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Queridinha de Hollywood
CINÉFILOS
30 jun 2008 | Por Jornalismo Júnior

Cris Sinatura

Pense em Meg Ryan. Qual o primeiro filme que lhe vem à cabeça? Provavelmente alguma das várias comédias românticas que ela já protagonizou. Mas, por trás de papéis quase sempre água-com-açúcar e da combinação cabelos-loiros-e-olhos-verdes, há uma atriz tão versátil quando flexível.

Ela já se apaixonou por um anjo em uma sugestiva Los Angeles; já viveu o drama de uma mulher que luta contra o alcoolismo por amor ao marido e às filhas; já descobriu que sua paixão virtual era, na verdade, seu maior inimigo nos negócios; já esteve na pele de uma moderna e bem sucedida executiva que reencontra o amor em um duque do século 19.

Sua estréia no cinema foi em 1981, no filme “Ricas e Famosas”. Mas foi ao lado de Billy Crystal, com “Harry e Sally – Feitos um para o outro”, oito anos depois, que Meg Ryan conheceu o status mais elevado de Hollywood. Com uma história (batida) de um casal que primeiro se odeia para depois cair de amores, a atriz passou a ser figurinha concorrida para as comédias românticas. No tempo entre sua estréia no cinema e seu boom hollywoodiano, Meg Ryan estrelou ao lado de Tom Cruise um clássico dos anos 80, “Top Gun – Ases Indomáveis”. No criativo “Viagem Insólita”, da mesma década, Ryan conheceu o ator Dennis Quaid, com quem teve um casamento de dez anos e tem um filho de treze.

Com Tom Hanks, Meg Ryan encontrou a melhor química em cena. Juntos, eles estrelaram “Joe Contra o Vulcão”, em 1991, “Sintonia do Amor” (95) e o clássico das comédias água com açúcar “Mensagem pra você” (98). Em “Cidade dos Anjos”, Meg Ryan emocionou multidões ao dar vida, ao lado de Nicolas Cage, ao romance entre uma médica mortal e um anjo errante. Iris, a doída canção da banda Goo Goo Dools que embala o drama, virou trilha sonora para milhões de casais apaixonados mundo afora.

É fato que ator nenhum gosta de ver sua carreira estigmatizada por um único papel ou um tipo restrito de atuação. Mas às vezes é inevitável. Talvez não tanto quanto esteja o personagem Neo para o lacônico Keanu Reeves ou as comédias-de-doer-a-barriga para o incomparável Jim Carrey, os romances são o rótulo da carreira de Meg Ryan. Mas que se afaste a negatividade desta crítica. Meg é boa no que faz e serve de mestre para as mais jovens das queridinhas hollywoodianas, como Reese Whiterspoon e Drew Barrymore. Prova disso é que ela não se acomoda e – mais importante – suas empreitadas por gêneros que não a comédia romântica são bem aventuradas.Veja-se “Em Carne Viva”, longa de 2003 em que há, sim, um romance (com o detetive de Mark Rufallo), mas que foca muita mais na obscuridade que a investigação de um assassinato confere a esse envolvimento. Nessa mesma mistura de drama com suspense, Meg Ryan move esforços para resgatar o marido seqüestrado, com a ajuda de Russel Crowe, em “Prova de Vida”. Esses são dois papéis que vêm provar a versatilidade de Meg Ryan e que nem só de mocinhas apaixonadas é feita sua carreira.

O que coloca Meg Ryan no topo da consagração em Hollywood é essa flexibilidade que a permite dar vida a personagens tão diversas. É a capacidade de não se limitar a um estereótipo e, rompendo-o, mostrar-se tão bem desenvolta quanto em seus papéis-rótulos.

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