) consegue atrair esse tipo de público por usar essa combinação de cotidiano adolescente e elenco midiático.

No filme, Camilla Mendes (Kéfera Buchmann) é uma estrela da música pop de sucesso que deixou a fama subir à cabeça: arrogante, maltrata e desdenha de qualquer pessoa subalterna, até mesmo seus fãs. Tudo isso acaba mudando com a chegada de uma misteriosa fã maluca, que acaba fazendo-a voltar para o ano de 2004, o pior de sua vida.

Ao fazer a viagem no tempo, Camilla volta à sua vida de adolescente nerd morando com a mãe (Flávia Garrafa) e o eclético avô (Arthur Kohl), sofrendo bullying da gangue da mimada Drica (Giovanna Lancellotti), mas tendo Cabeça (João Côrtes) como único amigo. Inclusive, apenas ele pode ajudá-la a voltar ao tempo atual, ainda que na atualidade, seja um jornalista desprezado pela cantora. Apesar de estar com 17 anos, a mente da garota ainda é de uma mulher arrogante que precisa de uma lição para poder seguir em frente.

[Divulgação]

À primeira vista, podemos fazer algumas comparações do desenvolvimento da trama e mentalidade dos personagens com É Fada (2016), filme também protagonizado pela youtuber e atriz Kéfera. Os personagens são desenvolvidos na base dos estereótipos entre fracassados (introvertidos, inteligentes, com poucos amigos e gostos diferentes) versus populares (malvados, extrovertidos e que exercem algum poder), com o bullying sendo o grande problema sem solução. Os próprios personagens acabam sendo facilmente enquadrados em alguma dessas categorias. Esses rótulos são desenvolvidos da mesma forma até o final do filme, cuja reviravolta segue o título da produção como uma lição de moral aos espectadores. Outro ponto que faz ligação com É fada, é o chamado “extreme makeover”, uma mudança comportamental e no visual capaz de tornar alguém popular e irresistível, novamente voltando ao estereótipo da popularidade exercendo poder sobre os outros.      

Drica, vivida por Giovanna Lancelotti, é o típico estereótipo da patricinha malvada que inferniza a vida de Camilla (Kéfera) e Cabeça (João Côrtes) [Divulgação]

A trilha sonora do filme traz uma nostalgia por conseguir inserir sucessos dos anos 90, 2000 e 2010, animando o público através de sucessos como Rouge, Raimundos, Mamonas Assassinas, Ludmilla, Pitty, etc. Apesar de um enredo já considerado clichê por vários espectadores, as músicas conseguem cativar pela nostalgia. O longa é uma opção para quem estiver procurando uma produção no estilo Meninas Malvadas (Mean Girls, 2004) ou De repente 30 (13 Going on 30, 2004) com viagem no tempo e lições sobre ser você mesmo.

A coletiva de imprensa do filme, realizada em São Paulo, contou com a presença dos atores principais e da direção. Para a preparação do filme, os atores relembraram o bullying sofrido na infância e como conseguiram superá-lo [Foto: Beatriz Cristina / Jornalismo Júnior]

O filme estréia dia 24 de janeiro nos cinemas nacionais e você pode conferir o trailer aqui:

por Beatriz Cristina
beatrizcristina.sg2000@gmail.com

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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