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O terror não-clichê de Boa Noite, Mamãe
CINÉFILOS
25 fev 2016 | Por Jornalismo Júnior

por Natalie Majolo
nmajolo95@gmail.com

Entre campos, florestas e lagos europeus, os gêmeos Lukas e Elias esperam a volta de sua mãe. De rosto atado por causa de uma cirurgia, ela retorna ao lar. Boa Noite Mamãe (Ich Seh Ich Seh, 2014) é dirigido por Severin Fiala e Veronika Franz, e vencedor de 17 das 24 nomeações a prêmios. O suspense austríaco começa aqui: mamãe está diferente. Há pouco ela cantava lindas canções de ninar, e agora os próprios filhos não a reconhecem.

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A relação de confiança familiar é abalada depois que a mãe (Susanne Wuest) passa a tratá-los de maneira estranha, sem afeto. Lukas (Lukas Schwarz), é completamente ignorado – e não se sabe exatamente o motivo. O irmão, Elias (Elias Schwarz), faz o intermédio de comunicação entre Lukas e a mãe. Os mistérios da trama, tais como este, são desvendados aos poucos.

Um dos pontos interessantes a serem observados é que, apesar de certo momento os personagens recorrerem à ajuda espiritual, porém seus problemas não são sequer ouvidos. Não sendo resolvida a situação, decidem arrumá-la por conta própria – o que pode ser muito aterrorizante.

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Os Irmãos gêmeos Lukas e Elias, no terror Boa Noite, Mamãe. Foto: Reprodução

Também existem outros questionamentos no filme, além daqueles que fazem parte das incógnitas já esperadas. Eles giram em torno da família: qual é o papel de uma mãe na educação de seus filhos? Cabe somente à ela ter de criá-los? Em Boa Noite Mamãe, a mãe cuida sozinha dos filhos após o trauma. Não existe sinal que outras pessoas cuidaram das crianças quando a mãe estava fora, sequer enquanto ela se recuperava. Parece que elas estavam abandonadas. Onde está a figura paterna?

No mais, a questão da confiança é outro assunto a ser pensado. Na estrutura da família, a confiabilidade das pessoas que a sustentam traz a força que a mantém. Caso quebrada, não existe casa que se mantenha de pé; o respeito permanece, mas o bom convívio escorre pelas mãos. No filme, tal situação é ilustrada: Apesar dos filhos não confiarem na mãe, ainda a respeitam pela autoridade que ela possui… ou deveriam.

Os gêmeos alteram figuras de estrutura de personagem, sempre opostos à mãe. Se um aparenta maldade, o outro bondade, e assim os papéis vão se alterando durante a trama. O final pode ser surpreendente… e você vai querer ver de novo. O filme estreia em 25 de Fevereiro, nos cinemas Playarte.

Confira o trailer:

Apoio: Grupo Playarte

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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