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Tartarugas adolescentes que falam, são mestres nas artes marciais e ainda fazem rap…? SIM!
CINÉFILOS
13 ago 2014 | Por Jornalismo Júnior

por Paula Lepinski
paulalepinski.usp@gmail.com

Crime, violência e medo dominam a cidade de Nova Iorque. Por trás de tudo está o Clã do Pé, grupo de vilões liderados pelo Destruidor, que atua clandestinamente na tentativa de se reerguer e dominar a cidade. Enquanto isso, escondidas nos esgotos de NY, quatro tartarugas modificadas por uma substância mutagênica crescem sob os cuidados do rato Splinter, que também sofreu uma mutação. Diante dos atos cada vez mais malignos do Clã do Pé, Raphael (Alan Ritchson), Donatello (Jeremy Howard), Leonardo (Pete Ploszec) e Michelangelo (Noel Fischer), já crescidos, deixam o subterrâneo para salvar a população de Nova Iorque com a ajuda da corajosa repórter April O’Neil (Megan Fox) e do amigo cameraman dela, Fenwick (Will Amett).

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A franquia Tartarugas Ninja não é nada fraca – desde o lançamento do primeiro HQ em 1984, ela já coleciona três versões diferentes de histórias em quadrinhos, quatro filmes, um seriado de TV e três séries de desenhos animados. O filme desse ano, Tartarugas Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles, 2014), é um reboot dos filmes da década de 90, com a história bem parecida com o desenho animado de 1987 e as tecnologias mais avançadas da atualidade.

Não foi à toa que a Nickelodeon Movies contratou Michael Bay, diretor das quatro explosões gráficasda franquia Transformers, para ser o produtor do filme. Há quem torça o nariz para Michael Bay e espere pouco de Tartarugas Ninja, mas se você é um desses, pode esquecer. Sob o olhar apurado de Bay e a direção de Jonathan Liebesman (Fúria de Titãs 2 e Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles)Tartarugas Ninjas supera – e muito – as expectativas.

TEENAGE MUTANT NINJA TURTLES

Pra começar, o visual do filme é arrebatador. Utilizando as mesmas tecnologias de captura de movimentos de Avatar (Idem, 2009), as tartarugas ninjas e o mestre Splinter ficaram tão realistas que você quase esquece que são produções gráficas. Além disso, as feições e os portes físicos diferenciados dos heróis-quelônios ressaltaram a personalidade única de cada um: Raphael está enorme e briguento, Leonardo aparece sério e comedido, Michelangelo permanece engraçado e brincalhão, e Donatello se torna mais geek do que nunca. Os efeitos especiais, é claro, seguem o padrão hollywoodiano atual, com direito a explosões, lutas em alta velocidade e todo o resto. A tecnologia 3D também foi utilizada, seguindo mais uma tendência do que uma real necessidade.

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Mas, ao contrário dessas superproduções que parecem querer mais mostrar a capacidade gráfica de seus filmes do que qualquer outra coisa (vide Transformers: A Era da Extinção), Tartarugas Ninja procura contar uma história cheia de ação e, acima de tudo, entreter. Passa longe de ter a profundidade psicológica e o desenvolvimento de um filme como os últimos Batman, mas esse não parece ser o objetivo da Nickelodeon Movies. Com um enredo simples e divertido e as cenas de ação mescladas com as de comédia (com nenhuma piada pesada ou ofensiva), Tartarugas Ninja foi feito para agradar do público infantil, naturalmente apaixonado por super-heróis, ao público mais velho que cresceu lendo ou assistindo as Tartarugas Ninja.

O filme apresenta uma trilha sonora agitada, repousando basicamente no rap americano (aliás, as próprias Tartarugas Ninjas fazem um rap no improviso durante as cenas, sensacional!). A música promocional do filme,’ Shell Shocked’, feita por Juicy Jay, Wiz Khalifa e Ty Dolla $ign, chegou a quase 1,5 milhões de acessos no Youtube.

A atriz Megan Fox, que interpreta April O’Neil, atua (talvez pela primeira vez) sem as futilidades que a rodeiam em seus projetos anteriores anteriores. No papel da repórter que ambiciona conseguir a sua grande matéria, a atriz pela primeira vez tem que impressionar não pela sua beleza, mas pelo sua atuação. Ela consegue levar o filme bem, mas incorpora pouca personalidade à personagem, que nos HQs e nos desenhos tinha uma um jeito forte e decidido, muito além do que a atriz conseguiu representar. Outros atores, como Will Amett (no papel de  Fenwick) e William Fichtner (um dos cientistas que criou a substância mutagênica) ajudam a construir a história, mas nem eles nem a Megan Fox tiram a atenção das Tartarugas Ninja.

O filme estreia no Brasil dia 14 de agosto, no aniversário de 30 anos da franquia, e já promete uma sequência. Quem é ou já foi fã das Tartarugas Ninja pode se preparar para sentir muita nostalgia ao ver seus heróis nos cinemas.

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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COMENTÁRIOS
Carol Oliveira
Sdds Tartarugas Ninjas hahaha marcaram minha infância :') Foi bom ler uma avaliaçăo positiva do filme, estou ansiosa pra assistir.
14 ago 2014
 
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