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Parque do Inferno: Mistura de clichês mal executada
CINÉFILOS
22 nov 2018 | Por Cinéfilos

Um grupo de amigos decide passar a noite de Halloween em um parque temático de horror da cidade. Após chegarem ao local, começam a ser perseguidos por um homem mascarado. Premissa incomum? Se analisada com cautela, essa história é mais corriqueira do que se imagina. Parque do Inferno (Hell Fest, 2018) entrega uma narrativa previsível, mal executada e com poucas cenas memoráveis, sendo apenas mais um filme da leva de terrores adolescentes que apenas buscam sustos rápidos.

O roteiro é um dos principais problemas. Por ser previsível, é muito fácil saber aqueles que vão morrer e aqueles que vão sobreviver. Nenhum personagem possui profundidade e é desenvolvido ao ponto de gerar empatia no espectador. Todos são estereotipados e caricatos: a mocinha, o cara bonzinho, o alívio cômico. Essa bidimensionalidade faz com que não seja prazeroso acompanhar os protagonistas.

Bex Taylor-Klaus, conhecida pela série Scream, é muito mal aproveitada no longa. (Imagem: Reprodução)

No que diz respeito às atuações, todas são muito forçadas e inverossímeis. A única realmente notável é a de Natalie (Amy Forsyth), personagem de maior destaque. Mas mesmo se esforçando, principalmente em cenas mais tensas a atriz, ainda assim, apresenta performance mediana.

Um dos poucos pontos em que o longa acerta é no design de produção. Toda concepção do Parque do Inferno é muito bonita. É um espaço grande que foi bem aproveitado. Além disso, o uso de uma fotografia mais colorida quebra um pouco do padrão do uso de cores mais apagadas em filmes de terror.

Tons vibrantes predominam no ambiente (Imagem: Reprodução)

A direção não merece destaque. Algumas cenas, além de desnecessárias, foram filmadas de forma incômoda, como se o diretor quisesse ousar mas sem saber como. Natalie está no banheiro quando o assassino surge. Ele quase a toca, sem que a mesma perceba. Após o homem sumir, a garota é mostrada dentro do banheiro urinando, através de posições de câmera sem sentido, que aparentam ser justificadas por um ataque posterior. Deveria ser uma cena tensa, mas que torna-se mais cômica devido às circunstâncias e a execução prática.

Em diversos momentos a trama tenta brincar com o falso versus a realidade. Um homem mascarado que persegue jovens em um parque de terror onde as pessoas que trabalham lá tem como objetivo assustar os visitantes. Esse recurso é mal utilizado pois só serve para gerar jumpscares insossos e gratuitos.

Mesmo com um final que busca ser subversivo e diferente do que o público está acostumado, Parque do Inferno não passa de uma colagem mal ajambrada de clichês de filmes de terror juvenis.

O filme estreia dia 22 de novembro nos cinemas brasileiros, confira o trailer abaixo:

Por Marcelo Canquerino
marcelocanquerino@gmail.com

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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