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Joe e as Baratas: Nojento e Engraçado
CINÉFILOS
10 ago 2015 | Por Jornalismo Júnior

por Marcos Hermanson Pomar
marcoshpomar@gmail.com

Lançado em 1996, Joe e as Baratas (Joe’s Apartment) foi o primeiro longa produzido pela MTV e pela Blue Sky Studios, que depois seria responsável por animações como A Era Do Gelo (Ice Age, 2002) e Rio (Rio, 2011).

A produção foi dirigida por John Payson e tem no elenco Jerry O’Connel, o garoto gordinho de Conta Comigo (Stand By Me, 1986) como Joe, e Megan Ward como Lily, a paixão do protagonista. Baseado em um curta homônimo de 1992, à época o filme foi mal recebido na crítica e nas bilheterias. Não obstante, a obra gerou uma série no formato de desenho animado, e é hoje cultuada como um verdadeiro clássico do trash.

O filme conta a história de Joe, um caipira de Iowa que chega na cidade de Nova York após se formar na universidade. Sem lenço nem documento, o rapaz passa a morar em um apartamento capenga na periferia. Lá, ele inadvertidamente faz amizade com o bando de baratas que habitam o lugar.

Ao tentar sobreviver na cidade grande, Joe se depara com a bela Lily, por quem se apaixona na mesma hora. A garota, de espírito angelical e idealista, quer transformar o sujo quarteirão de Joe em um jardim. Enquanto seu pai, o senador Dougherty, quer ali construir uma penitenciária de segurança máxima.

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O filme, apesar do enredo simples e cheio de piadas nojentas,consegue entreter durante os seus 80 minutos. Joe é um personagem engraçado, mas quem rouba a cena são mesmo as baratas. Elas não só falam como também são capazes de cantar, dançar e até tem o seu próprio canal de TV. As cenas de dança são impagáveis, quase dignas de um musical hollywoodiano.

A trama passa longe de ser primorosa, mas em um filme que retrata baratas dançantes talvez isso seja pedir demais. A fotografia não falha em retratar a podridão da cidade e do apartamento do protagonista principal, mantendo uma atmosfera repugnante durante quase todo o filme. As cenas com as baratas são inusitadamente bem produzidas. Os tão odiados insetos foram retratados através de uma mistura de computação gráfica e stop-motion, e parecem reais o suficiente para deixar assustados os mais incautos.

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Apesar de seus altos e baixos, Joe e as Baratas é sem dúvida um filme divertido. Talvez sua maior qualidade seja mostrar as baratas, estes seres que desprezamos tanto, sob uma perspectiva mais descontraída. Para aqueles que não se incomodam com as piadas mais torpes e com os cenários mais asquerosos, com certeza vale a pena assistir.

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