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Não despreze um filhote frágil, ele pode vir a ser o filho de um tigre
CINÉFILOS
13 jul 2009 | Por Jornalismo Júnior

Graziela Cupertino

Genghis Khan nasceu Temudgin. E nasceu adulto. Aos nove anos de idade, escolheu uma esposa. E, ainda aos nove anos de idade, já era um fugitivo. O pequeno menino, que mais tarde viraria o grande Khan dos mongóis, teve que aprender cedo a viver sozinho, a passar frio e fome e a sobreviver aos constantes ataques de seus inimigos.

Tudo começa no ano de 1172. Temudgin é levado à tribo dos Merkit para escolher a sua esposa. A união com a mulher escolhida representaria a trégua na guerra entre os dois grupos, que estavam brigados desde que Esugei, pai de Temudgin, havia seqüestrado a mulher de um guerreiro Merkit, anos atrás.

O plano era bom e tinha de tudo para dar certo. Mas acontece que, durante a viagem para as terras dos Merkit, Temudgin, seu pai e o grupo que os acompanhava param em terras de tribo amiga para um pequeno descanso. E Temudgin conhece Borte. Ela desperta em Temudgin uma paixão incomum para os homens mongóis, que estavam acostumados a ter duas, três esposas ao seu dispor. Ignorando as recomendações de seu pai, o menino a escolhe como sua mulher, o que irá se concretizar num prazo de cinco anos.

Como era de se esperar, os Merkit não gostaram nem um pouco da atitude do garoto. Afinal, ele descumpriu a sua obrigação de selar a paz entre as duas tribos inimigas. Temudgin passa, então, a ser perseguido. E, para deixar a história um pouco mais dramática, seu pai morre na volta para casa. Com a morte de Esugei, ainda outra coisa irá perturbar Temudgin: herdeiro legítimo da posição de Khan da tribo, papel antes desempenhado por seu pai, ele não conseguirá exercer sua liderança. Ela será contestada e impedida por Targutai e alguns outros homens da tribo, que, com armas e sangue, tomam o poder. Temudgin ganha mais um inimigo: sua própria tribo.

Sem poder ficar com seu povo e ameaçado pelos Merkit, o garoto foge sozinho pelas terras mongóis. E ele cresce assim, fugindo e esperando um dia em que possa viver com sua esposa Borte. É capturado e torturado algumas vezes, mas, com sua força e perseverança, consegue escapar da morte. Conhece Jamukha, que transforma-se em seu amigo e, depois, em seu inimigo. E, antes de suas vitórias que o transformariam no grande líder dos mongóis, é vendido como escravo.

Genghis Khan, antes de guerreiro, era amante e, como todo o resto do mundo, sonhava em ser feliz ao lado da pessoa querida. O filme nos faz lembrar que mesmo as pessoas mais dedicadas ao ódio e à guerra também têm suas paixões. Sem dúvidas, é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco desse personagem tão intrigante da história e, também, para adentrar em um passado remoto, cheio de valores e tradições.

“O Guerreiro Genghis Khan” faz brilharem os olhos. E não é apenas por causa da história fabulosa, mas também, e principalmente, pelas imagens maravilhosas do filme. As paisagens parecem saídas de um sonho. São irreais, belas demais para existirem. Por isso, mesmo que você não goste de nada que tenha guerra ou guerreiro no meio, o filme vale a pena pelo prazer visual em assisti-lo.

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