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O Amor no Divã: você já conhece essa história
CINÉFILOS
15 dez 2016 | Por Jornalismo Júnior

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Nenhum casamento é perfeito. A rotina da vida a dois pode ser bastante estressante e nela, qualquer besteira acaba virando motivo de discussão. Não há casal que nunca tenha brigado feio por alguma bobagem e, no fim…tenha feito as pazes. Mas nem todos conseguem resolver seus dilemas sozinhos. É sobre eles que O Amor no Divã (2016) fala. Inspirado na peça teatral de mesmo nome, a comédia romântica trata dos dramas e conflitos da vida a dois.
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Roberta (Fernanda Paes Leme) e Miguel (Paulo Vilhena) são um casal como outro qualquer. Enquanto ela é uma mulher séria e bem sucedida, que se desdobra em mil para tentar conciliar carreira e vida amorosa, ele é um personal trainer que só pensa em academia e em jogar videogame. Cansados de tantos desentendimentos, os dois vão parar na clínica de Malka Stein (Zezé Polessa), uma renomada terapeuta de casais. Acontece que, a própria terapeuta também está passando por uma fase ruim em seu relacionamento. A situação entre ela e seu marido, José Stein (Daniel Dantas), anda tão complicada que, ao longo das sessões, a psicóloga acaba se identificando com os problemas dos pacientes.

o-amor-no-diva-3O engraçado é que, embora haja problemas parecidos em ambos relacionamentos, eles se encontram em dois extremos diferentes. Enquanto o primeiro está apenas no começo do matrimônio, o segundo já está junto a quase 30 anos. Mesmo aposentado e com mais tempo livre, José Stein ainda não consegue dar a esposa a atenção que ela deseja. Malka até tenta aplicar seus conhecimentos na própria relação, mas também não obtém sucesso. Enquanto isso, Roberta e Miguel continuam suas sessões e a cada novo encontro se inicia uma nova briga.

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O Amor no Divã consegue conquistar muito mais pela identificação do que pelo humor. As situações e crises retratadas são absolutamente iguais as vividas por qualquer outro casal comum. A obra não é nada idealizada ou romantizada, tudo acontece e é resolvido como seria na vida real. Apesar de tudo isso, em alguns momentos a trama acaba soando um pouco superficial. As situações cômicas também não são muito exploradas. Momentos que poderiam arrancar belas e enormes gargalhadas acabam provocando apenas aquele leve riso meio forçado – que você solta quando já sabe o fim da piada. Falta o timing – essencial – exigido pelo humor.

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Em várias cenas, os ângulos escolhidos pelo diretor tentam passar ao espectador a sensação de que ele está assistindo a uma peça de teatro. O efeito, usado propositalmente, não funciona muito bem e acaba caindo no básico, sem nada de surpreendente. Apesar do elenco excepcional, o longa deixa muito a desejar. A história tinha potencial para ser muito mais engraçada e até mesmo provocadora – por esbarrar em questões morais como a traição, por exemplo. A identificação acontece, porém de forma superficial. O filme acaba sendo uma obra limitada e pouco ousada, entregando o básico, sendo apenas um pouco engraçado, um pouco provocante e um pouco interessante.

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Veja o trailer:

Por Igor Soares
digorsoares@gmail.com

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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