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Retrospectiva 2019: A ascensão do futebol feminino
ARQUIBANCADA
31 dez 2019 | Por Amanda Capuano e André Netto

O ano de 2019 chega ao fim após grandes eventos, novos nomes entrando para a história e personagens já consagrados aumentando seus recordes. Copa do Mundo da França, Copa América e os Jogos Panamericanos marcaram o ano. O Arquibancada relembra tudo o que aconteceu em 2019 no mundo dos esportes.

 

A Copa da França e um ano inesquecível para o futebol feminino

Depois de muito menosprezado, o futebol feminino teve um ano de ouro em 2019. Pela primeira vez na história, a Copa do Mundo Feminina foi exibida na televisão aberta brasileira, e bateu recordes no país e no mundo – mais de 1 bilhão de telespectadores acompanharam as 24 seleções que disputaram a taça na França, um marco importante na luta das mulheres por visibilidade no futebol.

Na disputa, quem levou a melhor foi a seleção dos Estados Unidos, que fez uma campanha histórica e se sagrou campeã pela quarta vez – a segunda seguida – ao bater a Holanda por 2 a 0 na grande final em Lyon, com gols de Rapinoe e Lavelle. As americanas ainda estabeleceram a maior goleada da história da competição ao derrotar a Tailândia na fase de grupos com um impressionante placar de 13 a 0. Para fechar o bom desempenho, Megan Rapinoe ainda levou para casa a cobiçada Bola de Ouro.

Seleção feminina dos Estados Unidos comemora tetracampeonato na França

Seleção dos Estados Unidos comemora tetracampeonato na França [Imagem: Bernadett Szabo/Reuters]

Já para as canarinhas, o desfecho não foi tão feliz quanto ditavam as expectativas. A seleção se classificou para as oitavas de final com vitórias contra Jamaica e Itália, e uma derrota para a Austrália, mas caíram para as anfitriãs francesas na prorrogação. Marta, porém, entrou para a história ao atingir a marca de 17 gols em copas, superando o alemão Miroslav Klose e se tornando a maior goleadora em mundiais. Além disso, terminou a competição como a única – dentre homens e mulheres – a marcar em 5 edições do torneio.

Impulsionado pela visibilidade da Copa do Mundo, o futebol feminino brilhou nas competições nacionais e internacionais. No Brasil, a obrigatoriedade de que todos os clubes inscritos na série A tenham uma equipe feminina passou a valer em 2019 e impulsionou a modalidade no país. Tal fato fez com que ela ganhasse até transmissão do Brasileirão na TV aberta. Entre os destaques nacionais, Ferroviária e Corinthians protagonizaram a final do Campeonato Brasileiro, vencido pela equipe de Araraquara nos pênaltis, e também a decisão da Libertadores da América, com gosto de revanche para as alvinegras, que levaram o título em Quito.

 

Brasil conquista a América sem Neymar Jr.

Na quinta Copa América sediada no país, o Brasil confirmou o favoritismo e conquistou o nono título do torneio sem Neymar Jr., – cortado semanas antes por uma lesão no tornozelo direito – contradizendo as declarações do técnico Tite quanto à indispensabilidade do jogador. 

Mas a verdadeira surpresa da edição não foi o Brasil, mas o vice-campeão Peru. A seleção de Paolo Guerrero não ia a uma final desde 1975, 44 anos antes, e chegou a perder de 5 a 0 para o Brasil durante a fase de grupos. Apesar da goleada, os peruanos se classificaram para o mata-mata e derrotaram a tradicional seleção uruguaia nos pênaltis pelas oitavas de final, avançando para a última etapa depois de uma vitória por 3 a 0 sobre os chilenos. Já os canarinhos tiveram pela frente uma disputa acirrada contra os paraguaios em jogo válido pelas oitavas, enquanto na semifinal, derrotaram os hermanos argentinos por 2 a 0 em Belo Horizonte. 

Daniel Alves comemora título da Copa América

Daniel Alves beija a taça da Copa América após final no Maracanã [Imagem: AFP]

O confronto final se deu no Maracanã. Com a casa cheia, os brasileiros derrotaram a seleção peruana por 3 a 1 com gols de Everton, Gabriel Jesus e Richarlison. Paolo Guerrero, artilheiro da competição ao lado de Everton, também marcou o seu na decisão.

