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O casamento é grego, a comédia nem tanto
CINÉFILOS
29 mar 2016 | Por Jornalismo Júnior

por André Calderolli
andre.calderolli@gmail.com

Em Casamento Grego 2 (My Big Fat Greek Wedding 2, 2016), treze anos depois do primeiro filme, a família Portokalos retorna às telas de cinema para descobrir que os pais de Toula (Nia Vardalos) não estão realmente casados, e portanto, decidem se casar. A preparação para o novo casamento é o mote para a sequência que, dessa vez, não foca tanto nas tradições gregas como no longa anterior, mas nas relações familiares.

Ao elenco já conhecido somam-se outros personagens. Entre eles, a filha de Toula e Ian (John Corbett), Paris (Elena Kampouris). Com dezessete anos de idade, Paris passa pelos já conhecidos dramas adolescentes de classe média estadunidense. Entre primeiras paixões e o peso da escolha de uma universidade, a jovem tem que lidar com sua enorme e inconveniente família. Enquanto isso, Toula luta para aceitar que sua filha já cresceu e, para compensar a falta que faz cuidar de sua filha, passa a querer cuidar de toda a família, o que inclusive rende problemas em seu relacionamento com Ian.

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Além desses conflitos, o filme tenta abordar outras questões, como o péssimo relacionamento entre o pai de Toula, Gus (Michael Constantine) e seu irmão, que vive na Grécia; ou ainda a orientação sexual de um dos muitos primos, que esconde da enorme família o seu parceiro. Sem grandes aprofundamentos nem grandes risadas provenientes desses pontos, mais parece que o objetivo deles era somente reforçar que, em família, tudo acaba bem.

Quanto às risadas, a maior parte do cômico tenta se embasar na clássica cena da família inteira chegando em bando para constranger alguém, mas isso mal é suficiente para puxar um sorriso. É verdade que algumas gargalhadas podem acontecer, em geral por conta da persistência de Gus ao tentar provar a grandiosidade do povo grego. Alguns comentários pontuais dos muitos membros da família também são capazes de arrancar risadas, e talvez não seja difícil achar o filme mais engraçado que o primeiro.

Casamento Grego 2

Risos à parte, o longa realmente ganha do anterior em determinado quesito. Ao contrário do primeiro, a independência da mulher em relação ao homem é exaltada em diversos momentos , até a mãe tradicional de Toula atesta que mulheres não precisam casar se não quiserem. A presença do casal homossexual, ainda que superficial, é outro ponto positivo, principalmente com a pronta aceitação da família, que parece, com o tempo, ter ao menos aprendido que além de poder não ser grego, pode não ser heterossexual, e pode não ser casada.

O filme certamente não é uma comédia grega, mas rende uma boa sessão, não só pelas risadas, mas pela junção delas com momentos emocionantes que, por reconhecimento, podem até nos levar a derramar uma lágrima. Vale a pena conferir o longa nos cinemas a partir do dia 31 de março, e lembrar, mais uma vez, e agora de forma ainda mais ampla, que o amor com certeza é capaz de vencer quaisquer valores ultrapassados.

Confira o trailer!

 

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