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O Bebê de Bridget Jones: desfecho que todos esperavam
CINÉFILOS
22 set 2016 | Por Jornalismo Júnior

Aos 43 anos, Bridget Jones está novamente sozinha no sofá de seu apartamento, apagando as velinhas de um cupcake de quinta categoria ao som de All By Myself. O terceiro filme da franquia, O Bebê de Bridget Jones (Bridget Jones’s Baby, 2016), pode ser definido como engraçado e meigo, adjetivos clichês para um clichê de comédia romântica.

A personagem só ganhou o tão esperado desfecho, com direito a véu e grinalda, doze anos depois do lançamento do segundo filme O Novo Diário de Bridget Jones (The Edge of Reason, 2004). O longa acaba marcando também o retorno oficial da atriz Renée Zellweger à mídia após seis anos de isolamento. Inclusive, sua aparência no filme refuta a suspeita de cirurgia plástica no rosto, polêmica em 2014, pois apesar de aparecer muito mais magra, suas bochechas são inconfundivelmente a de nossa querida solteirona.

O filme começa com o velório de Daniel Cleaver, o mulherengo interpretado por Hugh Grant. Ele é substituído no elenco por Patrick Dempsey, rosto conhecido pela série Grey’s Anatomy. A mudança no triângulo amoroso não deixa a desejar: Jack Qwant, sim, é competição para Mark Darcy.

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A dúvida sobre a paternidade da criança que a protagonista carrega é o centro da história. Fruto de uma noite inconsequente com o charmoso Jack, ou de uma recaída com Mark, ambas com o juízo alterado pelo álcool, a criança – assim como a mãe – é alvo de disputa entre os dois. O roteiro é batido e previsível, mas é inquestionável a reação provocada no espectador: como poderíamos nós escolher entre o amor dos últimos anos e uma nova paixão cativante, sem se sentir, de alguma forma, perdendo parte de si?

Apesar da disputa, a gravidez é levada praticamente sozinha pela protagonista, que deixa de se sentir uma solteirona ao perceber a magnitude do milagre gerado dentro de si. É uma comédia romântica típica, pronta para despertar risos e suspiros, mas não profundas reflexões. Algumas passagens são bem questionáveis, como a estereotipação da banda feminista defendida no tribunal por Darcy, o retrato superficial da experiência da maternidade e a superação abrupta de preconceitos da mãe de Bridget. O desfecho da trama especificamente não deixa a desejar, mas desaponta como longa lançado em 2016, considerando os avanços tidos nas discussões sobre independência da mulher e machismo na última década.

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É uma comédia romântica pra ser assistida como tal, sem grandes expectativas de roteiro ou imagem. A trilha sonora é marcante pela atualidade do pop britânico. A própria participação especial do cantor e compositor Ed Sheeran revela a pretensão de alcançar públicos ainda mais jovens, não necessariamente apenas os consumidores fiéis da trama, devido ao longo intervalo entre um filme e outro.

O Bebê de Bridget Jones estreia em 29 de setembro, não deixe de conferir o trailer!

por Aline Melo
alinemartimmelo@gmail.com

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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