 

Um Brasil dourado no Pan-Americano e Parapan de Lima

O Brasil teve a melhor campanha de sua história no Pan-Americano de Lima em 2019, o que lhe rendeu o segundo lugar no quadro de medalhas, atrás apenas dos Estados Unidos – feito que ocorreu pela última vez em 1963, no Pan de São Paulo. No total, os brasileiros conquistaram 171 medalhas na competição – sendo 55 de ouro, 45 de prata e 71 de bronze. 

Dentre os destaques, modalidades tradicionais como a Natação, a Ginástica Artística e o Judô garantiram medalhas, mas conquistas inéditas como o ouro de Ygor Coelho no Badminton e de Milena Titoneli no Taekwondo fizeram a diferença no quadro geral. Os brasileiros bateram ainda o recorde de ouros na competição com 55 medalhas (três a mais do que as conquistadas em 2007, no Rio de Janeiro)..

Delegação Brasileira no Pan de lima [Imagem: Secretaria Especial do Esporte/Divulgação]

Delegação Brasileira no Pan de lima [Imagem: Secretaria Especial do Esporte/Divulgação]

Já no Parapan, ninguém foi páreo para os atletas brasileiros. A delegação liderou o quadro de medalhas e fez a melhor campanha da história da competição – foram 308 no total, sendo 124 ouros, 99 pratas e 85 bronzes. É a quarta edição consecutiva em que o Brasil fica no topo do quadro de medalhas, e o grande feito veio das piscinas. Em Lima, a equipe da natação somou 127 conquistas, quase metade do total.

31.08.19 - Jogos Parapanamericanos Lima 2019 - Time de Natação . Foto: Ale Cabral/CPB

Delegação brasileira de natação no Parapan-Americano de Lima [Imagem: Assessoria Comitê Paralímpico Brasileiro]

 

O começo de 2019 no futebol

A temporada de futebol brasileiro começou com o São Paulo ganhando a Copa São Paulo em cima do Vasco. Alguns dos jogadores dessa decisão, como Antony e Talles Magno, subiram e se destacaram no profissional. Em seguida, os estaduais consagraram alguns dos clubes mais populares do Brasil. O Corinthians foi tricampeão paulista em cima do São Paulo e o Flamengo ganhou do Vasco, levando o campeonato carioca.

Fora do eixo Rio-São Paulo, o Cruzeiro derrotou seu maior rival, o Atlético Mineiro, na final pelo segundo ano consecutivo. No Sul, Grêmio, Athletico Paranaense e Avaí começaram o ano com o pé direito. O Fortaleza, do técnico Rogério Ceni, conquistou a Copa do Nordeste pela primeira vez, e o Cuiabá ficou com a Copa Verde, que reúne times da região Norte e Centro Oeste do Brasil.

 

Dentro de campo, o Flamengo encanta o Brasil e a América

O ano do Flamengo já havia começado muito bem com a conquista do campeonato carioca. Apesar do bom resultado no estadual, a torcida e os dirigentes do clube esperavam um rendimento melhor em campo, principalmente após contratações de peso como as de Bruno Henrique e Arrascaeta. Abel Braga não aguentou a pressão e, no final de maio, pediu demissão do cargo.

A chegada de Jorge Jesus mudou o patamar do Flamengo. Com uma marcação alta, velocidade para atacar e vontade de massacrar todos os adversários, o clube da gávea deixou Santos e Palmeiras para trás e conquistou com tranquilidade o Campeonato Brasileiro. 

Mas o título mais importante do rubro-negro foi a Libertadores, conquistado pela segunda vez em sua história após 38 anos de espera. A campanha que começou com uma classificação suada nos pênaltis sobre o Emelec ainda contou com uma goleada por 5 a 0 na semifinal contra o Grêmio, e foi coroada com uma virada nos últimos minutos na final contra o River Plate no Peru. O resultado foi um final de semana perfeito para o clube, campeão da América no sábado e do Brasil no domingo, com a derrota do Palmeiras para o Grêmio por 2 a 1.

Gabigol, autor dos dois gols do Flamengo na final, ergue a taça da Libertadores [Imagem: Raul Sifuentes/Getty Images]

Gabigol, autor dos dois gols do Flamengo na final, ergue a taça da Libertadores [Imagem: Raul Sifuentes/Getty Images]

Contudo, o ano do Flamengo ficou manchado por uma tragédia: em fevereiro, um incêndio no alojamento no Ninho do Urubu resultou na morte de dez jovens das categorias de base. O time que investiu mais de R$ 200 milhões em jogadores para o profissional ainda luta na justiça contra as indenizações, e até agora só fechou acordo com quatro das dez famílias.

