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Packers para brasileiros: glórias e fracassos de 100 anos de história
ARQUIBANCADA
01 ago 2018 | Por Jornalismo Júnior

Por André Netto e César Costa

(Imagem: USATSI)

Já não é novidade para ninguém do mundo dos esportes que o futebol americano é um dos novos queridinhos de parte dos brasileiros. De acordo com a revista Veja, existem mais de 15 milhões de pessoas que acompanham a NFL (National Football League), principal competição do mundo desta modalidade.

Dentro dela, várias franquias caíram no gosto dos brasileiros – New England Patriots, Minnesota Vikings, Seattle Seahawks –, mas uma especial vai ser o tema dessa matéria. O Arquibancada traz para vocês o futuro centenário Green Bay Packers e tudo que envolve um dos clubes de futebol americano mais populares no Brasil.

Informações básicas

Fundação: 1919

Localização: Green Bay, Wisconsin

Estádio: Lambeau Field (81.435 torcedores)

Títulos da NFL (antes da unificação): 1929, 1930, 1931, 1936, 1939, 1944, 1961, 1962, 1965

Super Bowls: 1966, 1967, 1996 e 2010

História da fundação: começo arrasador, tempos difíceis e retomada

O Green Bay Packers foi fundado em 1919 por Earl “Curly” Lambeau e George Whitney Calhoun – bisneto de Daniel Whitney, fundador da cidade de Green Bay –, que organizaram um grupo de pessoas no segundo andar do prédio da Green Bay Press-Gazette em busca de criar um time semi-profissional. Na época, poucos imaginavam o sucesso que se seguiria e, assim, não há muitos registros deste encontro realizado no centro da pequena cidade do estado de Wisconsin, que hoje abriga pouco mais de 100 mil habitantes.

Dois dias depois, o mesmo jornal anunciou que o time passaria a ser patrocinado pela Indian Packing Co., local onde Lambeau trabalhava e que havia disponibilizado verba para a compra de uniformes e equipamento. A partir daí, a equipe ganhou o principal de seus apelidos: Packers.

O time do Wisconsin, em seus dois primeiros anos de vida, venceu 18 jogos de 21 disputados contra os adversários locais. E assim veio o convite para a recém criada American Professional Football Association (que, em menos de um ano, passaria a se chamar National Football League). Na época, a liga era composta por 21 times, e, em sua primeira participação, os Packers tiveram quatro vitórias, três derrotas e três empates.

No ano seguinte, o clube começa a passar por dificuldades financeiras, já que a até então dona da franquia, Acme Packing Co., passa o controle para um pequeno grupo de pessoas liderados por Lambeau e Calhoun.

E em novembro de 1922 a situação começava a ficar crítica: fortes chuvas começaram a prejudicar a arrecadação do time em seus jogos. Um desses ocorreu no Thanksgiving, jogo que só ocorreu devido à pressão de Andrew Turnbull, um dos donos da Green Bay Press-Gazette, que se comprometeu a engajar a população para contribuir financeiramente com o time.

A força de vontade de Turnbull levou à criação da Green Bay Football Corporation, corporação sem fins lucrativos que passou a gerir a franquia. Desde então, os Packers são geridos por uma comunidade de fãs, que sustentam financeiramente o time e são um dos principais motivos da sobrevivência da equipe até hoje. Além disso, Green Bay era a segunda menor cidade da liga, o que torna mais surpreendente a continuidade dos Packers.

No início, foram vendidas mil ações custando cinco dólares cada. Atualmente, são 360.760 acionistas que detêm as 5.011.558 ações do clube. Aqueles que optam por ajudar financeiramente sua franquia têm o direito de votar qual será a diretoria da franquia, composta por um presidente, um vice, um tesoureiro, um secretário e mais três membros. Destes, apenas o presidente recebe salário.

As primeiras conquistas

Com as contas em dia, o time foi atrás de novas contratações, tanto jogadores de outras franquias como de universidades, deixando o time mais competitivo. Em 1929, três novas contratações se destacariam, levando o time a conquista de seu primeiro título nacional: Carl Hubbard, Mike Michalske e John “Blood” McNally. Sob o comando de Lambeau, agora técnico do time, eles seriam tricampeões consecutivamente e, posteriormente, entrariam para o Hall da Fama do esporte.

