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Meu malvado universal
CINÉFILOS
04 ago 2010 | Por Jornalismo Júnior

A animação “Meu malvado favorito” (Despicable me) conta a história do anti-herói carismático que caiu uma posição na lista de maiores vilões do mundo. Agora segundo colocado, ele pretende roubar a lua para recuperar seu posto. Só que não contava com uma coisa: no meio do caminho, crianças podem fazê-lo usar armas supersônicas, mas apenas para conseguir um prêmio no parque de diversões.

Gru tem a aparência de todo vilão de histórias infantis: careca, narigudo e com um sotaque estranho. Por outro lado, ele não consegue passar uma imagem negativa e acaba por cativar o público e as três meninas por ele adotadas, Margo, Edith e Agnes. Ele, no entanto, não tem nenhuma boa intenção com as crianças, fazendo isso apenas porque elas seriam úteis para seu plano de roubar a lua.

Mas então sua transformação começa, as cenas se tornam mais engraçadas e o público se convence cada vez mais de que Gru tem coração e de que o verdadeiro anti-herói da história é Vetor, o então maior vilão do mundo. No filme em que vilania não é pura maldade dos personagens, e sim negócio, acontece até piada sobre o Lehmann Brothers, o grupo financeiro que quebrou durante a crise de 2008.

Aliás, o humor mais refinado, responsável por atrair adultos para o gênero da animação, é a marca registrada das últimas produções, vide “Toy Story” e “A era do gelo”. Em “Meu malvado favorito”, as sátiras desconstroem um pouco o mundo infantil, reconhecendo, por exemplo, que os livros voltados para este público são péssimos e com histórias pobres, mas que as pessoas só percebem isso quando crescem.

Essas tiradas são um dos principais atrativos do filme exatamente por torná-lo mais inteligente. Esse humor agrada aos adultos, que não querem apenas levar seus filhos para o cinema e permanecer inertes e entediados com o que passa na tela. O desenrolar previsível e as trapalhadas comuns agradam as crianças, que esperam uma história “bonitinha” numa animação. A trilha sonora agrada aos dois públicos, com Sweet home Alabama e até um toque brasileiro, com Garota de Ipanema.

“Meu malvado favorito” tem, com certeza, um trabalho difícil pela frente se tiver a pretensão de desbancar “Toy Story 3”, que conseguiu ótimos números e críticas muito positivas. Porém, já começou bem nos países em que estreou e, no Brasil, tem sua pré-estréia a ocorrer durante o Anima Mundi, o maior evento de animação da América Latina. 

Por Meire Kusumoto

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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