 

Um ano para se lembrar para o Athletico e se esquecer para o Cruzeiro

Assim como o Flamengo, o ano de 2019 também ficou marcado na história do Athletico Paranaense. Comandado por Tiago Nunes (que assumirá o Corinthians em 2020), o time conquistou sua primeira Copa do Brasil na história. Eliminou o Fortaleza nas oitavas, passou por Flamengo e Grêmio nas fases seguintes e derrotou o Internacional nos dois jogos da final para ficar com o título.

Já o Cruzeiro teve um ano para se esquecer. Apesar de começar 2019 com o título do Campeonato Mineiro, o clube não se encontrou no Brasileirão. Com problemas extra-campo e escândalos envolvendo a diretoria, o cabuloso teve quatro técnicos diferentes ao longo da competição e acabou rebaixado para a segunda divisão pela primeira vez em sua história.

 

Na Europa e no mundo, quem reina é o Liverpool

Depois de bater na trave no ano passado, os Reds conquistaram sua sexta Champions League vencendo o Tottenham por 2 a 0 na decisão. O grande momento da campanha do Liverpool foi a virada épica no placar agregado contra o Barcelona. Após perder o primeiro jogo por 3 a 0, os comandados de Jürgen Klopp aplicaram um histórico 4 a 0, com um time desfalcado (Salah e Firmino não participaram da partida) e Origi saindo como herói.

Jogadores do Liverpool celebram a conquista da Champions League [Imagem: VI-Images/Getty Images]

Jogadores do Liverpool celebram a conquista da Champions League [Imagem: VI-Images/Getty Images]

Para fechar o ano de 2019, o clube inglês ainda se sagrou campeão mundial pela primeira vez, vencendo o Flamengo na prorrogação. Em 2020, o Liverpool busca manter a boa liderança que tem no Campeonato Inglês para conquistar seu primeiro troféu da era moderna.

 

Soberania de Lewis Hamilton nas pistas se confirma por mais um ano

Pelo terceiro ano consecutivo, ninguém foi páreo para a genialidade de Lewis Hamilton nas pistas. Depois de uma pré-temporada abaixo do esperado, o inglês venceu 11 dos 21 GPs, tornando-se hexacampeão mundial com um segundo lugar no GP dos Estados Unidos. No antepenúltimo circuito do ano, ele precisava apenas da um oitava colocação para conquistar , tranquilamente, mais um campeonato em Austin, no Texas.

Lewis Hamilton faturou hexa da Fórmula 1 no GP dos EUA [Imagem: Mark Thompson/Getty Images]

Lewis Hamilton faturou hexa da Fórmula 1 no GP dos EUA [Imagem: Mark Thompson/Getty Images]

O finlandês Valtteri Bottas, segundo colocado na classificação geral com 87 pontos a menos, até tentou dar trabalho ao companheiro de equipe no início, mas foi logo deixado para trás pela habilidade do inglês ao volante da Mercedes. Quem também deu uma canseira em Lewis na temporada foram os novatos Charles Leclerc e Max Verstappen, que se firmaram como grandes promessas da nova geração. Nada que realmente ameaçasse a soberania do hexacampeão, que mostrou mais uma vez porque é considerado um dos maiores da história quando colocado sob pressão.

Na melhor fase de sua carreira até então, Hamilton vem para 2020 na busca de um feito histórico: o piloto está a apenas sete vitórias e um título mundial dos recordes de Michael Schumacher na Fórmula 1. Se tudo correr como o esperado, a temporada de 2020 tem tudo para ser ainda mais grandiosa para inglês.

 

O fim da dinastia dos Warriors na NBA

A temporada da NBA começou com um claro favorito: o Golden State Warriors de Kevin Durant, Stephen Curry e Klay Thompson. O time confirmou o favoritismo na temporada regular, terminando em primeiro na conferência Oeste. Do outro lado, os Bucks, do MVP Giannis Antetokounmpo, surpreenderam ao vencer 60 dos 82 jogos.

