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O que toca na Sala33: Parcerias Inesperadas
Escuta Aí
11 nov 2018 | Por Jornalismo Júnior

Imagem: Marcelo Canquerino / Comunicação Visual – Jornalismo Júnior

Sertanejo com funk, jazz com pop ou MPB com rap? A indústria da música tem cada vez mais apostado em misturas inusitadas mostrando que gêneros, às vezes muito opostos, podem sim combinar e criar hits eternos! Continue lendo enquanto ouve a playlist com o que o Sala33 considerou que são parcerias merecidas de serem apreciadas.


Frank Sinatra e Tom Jobim – The Girl From Ipanema (Juliana Santos)

Meu gosto musical foi muito moldado pelas músicas que meu pai ouvia no carro quando eu era criança. Essa, no entanto, demorou pra me conquistar. Lembro que sempre estranhava e muito quando, no meio daquela música que já me era tão conhecida, vinham aquelas palavras que eu não entendia e aquela voz familiar, mas que não parecia pertencer ali. Era um pouco como quando começa o rap em inglês em Vai Malandra, da Anitta. E eu não acredito que acabei de achar uma comparação entre essas duas músicas!!!

 

Freddie Mercury e Montserrat Caballet – How Can I Go On (Júlia Mayumi)

Dois dos maiores cantores do séc. XX cantando juntos, tem como ser mais perfeito? A música é do álbum “Barcelona”, da breve carreira solo de Freddie, e conta com a participação da cantora lírica em outras faixas.

 

Emicida ft. Vanessa da Mata – Passarinhos (Crisley Santana)

Ela, cantora de MPB. Ele, de Rap. Em Passarinhos, os gêneros se encontram para abordar as dificuldades enfrentadas pela atual geração. A música faz parte do álbum “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…” de Emicida.

 

Rubel e Rincón Sapiência – Chiste (Pedro Gabriel)

Rubel e Rincón são dor e riso, procurando o choro. A música é alegre e destoa do restante do álbum Casas, novo projeto de Rubel que conta com muito mais variedade nos sons e instrumentos utilizados em suas composições. Com uma levada calma e harmoniosa, Chiste é um dos pontos altos do álbum que mistura o jovem carioca que toca um som leve de folk com as rimas pesadas do rapper paulista.

 

Linkin Park e JAY- Z – Numb/ Encore (João Vitor Ferreira)

Linkin Park e Jay-Z se juntaram para gravar um disco inteiro misturando as melhores músicas de ambos. O resultado foi um disco surpreendente! Infelizmente apenas essa música está disponível no Spotify.

 

Humberto e Ronaldo Feat. Jerry Smith – Não Fala Não Pra Mim (João Vitor Ferreira)

Junção do sertanejo sofrência com a voz inconfundível do funkeiro Jerry Smith. A música traz um refrão chiclete e é dos maiores sucessos atuais da dupla Humberto e Ronaldo.

 

Naiara Azevedo e Ivete Sangalo – Avisa que eu cheguei (Gabriela Bonin)

Unir duas vozes fortes como a de Naiara Azevedo e Ivete Sangalo funcionou surpreendentemente bem. “Se deu certo, bem; se não deu certo, ótimo” são versos que grudam na cabeça e animam qualquer um. No final da música, que é gravada ao vivo, Naiara não se aguenta e mostra sua admiração pela cantora de axé. Veveta mostra que, para ela, não tem tempo ruim e canta sertanejo como se fizesse isso todos os dias.

 

Matheus e Kauan e MC Kevinho – Deixa ela beijar (Gabriela Bonin)

Feministos eles? A dupla sertaneja se junta com Kevinho para cantar uma letra (meio) fofinha sobre relacionamentos, que não deixa de tocar nas festas por ter uma melodia muito boa. Brincadeiras a parte, “é cada um com seus esquemas”, reforça que cada um faz o que bem entende nas festinhas por aí.

