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Fast Fashion de Luxo
Guardarroupa
24 jun 2015 | Por Jornalismo Júnior

Ao assistir as semanas de moda que paralisam cidades inteiras ao redor do mundo, o espectador assíduo sempre permanece atento as tendências e ao estilo característico de cada estilista e maison – palavra francesa que significa mansão, mas é usada para se referir as grandes marcas tradicionais de moda. São desde estampas emblemáticas, como o famoso Monogram da Louis Vuitton, até cortes e formatos das roupas que podem ser reconhecidos e ligados à grifes em um piscar de olhos (como as famosas silhuetas da Valentino e da exuberante dupla Dolce&Gabbana). São cerca de cinco coleções lançadas ao ano, que incluem o Prêt-à-Porter,  traduzido como “pronto para vestir”, lançada duas vezes ao ano, a coleção Haute Culture (alta costura), que se enquadram como as coleções maiores; além das coleções de Pré-Fall e Cruise, também chamada de Resort, as quais são lançadas no período entre as estações principais.

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As coleções de Verão, Pré-Fall, Inverno e Resort da Gucci, grife italiana. Imagem: Agência Fotosite

A cada nova coleção lançada, objetos de desejo são criados e se tornam ícones, verdadeiras fontes de paixão para os fanáticos por moda. Atentas a esse fenômeno, as lojas do mercado de Fast Fashion (as conhecidas e amigas lojas de departamento) criam suas coleções inspiradas nas lançadas pelas marcas famosas, com o objetivo de atrair os clientes que vão às suas lojas e encontram lá peças muito semelhantes às que viram nos desfiles. Assim, a economia do mercado fashion se movimenta. A grande maioria do público que não possui condições de arcar com uma camisa da Chanel que chega a custar, aqui no Brasil, cerca de 5 mil reais, encontra nessas lojas opções muito mais acessíveis e que carregam as mesmas tendências das peças de marcas de luxo.

Bolsa Chanel Boy que, no Brasil, chega a custar R$12.930. Imagem: Divulgação.

Bolsa Chanel Boy que, no Brasil, chega a custar R$12.930. Imagem: Divulgação.

Pensando nesse contínuo desejo dos clientes de possuírem roupas criadas por grandes estilistas e pessoas de influência na área, as lojas de Fast Fashion criaram parcerias com renomados nomes da moda. Desde então, várias coleções assinadas por estilistas de maison’s famosas foram lançadas nas lojas de departamento, permitindo que os fãs tivessem, por um preço amigo, roupas de “grife”. Tratam-se de coleções cápsulas, ou seja, coleções “curtas” que somem rapidamente das araras por terem uma produção relativamente menor, em comparação com outros produtos dessas lojas. Isso é feito para criar uma ar de exclusividade para as peças.

Parcerias no internacional

A rede de lojas sueca H&M, famosa nos Estados Unidos e na Europa e que, infelizmente, ainda não desembarcou no Brasil, é famosa por ser uma das percursoras das parcerias com estilistas. Já faz dez anos desde que, pela primeira vez, a loja alcançou uma coleção assinada pelo icônico Karl Lagerfeld ( Designer Chefe e Diretor Criativo da Chanel e da tracional marca italiana Fendi). Depois do entrondoso sucesso, outras parcerias foram firmadas: Stella McCartney, Donatella Versace, Roberto Cavalli, Alexander Wang, Viktor&Rolf, Jimmy Choo, Lanvin, Marni, Balmain, entre outras. Foram tantas que até renderam um livro (“The First Ten Years: Desinger Collaborations”) em que é contada a história de sucesso entres essas parcerias ao longo desses 10 anos.

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“The Firts Ten Years: Desingners Collaborations, da H&M. Crétidos: Divulgação.

 

Essas coleções são tão aguardadas que rendem filas quilométricas nas portas na H&M pelo mundo. São milhares de fãs e clientes fiéis prontos para terem em seus guarda-roupas os nomes mais importantes da moda. Além dela, lojas como a Macy’s, TOPSHOP e a tão adorada pelos estadunidenses Target  também já tiveram coleções com grandes nomes por trás como, por exemplo, Giambattista Valli, Louise Gray e Jason Wu, respectivamente.

No Brasil

Por aqui, as redes da C&A e Riachuelo é que ficam à cargo de lançarem essas coleções desejadas, que, ocasionalmente, conseguem geram filas e tumultos nas lojas também.

A C&A já teve grande nomes nacionais como Isabela Capeto (assinando uma linha infantil), Reinaldo Lourenço, Amir Slama, Gloria Coelho, Alexandre Herchcovitch, Mixed, Carina Duek, Maria Filó, Francisco Costa e Patrícia Bonaldi (assinando com sua marca mais casual, Pat Bo); além dos internacionais: Roberto Cavalli, Anne Fontaine, Stella McCartney.

Campanha da coleção assinada por Patrícia Bonaldi para a C&A. Imagem: Divulgação.

Pela Riachuelo, coleções foram assinadas por nomes como: Cris Barros, Donatella Versace, Pedro Lourenço, André Lima, Fause Haten, Dudu Bertolini, Helô Rocha, Robert Forest, Oskar Mersavaht, Tais Gusmão, Juliana Jabour, Lorenzo Merlino, Daslu, entre outros.

Parcerias com famosos

Além de estilistas e designers, famosos, também já assinaram coleções cápsulas para Fast Fashions as modelos: Isabeli Fontana, Giseli Bündchen e Kim Kardashian para a C&A, Kate Moss e as irmãs Kendall e Kylie Jenner para a Topshop, Anna dello Russo (editora na Vogue Japão), Madonna para a H&M, e por aí vai.

 

Fotos da campanha da irmãs Jenner para a Topshop. Imagem: Topshop.

 

Essas coleções vieram com uma grande força e fizeram um enorme sucesso ao serem anunciadas entre os fashionistas. O sucesso veio, sobretudo, em um momento de crise, durante o qual comprar roupas acessíveis se tornou ainda mais tentador do que antes.

Mesmo assim, é preciso cautela ao comprar. Muitas blogueiras e pessoas da área, assumem que o atrativo a mais dessas parcerias, além dos grandes nomes, são os incríveis truques de stylist usados nas campanhas  e editoriais, que deixam as roupas ainda mais “suculentas”. No entanto, a qualidade de algumas peças deixa a desejar aqui no Brasil. Sem a etiqueta emblemática, elas passavam por qualquer outra roupa comum nas araras das grandes lojas de departamento. Claro que há excessões e algumas peças são, de fato, um achado: acabamento excelente e com um preço extremamente camarada.

Falando em preço, esse é outro ponto que chamou atenção. Essas coleções já tem, naturalmente, um preço maior do que as outras peças das lojas de departamento, justamente pelo nome e status de “exclusividade” que carregam. No entanto, alguns artigos chegavam a custar quase mil reais, o que não é um preço acessível ao público alvo que essas lojas pretender atingir.

No fim, o que importa nesses casos é que o cliente tenha a visão minuciosa o bastante para enxergar a qualidade do produto – que inclui uma costura e um acabamento bem feitos e materiais e tecidos de qualidade- e seu custo-benefício. Com isso, essas coleções desejos podem ser extremamente proveitosas, e o sonho de ter uma peça assinada por um estilista de renome se torna possível.

 

Por Victória Ferreira
vicdelpintor@gmail.com

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