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Fênix Negra: Quando o herói e o anti herói são o mesmo
CINÉFILOS
06 jun 2019 | Por Por Bruna Irala (brunairala@usp.br)

X-Men: Fênix Negra (Dark Phoenix, 2019), representa simultaneamente o fim e o começo da franquia X-Men. É o ponto final para quase 20 anos de filmes dentro do universo criado pela Fox Studios e uma abertura para múltiplas narrativas com a volta dos mutantes para a Marvel. Simon Kinberg, diretor e roteirista do longa, entrega um trabalho em que o dilema psicológico da principal prevalece a disputa entre bem e mal, clássica do cinema de super-heróis.

O filme inicia com o incidente que causa a transformação de Jean Grey (Sophie Turner) em Fênix Negra. Numa missão para salvar um grupo de astronautas de uma suposta explosão cósmica, a protagonista usa seus poderes de telekinesis para controlá-la, mas acaba sendo consumida pela força. Logo, é revelado que não era uma explosão cósmica que tinha ocorrido e o que quer que seja que Jean tinha experienciado naquele momento mudaria ela permanentemente.

Jean Grey atingida pela força cósmica [Imagem: Twentieth Century Fox]

Apesar da trama estabelecer de início os reais vilões da narrativa, o filme se mostra muito mais focado no conflito interno de Jean acerca dos próprios poderes e de seus perigos do que na tradicional luta em proteção da Terra. Em uma das cenas, Professor Xavier (James McAvoy) descreve o que vê quando adentra na mente da principal, após evento de descontrole dos poderes recém adquiridos pela personagem, e diz: “Ela está cheia de desejo, raiva e dor”. O longa busca dialogar sobre esses aspectos, abordando as diversas camadas que compõe Jean Grey e sua nova forma, Fênix Negra.  

Ao abandonar a dicotomia entre o bem e o mal e tratar das multiplicidades do caráter, X-men: Fênix Negra fala de falhas, erros e adversidades internas. O longa quer humanizar Jean Grey mesmo quando tudo aponta para o contrário. Ela se torna uma mutante invencível e talvez por isso, a história dos vilões seja deixada de lado. Todos acabam adivinhando o desfecho.

O longa, a despeito do desenvolvimento da protagonista, acaba por negligenciar outras personagens e partes do enredo. Com diálogos desnecessários que poderiam ser facilmente substituídos por cenas essenciais para a sustentação do clímax. O que culminou em um final apressado e sem realmente engajar quem assiste, levando o espectador a sair da sala de cinema com uma exclamação de “é isso?”.

O ponto final da franquia termina por se assemelhar mais a um ponto e vírgula: trazendo diversas possibilidades para as personagens e tudo que engloba o universo dos X-Men com o aconchego da última cena, tão familiar para quem acompanhou a série de perto.

O longa estreia dia 6 de junho nos cinemas brasileiros. Confira o trailer:

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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