 

Rihanna, Paul McCartney e Kanye West – FourFiveSeconds (Gabriela Bonin)

A combinação dos três cantores é inusitada. Uma vez li uma entrevista do Paul contando que a produção foi algo diferente do que ele estava acostumado e que, antes de produzir, pensou que poderia dar muito errado. A parte instrumental da música é de autoria de McCartney e, pessoalmente, acho que uma colaboração apenas entre Rihanna e Paul seria melhor, mesmo gostando bastante do resultado final.

 

Scalene e Francisco, el Hombre – Clareia (Léo Lopes)

Provavelmente não são as primeiras bandas que eu pensaria em unir quando olho para o cenário que compartilham com Supercombo, Far From Alaska e afins. “Clareia” mostra que essa junção não tão óbvia pode apresentar um resultado muito interessante, levando de encontro o lado mais pesado da latinidade da Francisco, el Hombre, ao lado mais melódico da Scalene. Fica explícito a “entrega de peito aberto” das duas para descobrir o que esse encontro poderia produzir, uma música que a vontade de gritar e dançar competem até o acorde final.

 

Criolo e Tulipa Ruiz – Cartão de Visita (Léo Lopes)

Uma das faixas mais geniais do álbum “Convoque Seu Buda”. Nela, Criolo convida a vocalista Tulipa Ruiz para versar algumas verdades sobre a classe média e sua auto-alienação da realidade. Cada vez que paro pra ler a letra completa dessa música encontro uma alfinetada nova, se não bastassem as rimas geniais, as harmonias moduladas com a voz única de Tulipa garantem o clique no repeat pelo menos umas três vezes sempre que a escuto.

 

Silva e Anitta – Fica tudo bem (Gabriel Bastos)

Ele, que é considerado um indie pop, e ela, a maior camaleoa do pop brasileiro, que já fez de um tudo: eletrônica, o tradicional pop, sertanejo, funk… As parcerias na música brasileira têm sido cada vez mais frequentes, num cenário em que os artistas apostam mais no seu poder conjunto ao invés de estimular competição uns com os outros. Fica tudo bem segue muito essa linha, com um resultado fabuloso! As doces vozes dos dois se unem em perfeita harmonia musical, ainda melhor pela letra suave e bonita, falando do amor e de suas dificuldades mas que, no fim, fica tudo bem.

 

Nego do Borel, Wesley Safadão e Anitta – Você partiu meu coração (Gabriel Bastos)

Dá pra misturar forró, sertanejo, funk e pop numa música só? Em 2017, sim. Tudo é possível! Esse hit simboliza o momento de enorme fluidez nos gêneros musicais, em que tudo e todos artistas brasileiros podem fazer de tudo. Apesar de não ser um dueto, a música mostra muito bem essa mistura de gêneros e estilos numa coisa só! Só podia dar certo… Prova do sucesso foram (e ainda são) as inúmeras horas que ela foi tocada por todo o Brasil. Com um simples “Você partiu meu coração…” somos todos completados com o resto desse refrão chiclete, que esteve na boca de todos ano passado.

 

Lana del Rey ft The Weeknd – Lust For Life (Gabriel Bastos)

É assustadora a sintonia existente entre Lana del Rey e The Weeknd. Se nossas vidas contassem com “almas-gêmeas musicais”, com certeza os dois seriam um a do outro. Unindo as áureas que ambos trazem consigo e o que cada um têm de melhor, o resultado dessa união é o mais Lana del Weeknd possível: emoção, intensidade e muitos sentimentos por entre as melodias. Apesar dos gêneros diferentes, todas as diferenças somem quando os dois cantam juntos. Além de aproveitar toda essa afinidade sonora entre os dois, o que nos resta é pedir que dessa união surjam muitas parcerias mais! Torcemos por outras coisas tão boas quanto Lust for life, segundo hit dos dois, depois de Prisoner (The Weeknd ft. Lana del Rey). A quem nunca ouviu, vale muito a pena se deixar levar por esse dueto (e essa dupla), mais do que incrível!

