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He is back
CINÉFILOS
05 jun 2009 | Por Jornalismo Júnior

Victor Caputo

Confesso que demorei muito tempo para assistir O Exterminador do Futuro 3. Tenho meus motivos, após longos 12 anos, a franquia é ressuscitada, com um diretor diferente. O que vem logo à cabeça? Querem fazer dinheiro com o filme. Provavelmente a intenção fosse essa mesmo. Esperei passar na televisão, numa daquelas segundas de noite quando não temos absolutamente nada para fazer, e aí sim, assisti. Logo que o filme acabou eu pensei “***, o próximo filme vai ser legal”. E finalmente numa manhã chuvosa e com um trânsito insuportável em São Paulo eu fui assistir o rerenascimento da franquia.

Agora dirigido por McG (que dirigiu os dois As Panteras e Somos Marshalls, e que já havia produzido entre outros a série jovem super bem sucedida, The O.C. ), Exterminador do Futuro: A Salvação, se passa em 2018 e as máquinas da Skynet tentam exterminar a raça humana. Esta tenta se salvar com a Resistência, um movimento que tenta a todo custo destruir a Skynet e seus ciborgues. Um dos membros deste movimento é um velho conhecido nosso, John Connor (agora interpretado por Christian Bale, o homem que deu a cara ao novo Batman).

Em outro front do filme temos Marcus Wright (Sam Worthington), um homem condenado à morte que doa seu corpo a uma cientista e acorda, totalmente perdido, em 2018. O homem conhece Kyle Reese (Anton Yelchin, o Chekov do novo Star Trek), um mero civil (sei, mero civil…) no meio de tamanha briga e os dois ficam amigos, de certa forma.

As cenas de ação, grande mérito do filme, são realmente boas. Efeitos especiais competentíssimos – que inclui uma surpresa, um certo governador recriado digitalmente faz uma ponta no filme – muitas explosões, robôs gigantes, robôs pequenos, robôs aquáticos, robôs com rodas, robôs que voam entre outros, afinal, o que seria esperado de O Exterminador do Futuro, passado exatamente no futuro? Muitos robôs.

O filme faz algumas alusões claras à trilogia anterior. John Connor ouve ao longo do filme várias das fitas gravadas pela mãe após o ataque do T-800, que serviriam para orientar o filho para a luta contra as máquinas no futuro. Outras referências são mais sutis, tais como frases, como a de John Connor quando diz “I’ll be back” alusão a uma cena do primeiro filme.

O que resta agora é aguardar para ver se uma nova trilogia nasceu, Bale diz ainda não ter nada assinado para um novo filme, se houver um bom roteiro ele pode aceitar. Um novo roteiro deve sair e, se não for bobo nem nada, Bale deve aceitar continuar vivendo John Connor nas telinhas enquanto tira folga do multibilionário loucão que se veste de morcego durante a noite, Bruce Wayne.

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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