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Terror infantil em Goosebumps
CINÉFILOS
21 out 2015 | Por Jornalismo Júnior

por Bianca Kirklewski
biancakirklewski@gmail.com

Se um dia você encontrar uma prateleira cheia de livros com fechaduras, talvez o mais lógico seja deixar as coisas como estão. Infelizmente, Zach Cooper aprendeu a lição da pior maneira possível.

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O recém-chegado nova-yorkino mal teve tempo de desfazer suas malas na pequena cidade de Madison, Delaware, e já infringiu a lei invadindo propriedades alheias. Acreditando que sua nova vizinha, Hannah, estivesse sofrendo maus-tratos de seu pai, Zach foi induzido a pular o muro e arrombar a isolada casa ao lado. O adolescente estava acompanhado de seu amigo Champ.

Chegando a um dos cômodos, Cooper encontrou um móvel lotado de manuscritos originais da série Goosebumps, tradicional coleção de livros de terror infanto-juvenis escritas por R. L Stine na década de 90. As obras estavam todas trancadas. Persuadido por Champ, Cooper deixou-se levar pela curiosidade tipicamente adolescente e resolveu abrir um dos exemplares, para desencargo de consciência. O inesperado aconteceu: de dentro do livro solta-se um monstro, mais especificamente, O Abominável Homem das Neves.

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Aproveitando o desleixo humano, o monstrengo conseguiu fugir. Os jovens, então, não tiveram outra escolha senão perseguir o monstro e tentar enfiá-lo de volta ao livro de onde ele surgiu.

Possivelmente em razão da pressa e desespero, Zach, Champ e Hannah não se deram conta de que haviam deixado a chave da fechadura muito perto da prateleira. Tal erro foi responsável pela libertação das outras centenas de demônios presas na coleção Goosebumps. O que será da cidade? Como aqueles monstros foram parar dentro de livros? Por que Hannah e seu pai possuem todos os manuscritos originais da série?

Jack Black, que interpreta o pai de Hannah (e cujo personagem revela-se ser o escritor da série Goosebumps, R. L. Stine) explica, em coletiva à imprensa em São Paulo, a necessidade de longas como esse: “Não existem mais filmes assustadores, emocionantes e divertidos para crianças”.

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Jack Black, em coletiva de imprensa realizada em São Paulo

Goosebumps: Monstros e Arrepios (Goosebumps, 2015) é de fato um longa voltado para o público infantil. Sua proposta medonha só convence os menores, com exceção de costumeiras cenas de susto, quando objetos inesperadamente pulam da tela acompanhados de algum barulho alto. Mesmo se tais episódios não abalarem, divertem: o telespectador mais atento pode apreciar os pulinhos de medo dos vizinhos de poltrona.

Apesar de se basear na série de livros homônimos, não é preciso nenhum tipo de contato ou leitura prévia para entender a história do longa. Aliás, da história do longa, não se há muito que entender. Furada e limitada, fica claro que os roteiristas têm conhecimento de sua mediocridade, fazendo bom proveito disso com piadas irônicas e cenas propositalmente ridículas.

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O filme estreou nos Estados Unidos com bilheteria acima do esperado. Questionado sobre a possibilidade de continuações, Jack Black responde: “Vai ser difícil fazer uma franquia, pois já usamos todos os monstros. Alguém cometeu um erro terrível”.  E sugere uma sequência um tanto quanto inusitada: uma batalha entre R. L. Stine e J. K. Rowling, escritora da série Harry Potter.

Confira o trailer:

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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