 

Gilberto Gil e Ivete Sangalo – Toda menina baiana (Beatriz Gatti)

A música é um dos pontos altos do Especial Ivete, Caetano e Gil, lançado em 2012. Ninguém melhor que Ivete pra cantar (e contar), junto com seu conterrâneo Gil, o que toda menina baiana tem. E ela consegue tornar a música ainda mais festiva. “Toda menina baiana tem encantos que Deus dá” faz jus à cantora natural de Juazeiro, não só na voz mas também na presença.

 

Caetano Veloso e Seu Jorge – Desde que o samba é samba (Beatriz Gatti)

Solidão apavora. É assim desde que o samba é samba. Convidando ao palco ninguém menos que Caetano Veloso, Seu Jorge contribui para o clássico do baiano em seu próprio show. Com sua marcante voz, Jorge intensifica o sambinha lento e tranquilo de Caetano, que preenche qualquer espaço com um violão em mãos.

 

Beyoncé e Dixie Chicks – Daddy Lessons (Beatriz Gatti)

Única música do último álbum da Beyoncé disponível no Spotify, essa versão parece tornar a música ainda mais autobiográfica. Nela, Beyoncé conta dos conselhos dados por seu pai enquanto criança e como ela tinha que cuidar da casa enquanto ele estivesse fora. O trio country contribui para carregar a versão de marcas do campo e ambientar bem a infância da texana.

 

Nação Zumbi e Marisa Monte – A Melhor Hora da Praia (Henrique Votto)

Para o disco “Nação Zumbi”, lançado em 2014, a popular banda pernambucana, que se notabilizou pelo estilo único do “manguebeat”, gravou uma música com participação especial de Marisa Monte. A canção é uma das mais aclamadas do grupo pelo menos da era pós-Chico Science, em que a banda conta com Jorge du Peixe nos vocais. A presença da estrela da MPB é marcante durante os curtos 3 minutos, que poderiam durar muito mais!

 

Run-DMC feat. Aerosmith – Walk This Way (César Costa)

Música originalmente de 1975, Walk This Way foi reinterpretada pela banda em parceria com o grupo de rap Run-DMC. A época não era das melhores para o Aerosmith, que vivia uma fase de decadência no cenário musical. Porém, tudo mudou depois desse lançamento: além da canção se tornar um sucesso internacional imediatamente, colocou os Steven Tyler e companhia de volta aos holofotes.

 

Fresno feat. Lenine e Emicida – Manifesto (César Costa)

Um trio bem diferente. Fresno representando o do rock nacional, Emicida o hip-hop brasileiro, Lenine um artista de MPB e tudo isso com um toque experimental. Em “Manifesto”, dá para sentir um pouco do toque de cada artista, mesmo tendo uma inclinação um pouco maior para o Fresno. Uma mistura muito louca de estilos com suas peculiaridades, mas que juntos, produziram uma música imprevisível para quem ainda não escutou.

 

Bonobo e Erykah Badu – Heaven for the Sinner (Pedro Teixeira)

As batidas oníricas do músico Britânico formaram uma bela e inusitada companhia com a sensual voz da cantora estadunidense. O calor que sobe na espinha ao som de Erykah aqui ganha tom de compaixão. Em meio ao sonho que é o dia a dia todos estão sujeitos a deslizes em momentos de devaneio; afinal nem tudo é fácil, apesar da bela ambientação.

 

Esperanza Spalding e Milton Nascimento – Apple Blossom (Pedro Teixeira)

Ouvir Milton Nascimento cantando em inglês e não abandonar o sotaque mineiro é fantástico. Ainda mais, quando esse presente do sertão brasileiro canta junto com a nova luz do jazz, Esperanza. Amor ou ode à natureza? Os dois! A beleza natural das doces vozes, o timbre volumoso da madeira. Simplesmente, música que apaixona.

Por Equipe Sala33

Sala 33
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