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Orgulho e decepção se misturam em Batman v Superman
CINÉFILOS
23 mar 2016 | Por Jornalismo Júnior

por Maria Beatriz Barros
mabi.barros.s@gmail.com

– De 0 a 5, qual nota você daria a Batman vs Superman?
– Com dor no coração, 3,5.

Conversam dois críticos de cinema após a primeira exibição do filme Batman v Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016). Uma das estreias mais esperadas do ano, o longa irá, certamente, mexer com a estabilidade dos fãs dos super-heróis, com belíssimas cenas no melhor estilo blockbuster, mas deixa de explorar e desenvolver melhor diversos aspectos.

Após um atentado alienígena na cidade de Metrópolis, Bruce Wayne (Ben Affleck), perante todo o horror e a destruição presenciados, passa a nutrir certa desconfiança pelo Supeman (Henry Cavill), sob a crença de que ele atraiu tais ameaças ao nosso mundo. Meses mais tarde, o Kryptoniano alimenta o preconceito do bilionário, ao deixar que seu amor por Lois Lane (Amy Adams) afete seu discernimento e o deixe cair em uma emboscada, cujo objetivo era difamar o super-herói, ligeiramente bem-sucedido.

Em meio à picuinha entre Batman e Superman, Lex Luthor, jovem milionário com grande proeza tecnológica, usa sua genialidade para trazer o que há de pior nos heróis e colocá-los um contra o outro. O embate, em si, entre Batman e Superman não é o ponto alto do filme, mas sim a trama que os levou a chegar a ele, encabeçada por Luthor. Resalta-se, aqui, a atuação de Jesse Eisenberg, que apesar de ter conferido ao arqui-inimigo de Supeman ares da loucura psicótica de Coringa, não deixa de ser genial.

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Jesse Eiseberg interpreta um Alexander ‘Lex’ Luthor com fumaças da loucura psicótica de Coringa

A aparição de outros super-heróis da Liga da Justiça, como a Mulher Maravilha, Flash e Aquaman, era depósito de grande expectativa dos fãs DC Comics. No entanto, ainda que Gal Gadot pareça perfeita para interpretar a super-heroína, ela nos apresenta uma Diana Prince com traços de Selina Kyle (a Mulher-Gato), e uniforme que pouco remete a tradicional Mulher Maravilha. Quanto ao Flash e Aquaman, digamos que eles apenas fazem “uma ponta” no longa.

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Uniforme da Mulher Maravilha de Gal Gadot pouco lembra a composição vermelha e azul original.

As cenas de ação, de caráter blockbuster, remetem, e muito, às das histórias em quadrinho que deram origem aos super-heróis, inclusive (e infelizmente) na fragmentação dos quadros. O diretor Zack Snyder lança mão de cortes de câmera demasiados, como feito em videoclipes, e muitas cenas computadorizadas, que “quebram” um pouco da magia das HQ’s.

Contudo, o enredo confere uma base sólida para a história da Liga da Justiça, mostrando passagens curiosas, como o primeiro encontro de Clark Kent, Bruce Wayne e Diana Prince e desenvolvendo bem todos os lados, bons e ruins, das personagens. Há algo no filme capaz de saciar a ânsia dos amantes de histórias em quadrinhos, talvez a atuação (Ben Affleck é o primeiro Batman com queixo, diga-se de passagem), ou talvez só o imaginário que circunda os super-heróis que garantiu que o longa arrancasse suspiros e efusões de sentimentos dos espectadores.

O longa esteará no dia 24 de Março, já com sessões esgotadas. A pré-estreia aconteceu essa semana, no Cinépolis do shopping JK Iguatemi, na cidade de São Paulo. O Cinéfilos foi conferir e conversou com algumas celebridades que lá estavam, como Jairzinho, filho de Jair Rodrigues, e os youtubers Federico Devito, Christian Figueiredo e Maurício Meirelles.

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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