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Quando as Luzes se Apagam: mistura de terror e drama familiar, mediano nos dois
CINÉFILOS
15 ago 2016 | Por Jornalismo Júnior

por Mel Pinheiro
mel.pinheiro.silva@gmail.com

Curta-metragens são a porta de entrada de muitos diretores iniciantes para chamar a atenção de produtores e conquistar uma pontinha em Hollywood. No gênero de terror, foi o caso de Mama (2013), inspirado em um curta homônimo. O mesmo aconteceu quando o cineasta David F. Sandberg ganhou um concurso de curta-metragens de horror, recebendo os olhares do mais novo queridinho do terror: James Wan, que produziu o longa-metragem Quando as Luzes se Apagam (Lights Out, 2016).

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O grande desafio desses novos diretores é conseguir criar uma história que sustente um longa-metragem inspirado nos poucos minutos dos curtas que o originaram. Nesse filme, Sandberg resolveu criar um drama familiar para ser a base da história horripilante. O resultado, porém, é apenas mediano.

A protagonista da história é Rebecca (Teresa Palmer), uma jovem adulta que saiu de casa após conflitos com a mãe, Sophie (Maria Bello). A morte do atual marido de Sophie traz de volta para a casa alguns eventos inexplicáveis, nos quais a própria Rebecca passou quando era mais nova, agora atingindo seu irmão mais novo, Martin (Gabriel Bateman). Para proteger a criança, a moça precisa enfrentar e descobrir qual a verdadeira origem de Diana, a assustadora criatura que apenas aparece no escuro.

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Os sustos são mecanismos importantes para tornar filmes de terror interessantes e até mesmo divertidos. Porém, as cenas devem ser construídas usando dos elementos com atenção e cuidado, para que não sejam gratuitas. O que infelizmente acontece aqui é uma sequência de cenas mal elaboradas, em que os sustos se tornam previsíveis e irritantes. A necessidade de tentar surpreender o espectador atrapalha até algumas cenas importantes para se entender a dinâmica familiar das personagens, comprometendo também o drama que quer ser construído.

Apesar disso, o filme tem suas qualidades. A quebra de alguns clichês e sutis piadas de meta-linguagem o tornam menos pior. As boas atuações do trio principal também ajudam na simpatia do público com os personagens, que não são tão estúpidos como acontece com a maioria dos terrores. A duração de apenas 91 minutos e um final satisfatório são ideais para um filme despretensioso como este se propõe a ser.

Quando as Luzes se Apagam estreia nos cinemas brasileiros no próximo dia 18 de agosto. Confira o trailer:

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