Com melhoras no som  e no ambiente lamacento, segundo dia de Lollapalooza traz mais bandas conhecidas para o público. Confira a cobertura dos shows de Two Door Cinema Club; Queens of Stone Age e Black Keys; por Letícia Sakata e  Rúvila Magalhães.

Acompanhado pelo pôr do sol, Two Door Cinema Club surpreende e é surpreendido

Às 16h30 do sábado, 30, embaixo de muito sol, milhares de pessoas viram subir ao palco Cidade Jardim os irlandeses do Two Door Cinema Club. A música de abertura foi Sleep Alone, single do segundo álbum de estúdio da banda, “Beacon”, e logo de início um coro de vozes se juntou ao vocalista Alex Trimble. Estava claro nos rostos de todos os integrantes do grupo que eles não esperavam uma recepção tão calorosa e que talvez não soubessem que já conquistaram uma legião de fãs por aqui, já que suas apresentações anteriores no Brasil foram bem menores.

Além de canções mais calmas, as músicas animadas de seus dois álbuns autorais fizeram com que todos dançassem durante boa parte do tempo, apesar da lama no chão. Merece destaque a segunda metade da setlist, composta por I Can Talk, Next Year, Something Good Can Work, Someday, Eat Up, It’s Good For You, terminando com What You Know.

Não há dúvida que foi um show de destaque que deixou gostinho de “quero mais”, onde pessoas que só estavam lá por curiosidade ou pra passar o tempo, fãs e a banda curtiram muito, cada um à sua forma.

Two Door Cinema Club. Retirada do site rocknbeats

Two Door Cinema Club faz show agradável na tarde do dia 28/03. Site rocknbeats

por Letícia Sakata
let.sakata@gmail.com

Queens of the Stone Age toca seu melhor rock

Tenho certeza que quem esteve no palco Cidade Jardim entre 18h45 e 20h, no dia 30 de março, curtindo o show do Queens of the Stone Age (QOTSA) teve uma Páscoa marcada por muitas dores no pescoço.

A banda, com seu rock pesado e bem trabalhado, fez todo o público sacudir a cabeça com aquele clássico movimento conhecido com head-bang. A mistura de hits antigos e uma provinha do que vem por aí em seu novo álbum, o “Like Clockwork” – que chega ao público provavelmente ainda em junho de 2013 – não apenas deixou os fãs alucinados, como conquistou   novos admiradores que tinham curiosidade sobre a banda.

O show do QOTSA foi um dos mais esperados do dia e, sozinho, atraiu uma legião de fãs. A banda americana formada em 1997 e atualmente composta por Josh Homme, Troy Van Leeuwen, Michael Shuman e Dean Fertita tinha tudo para ser uma atração principal, se não fosse pelo The Black Keys.

Josh Homme mostrou porque o Queens of The Stone Age é uma banda singular. Uol

O vocalista Josh Homme, conhecido por diversos barracos, foi simpático e amigável com o público. Sempre agradecendo e pedindo que o público se divertisse com a apresentação.

Os amantes do rock foram presenteados com esse show envolvente, onde era impossível não dançar junto das guitarras e da bateria.

por Rúvila Magalhães

Black Keys traz show de atração principal da noite

A banda The Black Keys se apresentou no palco Cidade Jardim, entre 21h30 e 23h, do dia 30 de março. Em sua primeira vez no Brasil, o Black Keys acatou a responsabilidade de ser atração principal do dia e não deixou a desejar.

Como era de se esperar, a banda atraiu uma legião de fãs, o que era fácil de se perceber: bastava observar a quantidade de pessoas que usavam camisetas com o nome da banda. 

Dupla Black Keys em ação. Divulgação.

Dupla Black Keys em ação. Divulgação

Estar em um show do Black Keys é comprovar empiricamente que ainda existem bandas que se preocupam como cada acorde vai soar, como cada riff vai mexer com as sensações da plateia. Cada música ganha algo a mais, nada sai exatamente como foi gravado em estúdio, há sempre uma introdução diferente, um solo marcante, uma pequena improvisação no início.

O público delirou com a guitarra de Dan Auerbach e a bateria de Patrick Carney. Com destaque para a música Gold on the celling, que foi uma das mais animadas e contagiantes. A execução de Little black submarines mostrou o motivo pelo qual a banda merecia ser a atração principal da noite.

pop.com.br

Dan Auerbach e Patrick Carney em conjunto com os músicos de apoio. pop.com.br

Não apenas no quesito música que a dupla impressionou. O show de luzes e efeitos visuais deixou todas as outras bandas do dia (talvez do festival) para trás. O globo de luz em Everlasting Light somado à voz especial feita por Dan levou o público a um ambiente onírico. O letreiro com luzes piscando no ritmo de I got mine emocionou o mais cético dos fãs. Além de tudo, foi contagiante ver a paixão com que a banda e os músicos de apoio tocavam.

Se me perguntarem “o que eu perdi nesse segundo dia de Lollapalooza?”, sem dúvida eu direi: “você perdeu o seu coração batendo no ritmo da bateria do The Black Keys”.

por Rúvila Magalhães
ruvila.m@gmail.com

Confira, ainda hoje, como foi a cobertura no terceiro dia do evento – ah, e aproveite para ver o dia 1 e também um pouco mais da história do Lollapalooza!

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