Nos playoffs, o time da Califórnia teve que se virar sem Kevin Durant, por conta de uma lesão na panturrilha. Ainda assim, os Warriors chegaram a final, contra o Toronto Raptors, que buscava seu primeiro título liderados por Kawhi Leonard, The Claw. Com grandes performances de Siakam, Lowry e Van Vleet, a franquia canadense derrotou os então bicampeões em seis jogos. A imagem da série, contudo, ocorreu no jogo 5, quando Durant voltou para ajudar seu time mas acabou agravando sua lesão e saiu de quadra carregado.

Kawhi Leonard, MVP das finais, levanta o troféu de campeão da NBA junto de seus companheiros [Imagem: Lachlan Cunningham/Getty Images]

Kawhi Leonard, MVP das finais, levanta o troféu de campeão da NBA junto de seus companheiros [Imagem: Lachlan Cunningham/Getty Images]

A temporada 2019-20 da NBA promete ser muito mais disputada e surpreendente. O período de free agency remodelou a liga: Kevin Durant e Kyrie Irving foram para os Nets, Kawhi e Paul George para os Clippers, Anthony Davis para os Lakers, dentre outras transferências que deixaram a NBA bem mais difícil de se prever.

 

Tom Brady é hexa e novas estrelas surgem

A temporada da NFL começou com muitas dúvidas, mas terminou com uma certeza: nunca subestime Tom Brady e os Patriots. Mesmo após serem derrotados pelo Philadelphia Eagles, em 2018, e verem Patrick Mahomes, quarterback dos Chiefs, dominar a liga e ser o MVP, a franquia voltou com tudo e conquistou mais um Super Bowl – o sexto, dessa vez em cima do Los Angeles Rams.

O caminho até lá, contudo, esteve longe de ser fácil. Os comandados de Bill Belichick tiveram derrotas surpreendentes na temporada regular, como no jogo contra os Dolphins, que venceram a partida com um touchdown no último lance jogando rugby. Nos playoffs, o New England derrotou os Chargers e depois venceu os Chiefs de Mahomes na prorrogação para ir ao Super Bowl contra os Rams. O jogo foi marcado pela boa atuação das duas defesas, que resultou no placar de 13 a 3 para os Patriots e no sexto anel de Brady.

Tom Brady levanta o troféu Vince Lombardi pela sexta vez [Imagem: Mike Ehrmann/Getty Images]

Tom Brady levanta o troféu Vince Lombardi pela sexta vez [Imagem: Mike Ehrmann/Getty Images]

Neste ano, além de Mahomes, o time de New England tem mais um forte concorrente para derrotar se quiser chegar ao Super Bowl: o Baltimore Ravens, de Lamar Jackson. Embora esteja apenas no seu segundo ano na NFL, Jackson já revolucionou a liga: ele lidera a liga em passes para touchdown e bateu o recorde de jardas corridas por um quarterback em uma temporada.

 

O Washington Nationals conquista sua primeira World Series

Se na NFL o campeão não teve nada de novo, na MLB as coisas seguiram o mesmo caminho da NBA, com o Washington Nationals conquistando sua primeira World Series. Esse foi o primeiro título de um time da cidade desde 1924, quando o Washington Senators (atual Minnesota Twins) foi campeão.

A equipe não começou a temporada regular bem, mas tudo começou a mudar quando o outfielder Gerardo Parra começou a usar a música “Baby Shark” antes de entrar em campo. O time melhorou e se classificou para os playoffs pelo wildcard. Liderados por ótimos arremessadores (Mark Scherzer e Steven Strasbourg estão entre os cinco melhores dos últimos três anos), o time surpreendeu e chegou à sua primeira decisão contra o forte Houston Astros.

 A World Series ficou marcada por um fato inédito: nenhuma das duas equipes conseguiram vencer em casa. Os Nationals ganharam os dois primeiros jogos em Houston, perderam os três jogos seguintes em Washington e venceram os dois últimos para serem os campeões de 2019. Yan Gomes, catcher da equipe da capital, tornou-se o segundo brasileiro a sagrar-se campeão da MLB.

 

Nadal e Djokovic continuam a dominar as quadras e Barty termina no topo

Entra ano, vai ano e continuamos sempre falando das mesmas figuras no tênis masculino. O trio Nadal, Djokovic e Federer segue se intercalando no topo do ranking da ATP e colecionando troféus. O espanhol terminou 2019 no topo, após vencer Roland Garros e o US Open. Djokovic levou os outros dois Grand Slams, e terminou na segunda posição.

