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Terremoto à la Hollywood
CINÉFILOS
28 maio 2015 | Por Jornalismo Júnior

por Isabella Galante
isabellavgalante@gmail.com

Terremoto: A Falha de San Andreas conta a história de um homem (Dwayne Johnson) que trabalha para a equipe de resgate de Los Angeles. Uma série de terremotos passa a ocorrer no estado da Califórnia e ele vai salvar (usando quase todos os meios de transporte possíveis)  sua filha, em São Francisco, onde ocorre o tremor de maior magnitude já registrado pelo ser humano.

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O filme é o típico blockbuster: enredo simples, cheio de ação, efeitos especiais e atores famosos no elenco (como Carla Gugino de Uma Noite no Museu, Alexandra Daddario de Percy Jackson e Ioan Gruffudd de Quarteto Fantástico). Sem grandes novidades, bem parecido com outras montagens de desastres naturais tais como Twister, No Olho do Tornado ou O Impossível, ainda merece crédito pela grande produção, mesmo que tantas condições improváveis na história façam com que seja engraçado. Os efeitos especiais são grandiosos, utilizados em cenas de proporções imensas e foram desenvolvidos por uma equipe envolvida em filmes de sucesso. No geral, a obra é tecnicamente impecável e tem boas atuações (com exceção do menino Art Parkinson, que interpreta Ollie).

A impressão é que te conduzem por uma montanha russa de emoções durante a sessão toda, bem acompanhada pelos efeitos sonoros, que combinam com cada momento. Intercalam as cenas de ação, que fazem com que você prenda o fôlego e sinta a tensão, com os momentos de calmaria, quando aí pode respirar aliviado.

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O diretor, Brad Peyton, e o produtor, Beau Flynn, trabalham novamente com Dwayne Johnson, depois de Viagem 2 – A Ilha Misteriosa. Mantiveram a linha de filme de ação, guiados pelo o herói faz-tudo, que dessa vez, bem americano, remete às características de um estimado militar do exército, que faria de tudo para proteger quem ama. Em San Andreas ainda mesclam com uma pitada de ciência, representada pela  história paralela de um pesquisador que estuda terremotos.

San Andreas é uma falha geológica que se prolonga por mais de 1000km através da Califórnia, marcando o limite entre as duas maiores placas tectônicas do planeta, a do Pacífico e a Norte-americana; o que torna a região uma das áreas de maior instabilidade geológica do planeta. A falha tem um histórico de notáveis abalos sísmicos, a maioria devastadores.
Existe a crença popular de que um grande sismo poderá dividir o estado da Califórnia em dois, sendo que uma parte “se desprenderia” do continente. O evento é cientificamente possível, e poderá ocorrer naturalmente em milhões de anos. Enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) diz que logo nos próximos 30 anos o estado da Califórnia tem 99% de chance de ser atingido por um abalo sísmico de grande magnitude, capaz de provocar destruição. A situação já é bem conhecida pelo povo local, que chamam esse futuro terremoto de Big One.

O fato prova que, tomando as devidas proporções, o filme não é uma ficção científica maluca, mas, na verdade, possível (tirando a parte da magnitude do terremoto, situação tão improvável, quanto impossível geologicamente). O produtor teve o cuidado de basear na ciência  os acontecimentos da história, pesquisou, com a consultoria da Universidade do Sul da Califórnia, desde a criação do roteiro, há dois anos e meio.

Além disso, contém alguns focos educativos que podem informar e servir de alerta, como ficar embaixo de mesas, ir para lugares altos e se apoiar em estruturas sólidas e firmes, que preparam, de certa forma, o espectador para situações similares; o que fortalece a importância de filmes do gênero, dado que aconselham a audiência.

Disponível também nos formatos 4D e IMAX 3D, a experiência é recomendável. A tecnologia permite que as sensações sejam mais reais, principalmente do cinema 4D, que sincroniza as cenas de ação com luzes, fumaça e deslocamentos da cadeira.

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O filme passa a mensagem de que em tempos de crise, o ser humano pode mostrar seu pior, com egoísmo e até violência, ou o melhor de si, humanitário, conduzido pela solidariedade, que impulsiona a ajuda mútua. Adicionando uma certa dose de patriotismo, a produção transmite que é possível superar tudo, juntos.

Resumindo, Terremoto: A Falha de San Andreas vale a pena ser visto se você gosta de filmes de desastres naturais ou se vai assistir a produção em 4D ou 3D, por que com certeza esse não é o tipo de filme que deve ser assistido no sofá da sala pela televisão, ele merece uma atmosfera mais imersiva, que pode, assim, garantir alguns minutos de diversão.

Assista ao trailer:

 

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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