Após algumas temporadas sem sucesso, os Packers adquiriram, em 1935, Don Hutson, wide receiver que mudou os rumos da franquia e do esporte ao criar novas rotas. Em 1936, veio o primeiro dos três títulos conquistados pelo jogador em suas onze temporadas na equipe (também levou seu time ao topo em 1939 e 1944). Quando se aposentou em 1945, o atleta possuía grande parte dos recordes de sua posição, além de ter tido seu número 14 aposentado por Green Bay e ter sido incluído no Hall da Fama anos depois.

Em 1949, o lendário Curly Lambeau se despediu do comando do time, e novas dificuldades financeiras, somadas a trocas de técnicos, resultaram em péssimas campanhas durante a década de 50. O time também viu a necessidade de um novo estádio, e passou a mandar alguns jogos no Milwaukee County Stadium, prática que se manteve até 1995. Em 1957, foi inaugurado o Green Bay City Stadium, que, na época, tinha capacidade para pouco mais de 30 mil espectadores. A arena foi rebatizada em 1965 devido à morte de Lambeau e, atualmente, o Lambeau Field abriga 81.441 torcedores, o segundo maior da liga, atrás apenas do MetLife Stadium, em Nova Iorque.

A casa do Green Bay Packers ainda mantém uma arquitetura mais rústica (Imagem: Jim Matthews/USAT Network)

A dinastia de Vince Lombardi

Até que em 1959 os Packers contratam o até então coordenador ofensivo do NY Giants, Vince Lombardi, como técnico principal. Em seu primeiro jogo como técnico, os Packers venceram o Chicago Bears, seus rivais e, na época, favoritos, por 9 a 6. Naquele ano, o time terminou com mais vitórias do que derrotas pela primeira vez em 12 anos.

No ano seguinte, “O Papa”, como foi carinhosamente apelidado Lombardi devido à sua religião e metodologia de trabalho, levou o time novamente a uma final da NFL, contra o Philadelphia Eagles. Os Packers, contudo, acabaram perdendo por 17 a 13 aquela decisão, que foi a única derrota de Vince Lombardi nos playoffs em toda sua carreira.

A derrota de maneira alguma afetou o ânimo do time de Green Bay. Na verdade, aquele foi o começo de uma dinastia que viria a ganhar cinco campeonatos em sete anos. Os primeiros viriam em 1961 e 1962, com duas vitórias sobre os Giants, sendo a primeira um massacre por 37 a 0. Dentre os principais jogadores desta época estavam o quarterback Bart Starr, o fullback Jim Taylor e o linebacker Ray Nitschke, alguns dos 10 jogadores dos Packers que jogaram naquela época e foram para o Hall da Fama.

As duas próximas temporadas foram frustrantes para os Packers, que não conseguiram se classificar aos playoffs e acabaram jogando jogos de consolação para os times que ficaram em segundo em cada conferência. Contudo, a morte de Lambeau em 1965 motivou novamente o elenco, que chegou a mais uma final, desta vez contra o Cleveland Browns. E veio o terceiro título daquela geração, que venceu os Browns por 23 a 12.

A temporada de 1966 foi extremamente importante, tanto para Green Bay como para a NFL como um todo, já que foi marcada pelo primeiro Super Bowl, uma final realizada entre o campeão da NFL contra o campeão da American Football League (AFL). Esta fora criada em 1959 por dirigentes insatisfeitos com a falta de expansão da NFL, criando um campeonato rival.

Assim, no dia 15 de Janeiro de 1967, os Packers enfrentaram o Kansas City Chiefs no primeiro Super Bowl da história. Os cheeseheads, liderados por Bart Starr, o MVP (Jogador mais Valioso) da temporada, acabaram vencedores, e o quarterback acabou levando o prêmio de MVP do jogo após a vitória por 35 a 10.

A temporada de 1967 talvez seja a mais icônica do time do Wisconsin. Após uma campanha pior do que a do ano anterior, que já demonstrava sinais de que o time estava envelhecendo, os Packers chegaram como azarões para enfrentar o Los Angeles Rams. E o inesperado ocorreu: vitória por 28 a 7, e agora disputariam mais uma vez o título da conferência contra um de seus maiores rivais, o Dallas Cowboys.

Bart Starr comanda o time durante o Ice Bowl, no qual a temperatura chegou a atingir -30 ºC (Imagem: AP Photo)

Tal final ficou conhecida como Ice Bowl, devido às condições climáticas em que foi disputada a partida no Lambeau Field, e é considerada até hoje como um dos maiores jogos da história. Faltando pouco mais de quatro minutos no relógio, Starr levou seu time até a endzone adversária, onde ele mesmo correu para o touchdown virando o jogo para 21 a 17 com apenas 13 segundos restantes, e Green Bay estava no Super Bowl novamente.

