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O subúrbio invade a vida da elite carioca em Um Suburbano Sortudo
CINÉFILOS
11 fev 2016 | Por Jornalismo Júnior

por Aline Naomi
aline.naomi.mb@gmail.com

Em 11 de fevereiro, mais um filme entrará para o hall das comédias nacionais. Um Suburbano Sortudo (2016), estrelado pelo comediante Rodrigo Sant’Anna, narra a história de Denilson, um vendedor ambulante que descobre ser o único herdeiro da fortuna de Damião Albulquerque, dono de uma rede de varejo popular e ex-patrão de sua mãe. Diante desta situação, a abastada família de Damião tenta se livrar do camelô a fim de reconquistar todo o dinheiro do falecido, exceto por Sofie (Carol Castro), por quem Denilson se apaixona e que tenta ajudá-lo a se adaptar a sua nova realidade.

Um Suburbano Sortudo

Denilson (Rodrigo Sant’Anna) e Sofie (Carol Castro) no Piscinão de Ramos, local popular do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

O filme conta com nomes como Carol Castro, Cláudia Alencar, Guida Vianna e Victor Leal, que também é comediante e faz parte da companhia de comédia Os Melhores do Mundo. A direção é de Roberto Santucci, diretor de todas as sequências de De Pernas Pro Ar (2010-2012) e Até Que a Sorte Nos Separe (2012-2015). Durante a coletiva de imprensa, Santucci afirmou que queria fazer com Rodrigo Sant’Anna o mesmo que fez com Ingrid Guimarães e Leandro Hassum nesses filmes. “Ele fez um trabalho espetacular e exemplar [em Até Que a Sorte Nos Separe] e nós ficamos com vontade de fazer um filme para ele brilhar no cinema”, afirmou o diretor.

A produção segue a linha das demais comédias nacionais, utilizando um humor escrachado para arrancar risadas do público. O filme não mata ninguém de rir, mas traz momentos engraçados, principalmente quando zomba da elite carioca, nova posição social do suburbano nato Rodrigo Sant’Anna. Exemplos são a cena de Sofie levando Denilson para um restaurante caro de culinária saudável, em que o menu é um tablet e tudo é livre de lactose e de glúten, ou a personagem Olavinho (Fábio Rabin), estereótipo do jovem cineasta metido a intelectual. Considerando que o filme traz a telona um humor mais popular, investir na caricatura da alta sociedade para produzir riso é pertinente.

O filme também busca explorar as habilidades de Sant’Anna, como o improviso e a interpretação de múltiplos personagens, como ele faz no teatro e na televisão. A prova é a cena da família de Denilson, em que todos os parentes são interpretados pelo ator. “Eu fui estudar as peças do Rodrigo, e nelas ele fazia vários personagens. Isso é um dom dele, que ele gosta muito de fazer. Eu achei que essa ideia, meio de O Professor Aloprado (The Nutty Professor, 1996), era ótima também para mostrar esse talento do Rodrigo”, afirmou Santucci. O comediante contou que essa cena foi, talvez, o maior desafio de sua carreira. “A gente demorou 4 dias para 8 minutos de cena”, explicou Rodrigo.

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Jenifer, prima de Denilson interpretada por Sant’Anna, e Luiz Otávio (Victor Leal), que tenta resgatar a fortuna do falecido Damião (Foto: divulgação)

Por seguir o mesmo estilo de outras comédias brasileiras, o espectador já sabe o que esperar do filme: algumas risadas em cenas específicas, mas algumas torcidas de nariz quando o humor for baseado em estereótipos ou em falas e situações estúpidas. Apesar disso, a transformação da nata da sociedade carioca em uma ridicularizada caricatura com seus preconceitos e refinamentos é o que faz valer os minutos passados na sala de cinema.

Confira o trailer!

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