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Policiais, juízes e juri
CINÉFILOS
21 set 2012 | Por Jornalismo Júnior

Num futuro próximo e extremamente violento, uma megalópole sofre para combater a violência e o tráfico de drogas. É esse o cenário de Dredd (Idem, 2012), novo filme do pouco conhecido diretor Pete Travis. A adaptação da HQ britânica não poupa esforços em reproduzir a violência dos gibis na tela de cinema, e não foi a primeira vez que o juiz Dredd esteve nas telonas. Em 1995 a adaptação Judge Dredd (Idem, 1995) da mesma HQ foi lançada no cinema e estrelada por Sylvester Stallone. Foi um fracasso de bilheteria: foram gastos US$ 90 milhões enquanto o lucro foi de apenas US$ 34,6 milhões.

Para combater uma literal “guerra de todos contra todos” entram em ação juízes, que também agem como policias e júri, perseguindo criminosos, decidindo sobre seus futuros e executando as sentenças. São dois desses juizes que nos acompanham no decorrer da história, o veterano “de guerra” Dredd e a novata com poderes mediúnicos Anderson.


O que chama a atenção é a forma com que esses juizes nos são apresentados. São completamente cobertos por armaduras que nos impedem, inclusive, de ver seus rostos. Em momento nenhum reconhecemos a fisionomia de Dredd, a única forma de sabermos que por traz do capacete está o ator Karl Urban – de Jornada nas Estrelas (Star Trek, 2013) e O Senhor dos Anéis (The Lord Of the Rings, 2002/2003) – é  reconhecendo a voz. Assim os criminosos são perseguidos e executados sem ao menos ver aqueles que os sentenciaram a morte.

Slo-mo é a nova droga que vem consumindo a metrópole, seus usuários passam a ver o mundo em câmera lenta. A chefe do tráfico que comanda a venda do Slo-mo é a violentíssima “Ma Ma”, conhecida por torturar impiedosamente aqueles que atrapalham suas atividades. É nesse contexto que somos apresentados a uma seqüência quase interminável de formas sangrentas de torturas e assassinatos, tanto por parte dos traficantes quanto por parte dos juizes. São tantas as seqüências de violência que ao fim da exibição parecemos visualmente imunes a tanto sangue. Há uma clara intenção do diretor em chocar o público ao mostrar uma metrópole que chegou ao seu limite, entretanto a crueldade trazida da HQ ao longo de todo o filme faz com que após 95min estejamos cansados de muito do mesmo.

Assim, entramos em contato com uma cidade que perdeu o controle sobre seus principais problemas. A melhor solução encontrada para tentar combater estes problemas, foi armar uma verdadeira guerra contra aqueles que, de longe ou de perto, estão ligados a qualquer prática de crime. Para quem gosta de filmes sangrentos Dredd promete não decepcionar.

Por Mariane Roccelo
mariane.roccelo@gmail.com

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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