Desta vez o adversário seria o Oakland Raiders, em partida realizada no Miami Orange Bowl. Bart Starr se destacaria mais uma vez, comandando o time para a vitória por 33 a 14. Pela segunda vez, os Packers eram tricampeões consecutivos, feito que até hoje só foi realizado pelos cabeças de queijo. A partida também foi a última de Vince Lombardi sobre o comando do time – ele viria a falecer em 1970, vítima de um câncer. No mesmo ano, a NFL rebatizou o troféu entregue ao vencedor do Super Bowl em sua homenagem.

Troféu Vince Lombardi em exposição semanas antes do Super Bowl XLV (Imagem: Getty Images)

A chegada de Brett Favre

Os próximos 30 anos seriam bem obscuros para Green Bay. Por anos, o time ficou sem chegar aos playoffs. A situação só começou a melhorar com a chegada do quarterback Brett Favre em 1992, que viria a ser MVP por três temporadas seguidas (1995, 1996 e 1997), tornando-se um dos maiores nomes da história do esporte.

A partir de então, o time passou a frequentar novamente a pós-temporada, chegando a dois Super Bowls em seguida, nas temporadas de 1996 e 1997. No primeiro, os Packers enfrentaram o New England Patriots, e acabaram campeões após uma vitória por 35 a 21. Porém, na temporada seguinte, eles não iriam conseguir repetir o mesmo feito, caindo para o Denver Broncos por 24 a 17.

Brett Favre liderou o time para campanhas sólidas até 2005, quando o time teve uma campanha péssima e não chegou aos playoffs. No mesmo ano, Green Bay draftou Aaron Rodgers para ser seu substituto, já que Favre estava com 36 anos e suas performances estavam ficando piores.

Aaron Rodgers: ídolo dos tempos contemporâneos

Aaron Charles Rodgers nasceu em 1983, na Califórnia. Lá, começou jogando pelo Butte Community College mas logo foi transferido para a Universidade da Califórnia, por onde jogaria durante 2003 e 2004. Mesmo tendo ótimos números – por exemplo igualando o recorde da NCAA (Associação Atlética Universitária Nacional, em inglês) de 23 passes consecutivos num mesmo jogo –, Aaron só foi ser escolhido na 24ª rodada do Draft, sendo o segundo quarterback a ser draftado.

Draftado em 2005, Rodgers teve que esperar um pouco para assumir a titularidade (Imagem: Getty Images)

Seu começo foi um pouco preocupante. Somente em 2008, quando Favre se mudou para o Jets, Rodgers iniciou sua primeira temporada como titular. E o torcedor do Packers não poderia ter pedido substituto melhor para sua antiga lenda.

Nas duas temporadas de estreia, Rodgers já bateu o recorde de lançar para 4 mil jardas. Em 2010, o primeiro ano de glória: depois de 14 anos sem o título, os Packers venceram o Pittsburgh Steelers por 31 a 25 e levaram o quarto Super Bowl de sua franquia. O camisa 12 foi eleito o MVP da decisão.

Um movimento em especial transformou Aaron em um dos QB’s mais famosos do mundo: Hail Mary (Ave Maria). Para quem não conhece, Hail Mary é uma jogada de desespero dentro do futebol americano. Quando não há mais tempo, o quarterback lança a bola já de uma distância absurda e tenta o touchdown. Rodgers ficou conhecido como Hail Mary King justamente por ter obtido sucesso em inúmeras tentativas dessa jogada impossível. Um episódio em especial ficou marcado: o milagre de Motown.

Draftado em 2005, Rodgers teve que esperar um pouco para assumir a titularidade (Imagem: USA Today Sports)

Dezembro de 2015, o jogo era Green Bay Packers contra Detroit Lions. Os Packers chegaram a ficar com uma desvantagem de 20 pontos, mas conseguiram chegar no último quarto com o placar de 23 a 21 a favor do Detroit. Praticamente sem tempo no relógio, a última jogada da partida veio devido a uma penalidade da equipe do Lions, e os Packers poderiam lançar uma última bola – era tudo que Rodgers precisava. O camisa 12 fugiu do pocket fintando dois defensores antes de lançar a uma distância de 63 jardas da endzone. Richard Rodgers recebeu a bola justamente dentro dela, fazendo com que o jogo terminasse 27 a 23 para o Green Bay, uma virada que ficou para a história.

