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Festival Varilux 2018 – Troca de Rainhas
CINÉFILOS
16 jun 2018 | Por Jornalismo Júnior

Este filme faz parte do Festival Varilux de Cinema Francês de 2018. Para mais resenhas do festival, clique aqui.

Participando do Festival Varilux de Cinema Francês, o filme Troca de Rainhas (L´Échange des Princesses, 2017) é um drama histórico ambientado na França do início do século XVIII e adaptado do livro histórico de Chantal Thomas, L´Échange des Princesses (2013).

troca de rainhas 01

[Divulgação/HIGH SEA PRODUCTION ET SCOPE PICTURE]

 O ano é 1721, Felipe de Orléans, regente da França, decide uma aliança entre França e Espanha para chegar a uma possível paz entre os reinos que estavam enfraquecidos pela guerra. Felipe realiza dois casamentos arranjados entre sua filha, Louise-Élisabeth d’Orléans, de 12 anos, com o herdeiro do trono da Espanha, e de seu filho Luís XV, de 11 anos e herdeiro do trono francês, com a Infanta da Espanha, Anna Maria Victoria, de 4 anos. Essa brusca mudança causada na vida de monarcas tão jovens levam-nos a um lugar estranho com pessoas desconhecidas, precisando se adaptar à nova realidade e conviver com o fato de serem moedas de troca no jogo político.

 Anna Maria Victoria (Juliane Lepoureau) e Louise-Élisabeth d’Orléans (Anamaria Vartolomei) são algumas das poucas personagens que possuem algum carisma e personalidade que conseguem ser sentidos e compartilhados pelo público. Isto porque todos os personagens masculinos retratados de modo não muito bem desenvolvido, possuindo quase todos um gênio arrogante e sisudo.  

troca de rainhas 02

[Divulgação / Gilles Porte, AFC]

 Apesar da produção impecável da caracterização dos personagens e cenário, a trama e fala dos personagens se desenvolvem monotonamente e com pouca emoção, estáticas, deixando até mesmo os momentos influentes na trama como algo sem muita grandiosidade. Para tentar compensar, o filme se utiliza do recurso do movimento de câmeras, como uma rápida dinamização do olhar, mas que também acaba se perdendo por causa desse desenvolvimento monótono. A abordagem dos fatos históricos, tanto no contexto geral como o pessoal, acaba sendo superficial, pecando em abordar aspectos com mais ênfase alguns pontos, como as relações amorosas e a própria guerra inserida do contexto, que poderiam “dar um gás” no enredo. A produção teve todos os elementos que poderiam cativar mais o espectador nas suas 1h40 de duração, mas acabou desgastando a produção.

Confira o trailer:

por Beatriz Cristina
beatrizcristina.sg2000@gmail.com

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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