Já Federer conquistou apenas um título de expressão: o aberto de Miami. Quem chegou mais perto de ameaçar a justify foi o austríaco Dominic Thiem, que foi o jogador com mais finais no ano, dez no total. O grego Stefanos Tsitsipas também teve uma boa temporada, conquistando o ATP Finals em cima de Thiem.

No feminino, a temporada foi mais uma vez de alternância e de diferentes nomes ganhando títulos. Foram quatro campeãs distintas nos quatro Grand Slams: Naomi Osaka levou o Australian Open, Ashleigh Barty ganhou Roland Garros e terminou o ano como número 1 do mundo, Simona Halep conquistou Winbledom e Bianca Andreescu o US Open. Serena Williams, lenda do esporte, enfrentou lesões e terminou 2019 sem nenhum título.

 

O novo rei dos mares é do nordeste

Neste ano, o surfe brasileiro ganhou mais um nome no seleto grupo de campeões mundiais. O potiguar Ítalo Ferreira, de 25 anos, bateu o compatriota e bi-campeão mundial Gabriel Medina em Pipeline por 15,56 contra os 12,94 pontos conquistados pelo paulista, se tornando o mais novo campeão do Circuito Mundial Masculino de Surfe (WCT). Ítalo chegou ao Havaí como líder do ranking depois de vencer nas etapas de Gold Coast, Austrália, e Peniche, em Portugal. Na última bateria em Pipeline, contra Medina, completou dois tubos combinados com manobras aéreas que lhe renderam o título.

Ítalo Ferreira comemora título nos braços do público, em Pipeline [Imagem: Reprodução/WSL]

Ítalo Ferreira comemora título nos braços do público, em Pipeline [Imagem: Reprodução/WSL]

Nascido no Rio Grande do Norte, Ítalo é o primeiro campeão nordestino do país. Com a conquista, o potiguar se consagra como mais um fenômeno da Brazilian Storm, e se junta aos paulistas Gabriel Medina (2014 e 2018) e Adriano de Souza (2015), o Mineirinho, entre os campeões mundiais – quatro dos últimos seis títulos da World Surf League (WSL) foram conquistados por brasileiros. Em 2020, Ítalo representará o Brasil ao lado de Medina nas Olimpíadas de Tóquio. 

 

Prodígio do Skate conquista o mundo

Com apenas 11 anos de idade, a maranhense Rayssa Leal se tornou a mais jovem skatista a vencer uma etapa da SLS World Tour (Mundial de Skate Street), o maior campeonato da modalidade do mundo em 2019. A jovem tinha apenas sete anos quando foi filmada vestida de fada em cima de um skate, daí veio o apelido de “fadinha do Skate”. De lá pra cá, a garota não parou de surpreender. Em sua terceira tentativa na SLS, conquistou a primeira colocação na etapa dos Estados Unidos concorrendo com nomes de peso como as campeãs Pâmela Rosa, com quem fez dobradinha, e Letícia Bufoni.

Rayssa Leal com prêmio da etapa de Los Angeles da SLS [Imagem: Reprodução/SLS]

Rayssa Leal com prêmio da etapa de Los Angeles da SLS [Imagem: Reprodução/SLS]

A conquista colocou Rayssa em segundo lugar no ranking mundial da modalidade, logo atrás da também brasileira Pâmela Rosa. Além da primeira colocação, a jovem levou ainda o Far’N High, na França, e foi bronze na Street League Skateboarding (SLS), em Londres. Com a introdução do skate como modalidade Olímpica em Tóquio 2020, é uma das grandes apostas nacionais para a competição.

 

O que esperar de 2020

O ano que está vindo com certeza ficará marcado pelas Olimpíadas de Tóquio. Depois do bom desempenho no Pan e com a inclusão de novas modalidades em que o Brasil já se destaca internacionalmente, como o skate e o surf, a esperança é de várias medalhas. No mais, fica aquela imprevisibilidade do esporte que nos apaixona: será que o Flamengo vai continuar dominando o futebol brasileiro? Lendas como Hamilton, Brady e Nadal vão continuar se destacando? Só nos resta esperar e acompanhar o que 2020 nos preparou.

Arquibancada
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