Em todos esses 13 anos de Packers, Aaron Rodgers se destacou individualmente e conquistou diversos prêmios: duas vezes eleito MVP pela NFL, cinco vezes selecionado para o Pro Bowl, melhor rating de quarterback numa temporada (122,5), entre outros. Mas, maior do qualquer prêmio, foi a idolatria que conquistou e a forma como os fãs do Green Bay começaram a ver além de uma pessoa normal, simplesmente uma lenda.

O que esperar do Green Bay Packers de 2018?

Green Bay Packers começa 2018 sob muita desconfiança. Na última temporada, ficou devendo bastante: nem sequer qualificou-se para os playoffs. Marcada por diversas lesões, a péssima temporada de 2017 pode ser simbolizada pelo confronto contra o Minnesota Vikings. Um dos maiores rivais venceu por 16 a 0 um time muito desfalcado do Packers, inclusive sem Aaron Rodgers, principal peça do time.

Em termos de contratações, Green Bay ainda busca uma renovação de contrato com Rodgers. O astro mundial assinou um contrato de cinco anos em 2013, o que fez com que, durante esse tempo, outros jogadores menos talentosos da sua posição tivessem remunerações melhores. Rodgers é apenas o décimo atleta mais bem pago da NFL e a expectativa é que, após a renovação, seja o primeiro dessa lista.

Jordy Nelson não continua em Green Bay (Imagem: Ron Chenoy/USA Today Sports)

Além disso, também houve a perda de Jordy Nelson. O wide receiver teve vários bons momentos em Green Bay, inclusive sendo um dos mais acionados em campo na última década, mas seu recente período de lesões somado a um alto salário fizeram com que ele não tivesse seu contrato renovado. Porém, também há quem chegue: o tight end Jimmy Graham, ex-Seattle, chega como free agency e pode agregar bastante ao elenco, principalmente sendo um alvo confiável para Rodgers. Confira todas as transferências até o momento:

Entradas: TE Jimmy Graham, QB DeShone Kizer, DL Muhammad Wilkerson, CB Tramon Williams, CB Davon House, QB Joe Callahan, P Jake Scott, LS Hunter Bradley; OL Jacob Alsadek, OL Alex Light, QB Tim Boyle, C Austin Davis, S Raven Greene; LB Parris Bennett, LB Naashon Hughes, LB CJ Johnson, LB Marcus Porter, DT Tyler Lancaster, OT Kyle Meadows, DT Filipo Mokofisi, TE Kevin Rader, DE Conor Sheehy, G Cole Madison, DT James Looney, DE Kendall Donnerson, LB Greer Martini, TE Ryan Smith, WR J’Mon Moore, WR Marquez Valdes-Scantling, WR Equanimeous St. Brown, CB Jaire Alexander, CB Josh Jackson and LB Oren Burks, TE Marcedes Lewis, OL Byron Bell, DT Joey Mbu, OT Kyle Meadows, WR Adonis Jennings, WR Kyle Lewis e G Ethan Cooper

Saídas: WE Jordy Nelson, CB Damarious Randall, CB Sam Shields, LB David Talley, P Justin Voge, OL Jacob Alsadek, WR Colby Pearson

O Packers abre a pré-temporada jogando contra Tennessee Titans, Pittsburgh Steelers, Oakland Raiders e Kansas City Chiefs e inicia sua jornada na NFL jogando contra o Chicago Bears, fora de casa.

No centenário do clube, nada foi definido como impossível. Chegar aos playoffs é totalmente palpável, independente dos fracassos da última temporada. E depois disso, é jogar um jogo de cada vez. É verdade que se o Packers tiver uma onda de lesões, e Rodgers não estiver em alta, dificilmente a equipe conseguirá ir longe em 2018. Mas, se justamente o contrário acontecer, os cheeseheads podem sonhar bem alto.

Falando com quem é apaixonado

Heriberto Ávalos Franco Neto, 21 anos (Imagem: Reprodução/Facebook)

Ninguém melhor para falar de futebol americano do que um jogador e torcedor. Heriberto Ávalos Franco Neto é quarterback do São Paulo Storms e também torcedor do Green Bay Packers. Na conversa com o Arquibancada, ele contou um pouco dessa vivência de torcer num esporte ainda distante da maioria dos brasileiros.

