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O entretenimento médio (e bem clichê) de A Torre Negra
CINÉFILOS
24 ago 2017 | Por Jornalismo Júnior

Clichê. Esse é o melhor palavra para descrever A Torre Negra (The Dark Tower, 2017), dirigido por Nikolaj Arcel e estrelado por Idris Elba e Matthew McConaughey. O filme de aventura/ação conta uma história interessante, mas cheia de lugares-comuns. O enredo versa sobre uma torre  — a Torre Negra — que protege o universo da escuridão que tenta invadi-lo. Entretanto, o Homem de Preto (McConaughey) tenta destruí-la a fim de governar toda a destruição que sobrar. Em meio a isso, Jake Chambers (Tom Taylor) sonha com outras dimensões e é uma das únicas pessoas que pode impedir a ruína do universo, por conta de seu poder extraordinário, que causa os sonhos.

A Torre Negra

Imagem: reprodução

Essa premissa por si só já foi bastante explorada e Stephen King, autor da série de livros que deu origem ao longa, não inovou. A ideia de um grande vilão que quer comandar tudo e todos e só um herói que pode o deter mostra o maniqueísmo extremo da história, que falha no aprofundamento da mitologia e dos personagens.

Somos apresentados ao conhecimento de que existe a Torre e quem a protege, os Pistoleiros. Também vemos portais e mundos alternativos, mas em nenhum momento é explicado o surgimento e a relação entre tudo isso. O espectador é simplesmente jogado em um universo completamente novo sem aviso. Além disso, as personagens são quase completamente planas. O vilão de McConaughey Walter, também chamado de O Homem de Preto é próximo a um demônio a quem devemos temer a todo custo. Os protagonistas de Idris Elba e Tom Taylor são heróis íntegros e justos. E não passa disso.

Entretanto, apesar dessa falhas de enredo, a parte técnica do filme é bem interessante. A mixagem de som chama a atenção por misturar músicas ao fundo com sons da própria cena, como passos, chuva e vidro quebrando. Outro aspecto notável é a fotografia, com imagens bonitas de prados, desertos e cidades. A atuação também é louvável. Matthew McConaughey, como já era de se esperar, entrega a falta de escrúpulos de seu personagem com perfeição e Elba interpretando Roland nos mostra toda o sofrimento de um herói com dificuldades. Contudo, quem merece maior atenção é Tom Taylor. O garoto consegue trazer uma dramaticidade intensa só com seu olhar e não fica diminuído ao lado dos dois outros grandes atores.

A Torre Negra

Imagem: reprodução

Uma parte relevante do enredo é perceber a relação de família criada por Roland (Elba) e Jake, já que ambos perderam a família por conta de Walter (McConaughey). Essa evolução faz com que o espectador se apegue aos dois personagens, por mais que eles não sejam muito aprofundados. Outro ponto importante e que vale a pena no longa é o alívio cômico. Algumas falas arrancam risadas de quem assiste, principalmente ao ver o contato de Roland com toda a imensidão de Nova York.

A Torre Negra não é nada demais. Para quem gosta de filme de ação, vale o ingresso, mas não é uma obra de arte. No máximo, entretenimento de média qualidade.

O longa estreia dia 24 de agosto nos cinemas. Confira o trailer:

por Maria Carolina Soares
mcarolinasoares@uol.com.br

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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