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Sniper Americano: Uma guerra física e psicológica
CINÉFILOS
19 fev 2015 | Por Jornalismo Júnior

por Amanda Oliveira
foliveirafamanda@gmail.com

Desfilando no tapete vermelho do Oscar, o filme de Clint Eastwood, sobre o ex-atirador das forças especiais da marinha americana, chegará a grande noite do cinema com seis indicações ao prêmio mais cobiçado da indústria cinematográfica. Entre essas estão a de melhor filme, ator e roteiro adaptado.

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O longa Sniper Americano (American Sniper, 2015) é baseado na obra biográfica de Chris Kyle, que a produziu em parceria com o autor Scott McEwen. O filme gira em torno da vida desse atirador da marinha americana, interpretado por Bradley Cooper. Ele se destacou na invasão dos Estados Unidos ao Iraque e se tornou uma “lenda” dentro do campo de batalha. No entanto, o seu sucesso lhe proporcionou um fardo bem pesado, sendo responsável por cerca de 160 mortes.

O Diretor Eastwood já possui uma carreira bem consolidada no mundo do cinema. Em seu currículo, ele já carrega dois Oscars de melhor diretor pelos filmes Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992) e Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004). Na produção de Sniper Americano, ele constrói um lado muito peculiar do soldado, dificilmente encontrado nos filmes de guerra. Eastwood nos faz viajar pelo o universo psicológico de Chris e assim embarcamos nos seus conflitos e dilemas frente ao vale tudo do campo de batalha.

Um dos principais problemas sofridos pelo personagem é estar presente fisicamente e mentalmente perto da família. Em diversos momentos da trama, percebemos a sua mulher Taya Kyle (Sienna Miler) tentando inseri-lo novamente no ambiente familiar após a sua volta do Iraque. Cooper encarna com muita qualidade esse papel de um veterano em adaptação. Nos faz entender o quão difícil é conciliar na cabeça de um ex-soldado um mundo cercado de tiros e bombas com um mundo em que as pessoas desempenham sua rotina normalmente.

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Para nos convencer de seu papel, Cooper teve um árduo trabalho físico e psicológico. Buscou o sotaque texano, ganhou alguns quilinhos, encarou um período de treinamento militar e ainda passou um tempo com a família de Chris para entender o  mundo que o cercava. Esse esforço, para construir um personagem completo, foi reconhecido e o ator teve a sua terceira indicação ao Oscar neste ano.

O longa também, como qualquer filme de guerra americano, não deixa de possuir vestígios de patriotismo. Chris justifica suas ações como uma forma de proteger aqueles que estavam defendendo seu país. Ele ainda possui muitas características que transcende seu papel humano e o eleva a posição de um herói, como por exemplo, de ser o melhor naquilo que faz, realizando tarefas que muitas vezes chegam a ser humanamente impossível de se fazer. Por outro lado, em alguns momentos ele é posto em xeque pelos próprios colegas de trabalho, que questionam o motivo pelo o que e por quem estão lutando.

Eastwood juntamente com Cooper nos faz imergir no mundo daqueles que muitas vezes são esquecidos e ignorados pela sociedade, mas que enfrentam horror da guerra de perto. Essas pessoas têm suas vidas totalmente alteradas, deixam entes queridos preocupados com a sua ausência. E Apesar de estar em um ambiente hostil, continuam sendo humanas e não apenas máquinas programadas para matar.

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