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CINÉFILOS
14 jan 2015 | Por Jornalismo Júnior

Por Thiago Castro
thiagocastro96@gmail.com

A vida é uma grande aventura na qual trilhamos em busca de um sentido para nossa existência. E nem sempre essa caminhada é fácil. Os momentos ruins, as decepções e as pessoas que encontramos pelo caminho às vezes se tornam um fardo pesado demais para levarmos. E então a estrada da vida precisa ser trilhada sozinha, para nos livrarmos de tudo que nos faz mal. E é isso que Livre (Wild, 2014) estrelado por Reese Witherspoon nos mostra: a busca pela redenção.

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O filme contra a história de Cheryl Strayed (Reese Witherspoon), uma mulher que decide fazer uma trilha sozinha de mais de 1000 milhas, da fronteira do México até o Canadá. Inexperiente, ela enfrenta muitas dificuldades pelo caminho, e pensa em desistir várias vezes. Botas pequenas, frio, comida ruim, mochila pesada, tudo torna mais difícil a odisseia de Cheryl. Porém, o maior peso que leva é a sua consciência. Ela perdeu tudo, e se sente profundamente culpada e infeliz. Gastando todo seu dinheiro, ela busca nessa viagem uma forma de amadurecer e perdoar a si mesma, deixando os fantasmas do passado para trás.

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O roteiro é baseado na autobiografia de Cheryl Strayed, a verdadeira personagem que trilhou a Pacific Crest Trail. Witherspoon consegue interpretar bem o papel, passando pela moça estudiosa da faculdade até a rebelde com problemas com heroína. Ela consegue traduzir bem a complexidade e os altos e baixos que a personagem exige. É um bom recomeço na carreira da atriz, que aprece que conseguiu se livrar do marasmo de papéis medianos que se encontrava. Merece destaque também Laura Dern, a atriz que interpreta a mãe de Cheryl. Ela traz uma grande sensibilidade ao filme, com ótima atuação.

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O filme traz bonitas cenas da natureza e uma fotografia boa, mesclando as memórias da personagem com a aridez e a solidão do cenário atual. Porém, a história de Cheryl é contada com flashs e memórias de uma forma não linear, o que deixa o espectador um pouco confuso. Demora-se para conseguir ligar os pontos e tecer o fio que guia a narrativa, e certas partes ficam simplesmente sem explicação. Outro ponto negativo é a duração do longa. Suas mais de duas horas acabam se tornando cansativas. O roteiro poderia ter sido condensado sem grandes prejuízos. Já a trilha sonora é excelente, embalando com grande delicadeza todos os momentos do filme.

Livre  é um bom filme, que traz uma mensagem de autoconhecimento e redenção. O caminho tortuoso que Cheryl Strayed guia é uma metáfora poderosa que se aplica a todos nós: às vezes precisamos seguir em frente sozinhos, e deixar para traz tudo que nos destrói.

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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