Arquibancada: Como foi seu primeiro contato com o futebol americano? Quando começou a acompanhar o Green Bay Packers?

Heriberto: Lembro que eu era pequeno, tinha um PlayStation 2 e comprei o Madden 2006, por volta de 2009. Foi o primeiro contato assim de olhar e de tentar jogar alguma coisa. Eu não entendia nada da regra do jogo, tive muita dificuldade.
Em 2009, comecei a assistir e foi quando acabei me identificando com o Packers. Ao longo da temporada, quando você começa a assistir jogos de vários times, vê algum que você eventualmente se identifica mais. Acabei me identificando com o Packers, e, porventura, foi o ano em que o Green Bay acabou levando o Super Bowl, mas eu comecei a me identificar durante a temporada.

A: Futebol americano no Brasil?

H: Para o esporte crescer aqui, tem que amadurecer, assim como o basquete, o vôlei, outros esportes que prosperam além do futebol – eles estão aqui no Brasil há muito mais tempo. O vôlei já é uma potência há muito tempo. Para o futebol americano vingar mais ainda como um esporte, para as pessoas torcerem e tudo mais, é isso que falta, até porque eu jogo aqui e, de uns tempos para cá,  tenho percebido uma evolução muito grande na parte da organização dos times como instituições, do próprio nível do jogo que a gente vê sendo jogado. É isso que falta, um pouco mais de tempo. E com organização, tudo tende a se desenvolver muito bem. O que chama torcedor é um evento bem organizado e um jogo de alto nível.

A: O que Aaron Rodgers representa para o torcedor do GB?

H: Aaron Rodgers representa muito. Também jogo de QB, então ele é meu ídolo máximo. Torço muito para ele como jogador do meu time, como o cara que é a cara da minha franquia, o cara que pode levar meu time até o título, mas pessoalmente também ele é um ídolo e uma referência de como quero jogar, do que o atleta é, de líder e tudo mais. O Aaron Rodgers é um cara sensacional e é meu ídolo máximo no esporte.

A: Como é torcer apenas por cinco meses no ano?

H: Gera muita expectativa dentro da temporada porque fica de dezembro até setembro, mais ou menos, esperando o campeonato começar, então a gente acaba consumindo muito material e ficando na expectativa. Quando rola o combine da NFL, os testes dos atletas universitários, para poderem ser escolhidos pelos times, a gente já assiste muito de perto. Quando tem o Draft, a gente assiste muito de perto, fica especulando se as picks vão vingar ou não, acompanha um pouco de como estão sendo os treinamentos de pré-temporada. Então gera uma expectativa muito grande e a gente tenta aproveitar o máximo quando está rolando.

Mas essa noção de que os esportes não duram tanto tempo assim é uma coisa que a gente acaba sendo desfalcado no Brasil, porque o futebol fica em temporada muito tempo. Mas, mesmo o próprio futebol, na Europa, é disputado em menos meses que aqui.

Essa questão de serem só cinco meses acaba contribuindo para o espetáculo, porque os jogadores se preparam mais, os times entram mais refinados, então é raro você ver um jogo feio. Deixa o esporte com mais qualidade, aumenta a expectativa dos torcedores e, consequentemente, aumenta a audiência – são muito menos jogos que você pode assistir, então você tenta assistir o máximo que conseguir.

A: Expectativas para a próxima temporada

H: Para esse temporada, estou com as expectativas altas, porém nem tanto. Se eu sei que o Aaron Rodgers é o quarterback mais talentoso da NFL, ao mesmo tempo tenho consciência de que tem outros elencos e outros times muito mais consolidados do que o Green Bay, prontos para serem campeões. A gente está dependendo muito de como nossas picks do último draft vão se desenvolver, se alguns jogadores segundo anistas agora vão conseguir entrar e jogar melhor na segunda temporada. Então, a gente tá dependendo de muitas coisas além do talento do Aaron para poder prosperar. Imagino que a gente consiga ir para os playoffs mas saber dizer se o time vai poder ir além disso e aspira realmente a ser campeão depende muito de algumas variáveis que a gente só vai conseguir avaliar mesmo depois da temporada.

 

 

 

Arquibancada
O Arquibancada é a editoria de esportes da Jornalismo Júnior desde 2015, quando foi criado. Desde então, muito esporte e curiosidades rolam soltos pelo site, sempre duas vezes na semana. Aqui, o melhor de todas as modalidades, de todos os pontos de vista.
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